Defesa prorroga prazo de inscrição para militares se candidatarem a trabalho em escola cívico-militar

Prazo acabaria no dia 21, mas, nesta sexta (28), governo informou ter prorrogado até a próxima segunda (2). Militares poderão atuar como monitores, sem substituir professores. O Ministério da Defesa prorrogou para a próxima segunda-feira (2) o prazo para militares da reserva se inscreverem para trabalhar nas escolas cívico-militares.
O prazo para as inscrições acabaria no último dia 21, mas, nesta sexta (28), o governo publicou uma portaria no “Diário Oficial da União” na qual informou o adiamento.
De acordo com o modelo apresentado pelo governo federal, os militares atuarão por exemplo como monitores das escolas, sem substituir os professores.
O programa que incentiva a adesão de estados e municípios ao modelo foi lançado pelo presidente Jair Bolsonaro em setembro do ano passado. Na cerimônia de lançamento, Bolsonaro defendeu “impor” o modelo para os cidadãos não dependerem de programas sociais.
Perguntas e respostas: entenda o modelo de escola cívico-militar
O manual sobre o funcionamento das escolas define que os monitores deverão combater a violência nas escolas, coibir o bullying e estimular a “prática dos valores” e o “culto aos símbolos nacionais”.
De acordo com o Ministério da Defesa, a prorrogação do prazo atendeu a um pedido da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação. A pasta informou ainda que as fichas dos inscritos são enviadas pelas Forças Armadas e que a seleção final será feita na próxima semana, como previsto inicialmente. O ministério não informou o número de inscrições já feitas.
Procurado, o Ministério da Educação informou que não haverá alteração na implementação das escolas e que o programa de escolas cívico-militares “não depende somente da presença dos militares”.
Segundo o MEC, “várias escolas já começaram as reformas, compra de uniformes e outras ações para a transição.” A pasta afirmou também que não há problemas nas inscrições e que a implementação do modelo ocorrerá ao longo do ano.
Seleção de militares
No fim de janeiro, o Ministério da Defesa divulgou as regras para o processo de seleção dos militares interessados em participar do programa.
Os militares serão escolhidos levando em conta cursos nas áreas de administração, gestão de pessoas ou educação, experiência militar em cargos de comando e experiência civil em direção de colégios ou escolas. Os militares serão treinados pelo MEC e cumprirão turnos de sete horas diárias de trabalho.
Segundo o documento, há 27 vagas previstas para atuação nas escolas e mais 22, para tarefas ligadas às coordenações regionais e nacional do programa.
A previsão era que Exército, Marinha e Aeronáutica pré-selecionassem até três candidatos por vaga de oficial e até dois candidatos por vaga de praça. Agora, o Ministério da Defesa informou que, em ambos os casos, serão pré-escolhidos dois candidatos por vaga.
Cronograma
O cronograma do programa previa que no próximo dia 2 de março cada uma das forças enviaria a lista de candidatos pré-selecionados ao Ministério da Defesa, e a seleção final seria feita pelos ministérios da Defesa e da Educação até 8 de março para oficiais e, até 20 de março, para praças.
Os escolhidos seriam contratados entre os dias 10 de março e 9 de abril, começando a ambientação nas escolas em 2 de abril.

Please enter banners and links.

Roman Polanski ganha César de melhor diretor após protestos por acusação de estupro


Cineasta, que admitiu estupro de garota de 13 anos e enfrenta novas acusações, ganhou maior prêmio do cinema francês com filme ‘J’accuse’. Roman Polanski em foto de maio de 2017, no Festival de Cinema de Cannes
Valery Hache/AFP
Roman Polanski ganhou o maior prêmio do cinema francês, o César, como diretor por seu filme “J’accuse”, na noite desta sexta-feira (28). As indicações (além dele, a produção recebeu outras 11) foram recebidas com protestos pelo público, após novas acusações de abuso sexual aparecerem contra o cineasta.
Na categoria de melhor filme o vencedor foi “Os miseráveis”, de Ladj Ly, o escolhido pela França para representar o país no Oscar no último dia 9 (na ocasião, a produção perdeu para a sul-coreana “Parasita”).
Para premiar “J’accuse”, vencedor também como melhor roteiro adaptado e melhor figurino, a Academia Francesa de Filmes ignorou as críticas e os manifestantes que protestavam contra as indicações a Polanski na porta da premiação.
Além de ter admitido o estupro de uma menina de 13 anos nos Estados Unidos em 1977, o diretor franco-polonês foi alvo de uma nova acusação em 2019. A fotógrafa Valentine Monnier afirma que Polanski a estuprou em 1975 na Suíça, quando ela tinha 18 anos.
Cineasta e a equipe do filme, incluindo o ator Jean Dujardin (“O artista”), decidiram não participar da cerimônia por causa das críticas.
“J’accuse” conta a história do infame caso Dreyfus, um episódio real no qual um soldado judeu do exército francês foi condenado injustamente por um crime que não cometeu, e o esforço do exército para não admitir o engano. O filme já foi criticado ao ganhar o Leão de Prata no júri do Festival de Veneza.
15 dias antes da premiação, toda a diretoria da Academia francesa pediu demissão coletiva. O anúncio ocorreu pouco depois da publicação de uma nota no jornal “Le Monde”, na qual cerca de 400 personalidades francesas do cinema, incluindo Omar Sy, Bertrand Tavernier, Michel Hazanavicius, Jacques Audiard, Marina Foïs e Agnès Jaoui, reivindicaram uma “reforma profunda” na instituição.

Please enter banners and links.