Para dois terços dos deputados, alta carga tributária estimula pirataria e contrabando


Segundo levantamento da Capital Político, 64% veem relação entre tributos e contrabando; 72% querem reforma. Para dois terços dos deputados do Congresso Nacional, a alta carga tributária no Brasil estimula o consumo de produtos piratas contrabandeados e falsificados.
O levantamento, realizado com 136 deputados federais, foi realizado pela Capital Político em parceria com Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados.

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A pesquisa fez ainda um recorte por blocos no Congresso: oposição (PT, PDT, Avante, Solidariedade, Psol, Rede, PCdoB, PV, PSB); não alinhado (Sem partidos, PP, MDB, PTB, PR, PSD, PRB, PSDB, DEM, PROS, PSC, Cidadania, Novo, Podemos, Patriotas, PMN, PHS, PRP) e governo (PSL).
Entre os deputados alinhados ao presidente Jair Bolsonaro, 90% veem relação entre tributos e contrabando. Já entre as bancadas de oposição, apenas metade associa impostos a vendas de produtos ilegais.

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Ainda segundo a pesquisa, para 72% dos deputados, o combate ao contrabando e à pirataria deve ir além de repressão policial, passando pela revisão do sistema tributário. No recorte por blocos, a oposição tem maioria: 82% acreditam ser necessária alguma espécie de reforma.
Segundo dados do ministério da Economia, a carga tributária no País fechou o ano de 2018 em 33,58% do PIB.
Embora os holofotes estejam agora sobre a reforma da Previdência, a equipe econômica já começa a se preparar para o próximo desafio estrutural do País, com um projeto de simplificação tributária.