Péricles diz que testou positivo para Covid-19: ‘Estou bem’


Em vídeo publicado nas redes sociais, cantor afirmou que está sem sintomas e segue isolamento em casa. Péricles grava vídeo e conta que testou positivo para Covid-19
O cantor Péricles gravou um vídeo para relatar que testou positivo para Covid-19. “Mesmo depois de se cuidar bastante, a gente acabou sendo pego por ela. Mas estou aqui”, afirmou Péricles na noite desta segunda-feira (1).
“Não tenho sintomas nenhum, estou bem, estamos bem, mas vamos cumprir isolamento pra preservar nossa família”, afirmou o cantor de 51 anos. Ele informou ainda que a filha Maria Helena, de 10 meses, está com a sogra enquanto ele e a mulher seguem isolados em casa.
Péricles citou ainda que alguns membros de sua equipe também testaram positivo para a doença. “Fizemos exames na equipe, na família, alguns da nossa equipe também foram acometidos, mas a gente vai passar por essa de cabeça erguida e com fé em Deus.”
Em maio, o cantor ficou uma semana internado em um hospital em São Paulo para tratar uma infecção urinária.
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Péricles
Bruno Fioravante / Divulgação
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Graziela Medori e o pianista Alexandre Vianna deixam marcas nas esquinas de Milton Nascimento


Duo lança álbum em que revisita com personalidade os repertórios dos dois álbuns do movimento musical mineiro dos anos 1970. ♪ Em 3 de dezembro de 2015, a cantora paulistana Graziela Medori apresentou o segundo álbum, Toma limonada, com repertório que incluiu uma das mais belas canções do repertório do Clube da Esquina, Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges e Lô Borges, 1972).
Cinco anos depois, a cantora amplia a incursão pelo universo musical de Milton Nascimento e dos sócios do lendário Clube dos anos 1970 em álbum, Nossas esquinas, gravado em duo com o pianista Alexandre Vianna.
Lançado pela gravadora Kuarup na sexta-feira, 27 de novembro de 2020, o disco Nossas esquinas se desvia da estrada curta do cover tanto pela segurança vocal de Medori como pelo toque do piano de Vianna.
Vianna desbrava outros caminhos harmônicos para o cancioneiro do Clube da Esquina sem deixar de ser reverente à atmosfera do movimento musical que arejou o Brasil ao longo dos anos 1970, partindo de Minas Gerais, mas com incursões por sons da América Latina e até da Europa de origem latina.
Tal amplitude latina, aliás, justifica a inclusão de Dos cruces (Carmelo Larrea, 1952), tema do cancioneiro espanhol, na seleção de Medori e Vianna. Milton Nascimento regravou Dos cruces no gregário álbum-manifesto do movimento, Clube da Esquina, LP duplo lançado em 1972 e assinado por Milton com Lô Borges.
No álbum Nossas esquinas, Dos cruces é faixa valorizada pela interpretação de Graziela Medori, herdeira do dom da mãe, Claudya, grande cantora (ainda em atividade) que ganhou projeção sobretudo de meados dos anos 1960 até a primeira metade da década de 1980.
Capa do álbum ‘Nossas esquinas’, de Graziela Medori e Alexandre Vianna
Luan Cardoso / Divulgação
Do repertório do álbum Clube da Esquina de 1972, Medori e Vianna rebobinam metade das 12 músicas que compõem o repertório do disco Nossas esquinas.
Além de Dos cruces, há a pouco lembrada canção Ao que vai nascer (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1972), Cravo e canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972), Nuvem cigana (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972), San Vicente (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1972) e Tudo que você podia ser (Lô Borges e Márcio Borges, 1972).
As outras seis músicas do disco do duo são do repertório do álbum Clube da Esquina 2, LP também duplo e gregário, lançado por Milton Nascimento em 1978.
São desse disco Canoa, canoa (Nelson Angelo e Fernando Brant, 1977), Credo (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978), Mistérios (Joyce Moreno e Maurício Maestro, 1978), Tanto (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1978), Testamento (Nelson Angelo e Milton Nascimento, 1978) – música gravada por Medori e Vianna com evocações do universo musical indígena através do uso de sintetizadores na faixa – e O que foi feito devera (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978) / O que foi feito de Vera (Milton Nascimento e Marcio Borges, 1978).
Todas as músicas reaparecem no álbum Nossas esquinas com a arquitetura original preservada, mas adornada com novos coloridos, vindos tanto da voz afinada de Graziela Medori quanto dos arranjos e do toque do piano de Alexandre Vianna.
Em outras palavras, a cantora e o pianista deixam as próprias marcas nas esquinas do clube fundado por Milton Nascimento com códigos de liberdade e irmandade que legitimam a visita de Graziela Medori e Alexandre Vianna nesse universo aberto para quem quiser chegar.

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