Cinco meses após manchas de óleo surgirem no litoral, governo não sabe qual é a origem da poluição


Navio grego Bouboulina chegou a ser apontado como principal suspeito, mas investigações não conseguiram provas que comprovassem relato da PF. Cinco meses depois do surgimento das primeiras manchas de óleo, diferentes órgãos do governo federal ainda tentam esclarecer qual foi a origem do desastre ambiental que atingiu praias de nove estados do Nordeste e dois no Sudeste (Espírito Santo e Rio de Janeiro). Tanto as investigações da Marinha e quanto os esforços da Polícia Federal ainda não chegaram a uma conclusão.
Pescadores de áreas atingidas por óleo começam a receber auxílio de R$ 1.996
A cada 10 locais atingidos, 3 voltaram a apresentar manchas de óleo
O Ibama afirma que 1.004 localidades foram atingidas desde 30 de agosto, de acordo com o balanço mais recente. A situação atual é diferente do pico do desastre, quando grandes manchas de óleo atingiram corais, afetaram a vida de animais marinhos e chegavam às praias misturando-se à areia, trazendo risco à saúde de voluntários que recolhiam o material com as mãos.
Voluntários retiram óleo da Pedra do Xaréu, no Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul de Pernambuco
Marlon Costa/Pernambuco Press
Agora, segundo o Ibama, 56% das localidades (570 pontos) estavam limpas até 21 de janeiro; 43% (ou 434) tinham registros esparsos, e nenhum ponto apresentava mais de 10% de poluição a cada 1 km analisado.
Entenda investigação que chegou a navio grego como principal suspeito de vazar óleo
Operação Mácula e navio Bouboulina
Quando a operação Mácula, da Polícia Federal, desencadeada em 1º de novembro (63 dias após os primeiros registros) apontou o navio grego Bouboulina como principal suspeito, o caso parecia se encaminhar para uma solução.
Entretanto, o relatório da empresa HEX Tecnologia, que embasou a operação, apresentava inconsistências. A petroleira grega Delta Tankers, proprietária do navio-tanque Bouboulina, afirmou na época que “não há provas” de que a embarcação seja responsável pelo incidente. Segundo a Delta Tankers, o Bouboulina descarregou a carga completa de petróleo na Malásia.
“Não há provas de que o navio tenha parado, realizado qualquer tipo de operação STS [transferência de um navio para o outro], vazado, desacelerado ou desviado da rota, em seu caminho da Venezuela para Melaka, na Malásia”, diz o texto da Delta.
O G1 entrou em contato com a Polícia Federal em Brasília e no Rio Grande do Norte e, desde 16 de janeiro, aguarda uma resposta sobre as investigações.
A Marinha
Em nota, a Marinha disse ao G1 que segue trabalhando em diversas linhas de investigação, com apoio do Ibama, da Polícia Federal, da Agência Nacional do Petróleo, agências e órgãos nacionais e estrangeiros, iniciativa privada, além de contar com peritos e pesquisadores da área científica e acadêmica.
Segundo a instituição, foi determinada uma área de investigação com base nos estudos oceanográficos das correntes marítimas e com isso, a Marinha reforçou que as linhas de investigação são:
Afundamentos recentes ou antigos de navios
Derramamento (acidental ou intencional) durante manobra ship-to-ship ou trânsito de navios petroleiros
Descarte irregular de tambores de óleo encontrados nas praias do Nordeste
Em entrevista à TV Globo, Ilques Barbosa Júnior, comandante da Marinha, apontou que os investigadores fizeram três pedidos de cooperação jurídica internacional, mas sem uma resposta concreta dos donos do navio suspeito.
“Em conjunto com a Polícia Federal, ainda permanecemos levantando dados. Temos com alguma dificuldade de obtenção de documentos em função de acordos internacionais onde o navio atraca, mas nós fazemos as devidas investigações. Sem dia para terminar nem ano nem século. O que for necessário, a Marinha vai se debruçar sobre isso”, afirmou Ilques Barbosa Júnior, comandante da Marinha.
Na nota enviada ao G1, a Marinha ressaltou que mantém parcerias na busca por soluções. “As investigações prosseguem com apoio de instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras. Cabe ressaltar que todos os recursos disponíveis e esforços estão sendo empregados para identificar as circunstâncias e a fonte causadora desses crimes” , informou a Marinha.
Marinha usa navio para monitorar aparecimento de óleo nas praias

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Repórter Susana Naspolini anuncia afastamento para tratar um câncer


Jornalista da TV Globo publicou vídeo numa rede social nesta terça-feira. Em entrevista no ano passado, ela contou que já tinha vencido a doença quatro vezes. Susana Naspolini postou vídeo nesta terça para falar sobre o afastamento
Reprodução/Instagram
A repórter da TV Globo Susana Naspolini anunciou nesta terça-feira (28), em uma rede social, que vai ficar afastada do trabalho por um mês para tratar um câncer.
Em julho do ano passado, em entrevista ao Gshow, Naspolini celebrou ter vencido doença outras quatro vezes. Desta vez, a doença é no osso da bacia e o tratamento é quimioterapia oral.
“Pessoal, eu estou aqui para conversar com vocês. Eu estava de férias, era para eu voltar para o trabalho hoje, nesta terça-feira, dia 28. Só que o que aconteceu: nas minhas férias fiz exames, exames de rotina, ele apareceu de novo. De novo, de novo, de novo, de novo… Estou com câncer de novo, já comecei o tratamento”, disse.
Distante da televisão, ela diz que vai ter saudade dos espectadores.
“Vou ficar afastada um mês, vou morrer de saudade, com vontade de voltar para o nosso RJ Móvel, pro trabalho, mas vou ficar afastada um mês só para me adaptar ao tratamento, à medicação. Mas, se Deus quiser, dentro de um mês estou de volta para o trabalho.”
A postagem recebeu milhares de mensagens em apoio à repórter.
“Estou aqui para pedir muitas orações. Rezem por mim porque o poder da oração… quem quiser me ajudar, a forma é essa: é rezando para que dê tudo certo. E vamos em frente”, disse Susana.

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