Enem: entenda por que ‘sair chutando’ as respostas não dá certo na prova


Teoria de Resposta ao Item (TRI) avalia se o candidato teve desempenho coerente ao longo do exame. Caderno de provas do Enem 2019 – 1º dia
Ana Carolina Moreno/G1
No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não dá para contar só com a sorte. O método de correção da prova – chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) – é programado para dar uma nota menor a quem “chutar” as respostas.
Mas como? Imagine um atleta competindo em uma prova de salto em altura. Se ele foi capaz de saltar 3 metros, deve ter conseguido também pular o obstáculo de 2 metros, certo? A TRI busca detectar essa coerência no desempenho dos alunos no Enem.
Se um candidato acertou uma questão muito difícil, deve ter resolvido com tranquilidade a de nível fácil.
Por outro lado, se ele acertou as 15 questões mais complexas de matemática, mas errou justamente as 15 mais fáceis… provavelmente foi na sorte. O sistema de correção detecta o “acerto ao acaso” – ou seja, o “chute” – e atribui uma pontuação menor ao candidato.
LEIA MAIS: Veja plano de estudos para essa reta final, palpites sobre o tema de redação e o que costuma cair na prova
É uma forma diferente da que é usada para corrigir a Fuvest, por exemplo, em que o número de acertos corresponde à nota final. No Enem, cinco candidatos podem acertar exatamente a mesma quantidade de questões, mas tirarem notas bem diferentes.
“Um caso real: com 17 acertos, a pontuação variou de 350 a 700 pontos, segundo os microdados do Enem. É um exemplo extremo, mas que deixa claro como a TRI é decisiva principalmente com números baixos de acerto”, afirma Edmilson Motta, coordenador geral do Grupo Etapa.
Abaixo, tire suas dúvidas sobre a TRI:
1- Como a TRI sabe que uma questão é “fácil” ou “difícil”?
A TRI é um sistema matemático complexo, programado por uma série de fórmulas. Em primeiro lugar, há uma avaliação do conteúdo cobrado. Na mesma edição, pode haver duas questões de álgebra: uma exigindo apenas uma conta, outra cobrando uma interpretação mais ampla e um número maior de cálculos. Pela lógica, o candidato que conseguir resolver a segunda (mais difícil) deve ter acertado também a primeira (mais simples).
Além disso, para classificar o nível de dificuldade de uma pergunta, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplica pré-testes, antes do Enem, para grupos semelhantes aos que vão prestar o exame. Com base no número de pessoas que acertaram aquela resposta, é possível mensurar a dificuldade dela.
“É uma seleção estatística. Fazemos um sorteio de escolas para que seja uma amostra significativa: tenha colégios de diferentes níveis de desempenho no Enem, de todas as faixas de renda”, diz Eduardo Carvalho Sousa, coordenador-geral de exames para certificação do Inep.
Mas o aluno que participou do pré-teste não vai levar vantagem no Enem “de verdade”? Sousa explica que as questões testadas ficam em uma espécie de quarentena. Depois de serem aplicadas para as amostras de estudantes, vão permanecer no banco de perguntas por determinado período.
“Provavelmente, quando aquela questão for realmente cair no Enem, os alunos do pré-teste já estarão na faculdade ou terão desistido de prestar o exame”, diz o funcionário do Inep. “O risco de alguém ser favorecido é praticamente inexistente.”
2- Quais as vantagens da TRI?
A TRI:
ao detectar os famosos “chutes”, premia o aluno que, de fato, se preparou para a prova, e não aquele que apenas pode dar sorte de acertar as alternativas;
possibilita a comparação entre candidatos que tenham feito diferentes edições do exame;
torna mais improvável que dois concorrentes tirem exatamente a mesma nota – já que o resultado final é divulgado com duas casas decimais (816,48 pontos, por exemplo).
“É um sistema complexo e mais justo. Os alunos costumam achar que é algo subjetivo, mas não. Há um calibre da pontuação de cada questão, para que a nota realmente corresponda ao desempenho do candidato”, diz Vicente Delorme, diretor de planejamento do Colégio pH (RJ).
3- Vale a pena deixar questão em branco?
Não. Os professores ouvidos pelo G1 reforçam que os candidatos nunca devem deixar o gabarito em branco.
A TRI não tira pontos de quem chuta a resposta – apenas dá uma pontuação menor para o acerto “na sorte”.
“O aluno com desempenho incoerente, que errou as fáceis e acertou as difíceis, vai ganhar menos pontos. Mas não vai deixar de ganhar nota. Não preencher o gabarito não é uma boa estratégia”, diz Delorme.
4- É melhor começar a prova pelas questões mais fáceis?
É interessante garantir o acerto das mais fáceis – o problema é que elas não vêm identificadas. Não há como descobrir, de cara, o nível de dificuldade de cada uma.
