Qual é o ponto fraco do tardígrado, a criatura mais resistente do planeta

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<span class="legend_box ">Tardígrados podem sobreviver a temperaturas extremas, sendo quase indestrutíveis</span>
<span class="credit_box ">Science Photo Library/BBC Brasil</span>
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A estratégia de sobrevivência dos tardígrados, animais microscópicos conhecidos como "ursos d’água", é simples, porém eficaz: eles retraem suas oito patas e a cabeça e se deixam desidratar.</p>
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Assim, ainda essas criaturas sejam atiradas em uma fogueira, submetidas ao vácuo do espaço ou congeladas, elas sobreviverão.</p>
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Não à toa, são conhecidas como as criaturas mais resistentes do planeta.</p>
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Mas um grupo de cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, identificou o que pode ser uma ameaça para esses seres aparentemente indestrutíveis: o <a href="https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/por-que-o-aquecimento-global-avanca-mais-rapidamente-no-canada-08042019"><strong>aquecimento global</strong></a>.</p>
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Uma pesquisa de 2018 já havia alertado que a espécie de tardígrado que vive na Antártida, a <em>Acutuncus antarcticus</em>, poderia ser extinta devido ao aumento da temperatura dos oceanos.</p>
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Mas, na semana passada, pesquisadores da universidade dinamarquesa publicaram um estudo sugerindo que outra espécie, a <em>Ramazzottius varieornatus</em>, apresenta o mesmo ponto fraco.</p>
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A pesquisa se baseou em espécies encontradas em países nórdicos, segundo informou Ricardo Cardozo Neves, principal autor do estudo, publicado na revista científica Scientific Report.</p>
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<span class="legend_box ">Aquecimento global pode ser o principal inimigo dos tardígrados</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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"Nossos resultados mostram que os tardígrados metabolicamente ativos são vulneráveis ​​a altas temperaturas; no entanto, a aclimatação poderia fornecer uma maior tolerância a essas temperaturas ", observa o estudo.</p>
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Não é a temperatura, é questão de tempo</p>
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Em estudos anteriores, os cientistas descobriram que os tardígrados têm o que parece ser uma espécie de superpoder.</p>
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Quando desidratam, eles retraem a cabeça e as oito patas, se encolhendo em uma pequena bola, e entram em um estado profundo de animação suspensa que se parece muito com a morte.</p>
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Eles perdem quase toda a água do corpo — e seu metabolismo diminui para 0,01% da taxa normal.</p>
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E tem mais: quando estão ativos, são capazes de suportar temperaturas de até 150 graus acima e abaixo de zero.</p>
<p>
Mas é aí que vem a pergunta: se são tão resistentes, quanto a temperatura da água teria que aumentar para ser um problema?</p>
<p>
Segundo os cientistas, não se trata da temperatura, mas do tempo de exposição a ela.</p>
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<span class="legend_box ">Tardígrados são pequenas criaturas de oito patas com menos de 1mm de comprimento</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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Durante o estudo, apenas as 50% das espécies metabolicamente ativas submetidas a temperaturas de 37,1º C, sem aclimatação, por 24 horas, conseguiram sobreviver.</p>
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Isso mostrou, de acordo com Cardozo Neves, que o aumento da temperatura no planeta poderia ser praticamente letal para as espécies.</p>
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"Podemos concluir que os tardígrados ativos são vulneráveis ​​a altas temperaturas que permanecem constantes", afirma o pesquisador na publicação.</p>
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"Mas com uma aclimatação prévia, é possível que essas criaturas possam se adaptar ao aumento das temperaturas em seu habitat natural."</p>
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No estudo, as amostras da espécie que foram aclimatadas antes de serem submetidas a 37,1º C conseguiram sobreviver em maior porcentagem.</p>
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E, se estavam desidratadas, conseguiam suportar temperaturas próximas a 60° C.</p>
<p>
"Os tardígrados desidratados são muito mais resistentes e podem suportar temperaturas muito mais altas do que os tardígrados ativos."</p>
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"No entanto, o tempo de exposição é claramente um fator que limita sua tolerância a altas temperaturas ", conclui o estudo.</p>

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O que aconteceria se todos os insetos desaparecessem da face da Terra?

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<span class="legend_box ">População de borboletas-monarca caiu 86% em 2018 na Califórnia</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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Insetos podem ser bem irritantes — com seus zumbidos, picadas ou quando caem na comida. Mas talvez devêssemos pensar duas vezes antes de mirá-los com o mata-moscas, raquetes ou inseticidas. Isso porque as populações de insetos ao redor do mundo estão em rápido declínio.</p>
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Os insetos desempenham um papel fundamental na produção de alimentos e na preservação de nosso ecossistema.</p>
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"Se tirássemos todos os insetos do mundo, também morreríamos", explicou Erica McAlister, curadora sênior do Museu de História Natural de Londres, ao programa da <em>Crowd Science</em>, do serviço mundial da BBC.</p>
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<strong>Leia mais: <a href="https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/por-que-capturar-um-inseto-pode-acabar-em-multa-20122019">Por que capturar um inseto pode acabar em multa</a></strong></p>
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Os insetos quebram as estruturas biológicas, o que acelera o processo de decomposição. Isso ajuda a reabastecer o solo.</p>
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"Imagine se não tivéssemos insetos para nos livrarmos das fezes… Isso seria bastante desagradável. