Marselha de ‘La casa de papel’ diz que gravações voltam em 2020 e quer seguir salvando Professor


Ao G1, Luka Peroš diz que ficou surpreso com repercussão do personagem e que deve gravar cenas em setembro. Casado com brasileira, ele treina português em casa e pode atuar no Brasil. Ator croata Luka Peros interpreta o personagem Marselha de ‘La casa de papel’
Divulgação/Luka Peros
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Os planos mirabolantes do Professor em “La casa de papel 4” não foram pelos ares graças à ajuda de um assaltante quieto, mas assertivo: Marselha. Enquanto fãs da série comemoraram as ações precisas do personagem, o ator Luka Peroš celebrou a repercussão e seu crescimento na trama.
Relembre a quarta temporada de ‘La casa de papel
Como presente, o ator croata de 43 anos ganhou a confirmação de sua volta para a quinta temporada, que ele garante que terá e já tem previsão para iniciar as gravações: entre agosto e setembro. A assessoria da Netflix diz que ainda não há confirmação sobre uma nova temporada da série.
Peroš torce para que o personagem continue crescendo na trama, mas disse que os atores só ficam sabendo das cenas poucos dias antes das filmagens. “Os criadores não nos dizem nada. As possibilidades são muitas nessa série, me disseram três dias antes que eu iria entrar no helicóptero para salvar Lisboa no fim da quarta temporada. Além disso, os diretores sempre vão mudando as coisas durante as gravações.”
Os louros colhidos pela participação na série chegaram com um sabor agridoce: quatro convites para filmes, mas três paralisados ou suspensos com a quarentena. “Já faz seis semanas que os produtores querem voltar a gravar em Madrid, mas há uma fila de projetos atrasados. Muitos têm que continuar filmes ou séries que estavam parados para só então começar os novos”, conta.
Elenco de ‘La casa de papel’
Divulgação/Netflix
Casado com uma brasileira há oito anos e capaz de entender tudo que a esposa e a sogra falam pelas costas, o ator tem vontade de participar de filmes brasileiros. Conhece as novelas feitas no Brasil e fez da parte da fixação da Croácia (seu país de origem) por “A Escrava Isaura” nos anos 1990.
Veja a entrevista de Luka Peroš ao G1 (contém spoilers):
G1 – Como foi gravar a quarta temporada de ‘La Casa Papel’ e construir a história do lado de fora do assalto?
Luka Peroš – Foi muito divertido. Houve dias de filmagem bem compilados pelo desafio técnico. para fazer bom das cenas de coro, com o carro, houve algumas brigas. Foi duro fazer perfeito, mas mas eu me diverti muito e estou muito feliz trabalhando com a equipe técnica e criativa e também com os atores. Nos ajudamos muito.
G1 – Vai ter quinta temporada? Se tiver, o que os fãs podem esperar do Marselha, que se mostrou um personagem essencial para o plano?
Luka Peroš – Só posso dizer que os criadores da série não nos dizem nada. as possibilidades são muitas nessa série; me disseram três dias antes que eu iria entrar no helicóptero pra salvar lisboa. os diretores vão mudando as coisas durante as gravações sempre. não sei, espero que ganhe mais espaço.
G1 – Arriscaria que pode haver uma sexta também?
Luka Peroš – Não sei. Se eu fosse o produtor de um projeto tão grande, iria querer seguir porque tem um sucesso grande, mas não se pode destruir tudo, logo perde a qualidade e a ideia. É um pouco complicado para eles. Graças a Deus, sou apenas um ator.
G1 – A série tem muitos personagens e às vezes fica difícil ter tempo de tela suficiente para todos. Com a morte da Nairóbi, surge uma oportunidade para o crescimento de outros?
Luka Peroš – Concordo que alguém pode se destacar, ou mesmo o conjunto, com todo mundo contando um pouco mais de suas histórias. Mas a verdade é que ninguém pode superar Alba Flores e como ela construiu Nairóbi. Ela ganhou o mundo com sua personagem, é uma personagem bem escrita e feita por ela. Acho difícil que alguém desponte com esse mesmo destaque.
G1 – Você atuou muito próximo ao Professor. Como era a relação com o Álvaro Morte?
Luka Peroš – De puta madre! (risos). Alvaro é um ator de teatro. E eu também, minha formação foi de atuação para teatro, então nos demos muito bem. Ele estava fazendo muitas besteiras sozinho nas primeiras temporadas. Agora, ganhou um companheiro. Nós riamos o tempo inteiro e apoiamos um ao outro. Foi fácil construir situações mais densas, como a história do cachorro de Marselha (explicar história). Ele é um ator que dá muita segurança.
G1 – ‘La Casa de papel’ virou uma superprodução depois do sucesso global. Qual foi a maior mudança estrutural desse investimento?
Luka Peroš – Eu conheço o Darko Perić (Helsinque) há muitos anos, somos amigos há oito anos. Quando eu voltei à Barcelona, ele tinha acabado de gravar as primeiras temporadas de “La casa de papel”, antes que estourasse. E ele estava muito cansado porque fizeram com menos dinheiro, mas em um ritmo intenso, gravavam durante horas e horas para gravar a mesma cena várias e várias vezes. Hoje, ainda são muitas horas de trabalho, mas não há tanta pressão no set. Porque já deu certo.
G1 – Você disse que queria expandir os países em que atua. O Brasil faz parte dos planos? Você conhece nossas produções?
Luka Peroš – Conheço as telenovelas brasileiras. Na Croácia, houve um boom de novelas nos anos 1990. Me lembro de “A escrava Isaura”, as pessoas viam como loucas. Mas não conheço muito mais do que isso sobe televisão. Gosto de filmes brasileiros, alguns muito bons. Eu sou casado com uma brasileira há oito anos, mas nunca visitei o país.
É uma vergonha muito grade da minha parte. Então preciso primeiro conhecer, mas sem dúvidas. E sei falar português com sotaque brasileiro. Falo muito mal, mas entendo. Minha mulher e minha sogra não podem falar mal de mim.
G1 – E quais filmes muito bons você viu?
Luka Peroš – Os clássicos “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite” e “Central do Brasil”.
G1 – Além do Brasil, o que mais está nos planos?
Luka Peroš – Agora, o que eu mais quero é fazer a quinta temporada. Não sei quanto tempo vai levar para acabar. Fiz um há 3 semanas em Madird, se chama “El arte de volver”. Tenho um personagem muito interessante, com muita emoção, gosto desse tipo de papel. É um filme de arte, vai para festivais.
E ainda tenho dois filmes para gravar. Os dois são em inglês, mas com equipes espanholas. Faz três anos que não trabalho em inglês, vai ser divertido porque controlo melhor minha dicção e o texto, aí consigo relaxar mais. Com os outros idiomas, sofro um pouquinho.
G1 – Isso é interessante. Você é croata, se formou nos Estados Unidos, agora mora em Barcelona. Por que você escolheu a Espanha para morar e fazer carreira?
Luka Peroš – Moro em Barcelona por uma carioca. Nos apaixonados na Croácia há 10 anos. Ela já morava aqui, então eu vim. Mas amo Barcelona. É ideal porque é grande e cosmopolitana, tem mutas religiões e muitas raças, mas em uma cidade pequena também. Tem produção cultural, filmes, séries. É a cidade ideal.
G1 – Pensa em atuar na Croácia de novo?
Luka Peroš – Quero ir só para visitar meus amigos e família ou visitar 4 lugares que gosto muito lá. Fora isso, já não tenho nada a ver com esse país. O mundo do cinema na Croácia é muito fraco. Estou saturado com eles, têm uma mentalidade de povoado pequeno. Todo mundo é amigo, primo ou sobrinho de alguém, é difícil entrar nesse mundo. Não me receberam bem há 23 anos, depois há 16 naos, depois há 11 anos. Então agora sou eu que digo basta.
G1 – A Espanha viveu momentos críticos da pandemia, com pico de mortes, pessoas trancadas em casa. Como você passou por esse momento?
Luka Peroš – Eu acho que a reação do governo espanhol demorou para acontecer, mas foi enérgica. Fecharam tudo. Foi um bom plano, que outros países não conseguiram, como Suécia, Brasil, Estados Unidos, e agora vemos as repercussões.
Meu irmão mora na China e recebi informações um mês e meio antes de que o assunto dominasse os noticiários internacionalmente. E pelo menos tive a oportunidade de falar com meus filhos e minha esposa para nos prepararmos para esse tempo em casa. E nos organizamos muito bem, usamos esse tempo para a família, aproveitar os filhos. Depois de um tempo você fica agoniado, mas é normal. No final, vivemos um choque, mas passamos bem.
Espero que vocês [brasileiros] passem os próximos três meses com muito cuidado. Não é uma coisa pequena, mas isso passará um dia. Espero que continuem a dançar, desfrutar e comer bem.
Elenco de ‘La casa de papel’ comenta sucesso e relação dos personagens

