Agente de Paul Walker, ator morto em 2013, processa família por comissões não pagas


Matt Luber entrou com processo no Tribunal Superior de Los Angeles. Ele diz que, após mudanças na equipe, empresa parou de pagar 5% previstos em contrato. Paul Walker em cena de ‘Velozes e Furiosos 7’
Divulgação
O agente de Paul Walker, ator morto em 2013, entrou com uma ação nesta sexta-feira alegando que não recebeu sua comissão de 5% sobre ganhos do ex-cliente. A informação é da revista “Variety”.
Matt Luber entrou com o processo no Tribunal Superior de Los Angeles. Meadow, filha de 21 anos do ator, é uma das executivas da empresa que administra o legado de Walker.
Walker morreu aos 40 anos em um acidente de carro em Santa Clarita, no sul da Califórnia, Estados Unidos. Ele era astro da franquia de filmes “Velozes e furiosos”.
De acordo com a denúncia, a empresa de Walker, Vagrant, continuou a pagar a comissão de 5% de Luber por cinco anos. Mas o processo afirma que essa empresa recentemente teve mudanças na equipe e parou de pagar.
Ele lamentou ter entrado na justiça, “por causa da história da amizade e de sucesso entre os dois”. A Vagrant não respondeu a um pedido de prestar contas sobre sua contabilidade, de acordo com a denúncia.

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Pesquisadores do Inpe e Cemaden alertam para risco de incêndios em ‘proporções descontroladas’ na Amazônia


Cientistas elaboraram uma nota técnica que agrupou dados para pedir atenção do governo federal para elaboração de estratégias de prevenção a desastres naturais na região amazônica. Pesquisa alerta para governo federal investir em ações de controle antes de temporada de queimadas
Reuters
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertam para o risco de incêndios em ‘proporções descontroladas’ na Amazônia.
Os dados mostram que o desmatamento e as queimadas na região estão mais altas que no ano passado. Esse fator, no entanto, conta com um ingrediente a mais: a previsão de seca na região do Acre e oeste do Amazonas que pode transformar queimadas em grandes incêndios.
Alertas de desmatamento na Amazônia sobem 22% no ano, aponta balanço preliminar com dados do Inpe
A nota técnica foi produzida por pesquisadores de São José dos Campos e Cachoeira Paulista ligados aos institutos federais. O documento agrupou dados para pedir atenção do governo federal para elaboração de estratégias de prevenção a desastres naturais na região amazônica.
Segundo Luiz Aragão, pesquisador do Inpe e autor do estudo, para entender o risco que a região corre é preciso analisar três fatores, sendo o primeiro deles o aumento no desmatamento. A taxa entre agosto de 2019 e de maio de 2020, já representa 89% da área desmatada em todo ano anterior.
Todas as áreas após processo de desmatamento são queimadas — o fogo é usado como forma de manejar a terra. Com maior área desmatada, maior o índice de queimadas. Os dados já mostram isso: segundo o Programa Queimadas, do Inpe, de agosto de 2019 a maio de 2020 foram detectados mais de 78 mil focos de incêndio na Amazônia, quantidade maior que no mesmo período entre 2018 e 2019.
Este ano, além das altas, um fator no clima pode acelerar as queimadas: a seca. O motor essencial do ciclo de chuvas é a água dos oceanos. Quando aquecidas, elas alteram a circulação atmosférica, mudando os padrões de chuva.
Neste ano, o índice acima de toda a média histórica aponta para uma seca ainda mais intensa que as últimas, entre 2015 e 2016. A união entre o fogo e a estiagem é motor para transformar um incêndio em uma única área em algo de enormes proporções.
“O poder de ignição do fogo vai ser maior. Estamos a beira de um desastre socioeconômico e ambiental. As comunidades estão expostas, vai impactar a economia de quem vive ali, sua saúde, e a floresta”, comenta Liana Anderson, pesquisadora do Cemaden e autora do estudo.
De acordo com os técnicos, o objetivo do estudo foi fazer um alerta ao governo federal dos riscos, para que possam se antecipar ao risco e prevenir um desastre ambiental e minimizar os impactos.
“O Brasil tem atuado através de medidas emergenciais, mas essas ações deve ser realizada a longo prazo. O estudo permite uma estratégia mais longo prazo e precisamos que isso seja priorizado”, comenta Aragão.
A taxa de desmatamento entre agosto de 2019 e de maio de 2020, já representa 89% da área desmatada em todo ano anterior
Reuters
Saúde pública
O documento ainda faz uma relação com o risco de incêndio com a saúde pública. Em meio à pandemia, todos os esforços estão voltados ao combate ao Covid-19 e os estudiosos apontam que os incêndios podem acentuar o risco de colapso do sistema público.
Eles avaliam que a região não chegou ao pico da curva epidêmica e que há o risco de que isso aconteça em meio a alta de queimadas.
“Incêndios vão derrubar a qualidade do ar, podem atingir comunidades e essas pessoas vão precisar de suporte de saúde em meio ao caos, no pico dos casos de coronavírus. É importante que o governo observe isso e tenha o combate às queimadas como frente de saúde pública”, comenta Luiz Aragão.
Até a noite desta quinta-feira (4), só a Amazônia registrava mais de 46 mil infectados pela covid-19, sendo mais de 2,1 mil mortos.
A reportagem do G1 acionou o governo federal para saber quais medidas vem sendo estudadas diante dos relatórios feitos por pesquisadores ligados aos institutos federais, mas aguardava o retorno até a publicação.

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