No segundo dia de Enem, por exemplo, o aluno deve fazer as provas de matemática (45 questões) e de ciências da natureza (outras 45). Se ele se dedicar exaustivamente às 45 perguntas de matemática, vai chegar cansado à prova de ciências da natureza – e correrá o risco de errar as mais simples.
Motta, do curso Etapa, sugere uma estratégia:
“Uma boa alternativa é fazer um pouco de cada prova, ainda com a cabeça fresca. Depois, reservar uma parte do tempo para resolver as mais trabalhosas”, diz. “Pode ser 1h30 para uma prova, 1h30 para a outra. Quando aparecer alguma questão difícil, é só pular e voltar para ela depois. Assim, dá para aumentar a chance de acertar as fáceis.”
5- A TRI deve mudar meu jeito de estudar?
Não. O aluno que estiver preparado para o Enem vai ter um desempenho coerente e, por consequência, uma boa nota.
O que pode ajudar a definir as prioridades de estudo antes da prova é já pensar em que curso o candidato quer fazer. No Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa a nota do Enem para selecionar alunos para universidades públicas, algumas instituições atribuem peso às provas.
Por exemplo: a nota final de quem se candidatar para uma vaga em direito vai dar um peso maior à prova de ciências humanas do que à de matemática. Nesse caso, Delorme afirma que vale a pena, “na hora H”, caprichar na revisão de história e geografia.
6- A redação também é por TRI?
Não. A TRI só vale para as respostas de múltipla escolha. Na redação, os corretores atribuem uma nota de 0 a 1.000, com base nas competências exigidas pelo Enem.
7- Por que ninguém tira zero nas questões do Enem?
Sousa, do Inep, explica que a TRI avalia até mesmo o erro do aluno. “Cada alternativa incorreta tem uma função. Ela pode mostrar qual nível de conhecimento o aluno tem”, diz. “É por isso que ninguém tira zero no Enem.”
Supondo que a pergunta seja “quanto é 50 – 25?”. O correto, claro, é “25”. O aluno que marcou “24” tem um nível de conhecimento diferente do que respondeu “75”. Cada erro dá alguma pontuação para o candidato. A alternativa mais absurda vai render menos pontos do que aquela que foi “na trave”.
Cronograma do Enem
Provas impressas: 17 e 24 de janeiro.
Prova digital: 31 de janeiro e 7 de fevereiro.
Reaplicação da prova: 23 e 24 de fevereiro
Resultados: a partir de 29 de março

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Após clipe com referências de ‘Norbit’, Mumuzinho diz: ‘Queria ser o Eddie Murphy brasileiro’


No ‘The Voice +’, ator e cantor fala sobre críticas a elenco ‘jovem’ de técnicos, período de pandemia e conta como se mantém longe de polêmicas ao longo da carreira. Mumuzinho, jurado do ‘The Voice +’, fala do programa, carreira e planos
Alcione, Alexandre Pires, Djavan, Belo, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Emílio Santiago, Fundo de Quintal… Esses são alguns dos nomes citados por Mumuzinho quando questionado sobre seus ídolos.
Apesar disso, o cantor se espelha em um artista totalmente distante do cenário do samba e pagode nacional quando foca em seus planos.
“Eu vou falar isso, mas não é com prepotência, não. Eu queria muito ser o Eddie Murphy brasileiro. Queria fazer diversos personagens. Tenho certeza que ele também canta alguma coisinha”, diz o artista de 37 anos e nascido em Realengo, no Rio.
O comentário vem quando Mumuzinho explica, em entrevista ao G1, que demorou pouco mais de uma hora para se transformar em Luzinaldo. Ele é um dos personagens do clipe “Playlist”, com referências do filme “Norbit”, de Murphy.
Mumuzinho vira Luzinete e Luzinaldo em clipe de ‘Playlist’
Guto Costa/Divulgação
No clipe, Mumuzinho mostra seu lado ator. O trabalho vem a somar em seu currículo diverso, assim como seu mais recente posto: o de técnico do “The Voice +”.
Mumuzinho assume uma cadeira no programa após uma breve passagem no “The Voice Kids 2020”, quando substituiu Claudia Leitte na reta final da atração.
“É uma vitória muito grande estar ali no meio dos três. Acho que todo moleque da minha idade queria estar ali. Hoje me sinto muito feliz”, afirma o cantor.
Daniel, Ludmilla e Claudia Leitte completam o time de técnicos da atração voltada para cantores acima de 60 anos.
Durante o bate-papo, além de comentar sobre a atração, Mumuzinho falou de sua versatilidade artística, contou como tem enfrentando o período de pandemia e explicou como se mantém longe de polêmicas.
“Eu trabalhei tanto pra viver de música e não de polêmica. A polêmica só atrapalha.”