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Atriz Kelly Preston, mulher de John Travolta, morre aos 57 anos


Ela não resistiu a um câncer de mama depois de dois anos lutando contra a doença. Atriz ficou conhecida por papéis em filmes como “Twins” e “Jerry Maguire”. Kelly Preston em foto de maio de 2018
Eric Gaillard/Arquivo Reuters
A atriz Kelly Preston, mulher de John Travolta e conhecida por seus papéis em filmes como “Twins” e “Jerry Maguire”, morreu neste domingo (12) de complicações por um câncer de mama, informou a edição online da revista People. Ela tinha 57 anos
“Na manhã de 12 de julho de 2020, Kelly Preston, uma amada esposa e mãe, faleceu após uma batalha de dois anos contra o câncer de mama”, disse um representante da família à publicação.
“Depois de decidir realizar sua luta em particular, ela passou por tratamento médico por um tempo, ajudado por sua família e amigos mais próximos”, continuou o representante. “Ela era uma alma brilhante, preciosa e amorosa, que se importava profundamente com os outros e trouxe vida a tudo o que tocou”, acrescentou.
Preston e Travolta têm dois filhos: Ella, 20, e Benjamin, 9 anos. Em janeiro de 2009, eles sofreram a perda de seu filho Jett, aos 16 anos.
Kelly Preston e John Travolta em foto de 2015
Danny Moloshok/Arquivo Reuters
Carreira
A carreira de Preston começou em 1985 com um papel no filme “Mischief” e ela ficou famosa em suas aparições em “Twins” (1988), “Jerry Maguire” (1996) e “For Love of the Game” (1999). Mais tarde, ele apareceu em “Battlefield Earth” (2000), “Death Sentence” (2007) e “Old Dogs” (2009).
Ela também apareceu no videoclipe da música “She Will Be Loved”, do Maroon 5.
Sua última interpretação nos cinemas foi em “Gotti” (2018), ao lado de Travolta, onde ela interpretou a esposa do mafioso John Gotti.
Preston e Travolta se casaram em setembro de 1991, quando a atriz estava grávida de Jett, seu primeiro filho.
O próprio Travolta confirmou a morte de sua esposa através do Instagram.
“Lamento muito informar que minha linda esposa Kelly perdeu sua luta de dois anos contra o câncer de mama. Ele lutou com coragem e o amor e apoio de muitos (…) o amor de Kelly e sua vida sempre serão lembrados”, afirmou.
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