Mumuzinho
Divulgação
G1 – Você entrou no lugar da Claudinha no ‘The Voice Kids’ em 2020. Agora, assume de vez uma das cadeiras. Esse teste foi importante pra você aceitar o convite pra atração?
Mumuzinho – É engraçado que na minha vida tudo se baseia em teste, tudo se baseia em oportunidade. Sempre sonhei em trabalhar na empresa, minha meta de vida era trabalhar na Rede Globo. Mas não cantando — olha como são as coisas –, mas sim atuando, apresentando. Eu não tinha pretensão nenhuma, não sonhei com isso de: ‘ah, quero ser cantor e vou cantar no programa do Luciano Huck, no Faustão’. Eu queria ser ator, queria ir na onda de fazer os “Trapalhões”, como eu fiz nos 40 anos.
E aí, voltando já ao hoje. Quando eu me deparo com um projeto tão lindo, tão grandioso, tão incentivador, tão emocionante, que é o “The Voice”, a gente se depara e fala: ‘não, eu acho que eu tinha que ser cantor mesmo’.
Quando o Creso [Eduardo Macedo, diretor artístico do programa] me chamou pra participar no lugar da Claudia, era propósito de Deus. Então acho que minha vida sempre foi assim e eu fui conquistando isso com minha humildade, meu jeito de ser. É uma vitória muito grande estar ali no meio dos três. Acho que todo moleque da minha idade queria estar ali. Hoje me sinto muito feliz, preparado pra receber o “The Voice +”, que vai ser um projeto motivacional na vida das pessoas.
G1 – Você comentou que tinha o sonho de atuar, apresentar. Você já tem algumas participações como ator, faz sucesso como cantor, agora está no “The Voice”, que não é exatamente uma apresentação, mas está na cadeira de técnico do programa… ou seja, meio que atingiu suas metas aos 37 anos. O que te move hoje?
Mumuzinho – Estou no caminho de atingir, mas ainda não cheguei lá. Estou num programa de música, que era meu objetivo. Eu ainda tenho um sonho de fazer um trabalho como ator, mas a música é o primeiro plano da minha vida. Mas eu tô no caminho.
Meus sonhos envolvem muito minha família. Minha mãe, meu pai, então eu estou trabalhando para que um dia eles possam se orgulhar mais. Já se orgulham muito, mas para que eles possam ter uma vida mais tranquila. Claro que eles vivem muito bem hoje, graças ao meu trabalho, mas ainda estou no caminho. Vou chegar lá.
G1 – Assim que foram anunciados os nomes dos técnicos para o “The Voice +”, surgiram alguns comentários de que deveriam ter chamados artistas mais velhos para o posto. O que você acha sobre esse tipo de comentário?
Mumuzinho – A gente está vivendo num mundo, quebrando tantas barreiras de idade, de raça, de pele, estamos quebrando tanto tabu, de mulheres no poder, mulheres decidindo, empoderadas. A gente está vivendo um momento tão bacana. O Brasil está tendo voz. As pessoas estão tendo voz pra falar, pra se expor, a gente tem vários casos aí. Acho que não tem idade pra estar ali, a gente está aprendendo com eles.
Sabe o que é uma coisa muito bacana? Eles se sentem ali muito jovens. Eles entram com uma força, uma coragem, um amor dentro, uma vontade de cantar, de botar pra fora. Não existe tempo de botar pra fora o que você almeja, então não tem idade.
Quando eles me veem mais novo lá, eles falam: “quero essa onda do Mumuzinho, quero esse jeito dele, quero cantar essa onda que ele canta”. Porque é uma troca. Já gravei alguns programas e não senti nem um pouco isso de ‘ah caraca, estão me olhando com um olhar de que sou novo e quem sou eu pra falar’. Nunca.
G1 – Você tem se emocionado muito nas gravações?
Mumuzinho – Já me emocionei bastante (risos). É um amor absurdo. Lembrei muito da minha avó, do meu falecido avô. A gente se emociona toda hora porque eles passam uma energia muito boa pra gente.
G1 – Você é um artista bastante versátil e demonstrou bem isso no palco do Faustão no “Show dos famosos”. Acha que isso pode ajudar na hora de dar dicas para os candidatos?
Mumuzinho – Acho que eu posso ajudar sim. Mas em relação a parte musical, eles estão muito preparados. Acho que agora é mais uma questão de uma escolha de música, da interpretação. É estar do lado deles, dar força pra eles botarem pra fora tudo o que eles almejaram. A maioria deles é profissional. E eles cantam! O Brasil vai tomar uma injeção, uma vacina, musicalmente, de amor e de incentivo, de exemplo.
G1 – Esse ano, pela primeira vez no The Voice, o samba, pagode, ganhou um representante como campeão. Você acha que isso tem algum peso e pode ajudar a trazer de volta a era do samba, do pagode, que foi desaparecendo um pouco ali depois da década de 1990? Uma vitória como essa pode ser um resgate do ritmo?
Mumuzinho – Eu vou discordar só um pouquinho de você quando você fala da época de 90 que o samba desapareceu. Pelo contrário, o samba na década de 1990, era o momento mais forte do samba e logo depois veio a nova geração do samba. Nessa época, a gente tinha Katinguelê, Negritude Jr, Kiloucura, Soweto, Exaltasamba, Raça Negra, tinha diversos grupos. O samba nunca morreu. Ele pode agonizar. O samba agoniza, mas o samba não morre.
Tanto que hoje eu tô aqui. Eu e os demais amigos vivemos do samba. Essa era digital fez com que muitas pessoas mudassem a cabeça e se organizassem mais para o showbusiness do samba. Acho que quando se tem uma pessoa ganhando um programa cantando samba, é porque já está enraizado musicalmente lá atrás, antes da década de 90.
Quando se tem um cantor de samba ganhando, a gente comemora. A gente se sente muito feliz porque fala: ‘cara, a gente ama o que a gente faz e está deixando boas referências pra essa garotada que está chegando agora’.
“Quando o cara vai lá e canta um samba, eu fico feliz, mas o que vai me deixar mais feliz é se ele cantar um dia um samba, e depois cantar um Frank Sinatra, depois um R&B, um bolero. Isso vai me deixar feliz, porque eu quero versatilidade.”
G1 – Que foi no fim o que aconteceu com o campeão [Victor Alves], que cantou samba o programa todo, e na final, cantou Rihanna e Marilia Mendonça, né?
Mumuzinho – É a versatilidade. É a veia artística pra se escolher a canção e abrir o caminho. Quando entrei no “Show dos Famosos”, nem sonhava que ia cantar tanta coisa diferente. Uma pessoa me perguntou: ‘você do samba, acha que você vai estar aberto pra ouvir outro tipo de música?’ Eu falei, amor, eu ganhei um programa cantando de Ludmilla a Stevie Wonder. Em 2018. Eu amo música. Aqui é música, não é pagode, não é samba. Eu escuto música.
Ludmilla, Daniel, Claudia Leitte e Mumuzinho são os técnicos do “The Voice +”
Globo/João Miguel Júnior
G1 – Você é um artista que se mantém longe de polêmicas, diferentemente de tantos artistas que a vida pessoal se destaca mais do que o lado profissional. Como você faz esse movimento pra dar um destaque maior sempre pra seu trabalho?
Mumuzinho – É uma equipe muito grande (risos). Hoje me sinto mais maduro do que lá atrás. Então minha responsabilidade é muito grande. Tenho três moleques, três filhos, que estão aí me representando, me tendo como referência. Não posso me envolver com polêmica, em problema. Nem é do meu coração. Porque eu trabalhei tanto pra viver de música e não de polêmica. A polêmica só atrapalha.
Às vezes fico feliz que ninguém fala de mim, ninguém dá uma notícia, nada, eu amo. Eu vou estar no foco agora, mas amo quando ninguém comenta nada, fico ali quietinho com minha esposa, meus filhos, com minha mãe.
Entendo que minha equipe, pessoas que vivem a meu redor há muito tempo, são pessoas que me ajudam muito, me colocam no foco.
G1 – Como foi esse período de pandemia pra você, emocionalmente e financeiramente falando?
Mumuzinho – Meus sócios mudaram minha vida, organizaram minha vida financeiramente. O cuidar do dinheiro no Brasil, eu vejo que é cultural. A gente não aprendeu isso na escola. Na minha época, não tinha aula de educação financeira. Então, não aprendi a lidar com dinheiro. Quem não sabe lidar com dinheiro, deveria se organizar com pessoas que entendem de investimento.
Então essa equipe me ajudou. Tem um ano e meio que eu me organizei financeiramente pra que eu posso continuar arcando com minhas responsabilidades familiar, que não são poucas. E em um ano sem cantar, graças a Deus, consegui arcar com todas as custas da minha família. Mesmo sem ganhar nada, fui me organizando, pegando o que eu já tinha ganho e colocado.
“Perdi muita grana, sim, foi um ano difícil que não entrou nada, só saiu dinheiro. Meu custo de vida não é baixo. Mas como a gente tem uma organização, pessoas do seu lado pra ajudar a administrar, você consegue ir a cada passo.”
Não levo uma vida de luxo. Eu brinco, costumo dizer que sou muito rico das coisas dos outros, porque pego o barco do meu amigo Thiago Silva, dou uma volta em Angra, ligo pra minha amiga Karina, ela vai e me empresta o jato. Então assim… eu não preciso ter, só preciso ter amigo que tenha (risos).
Mumuzinho
Guto Costa / Divulgação

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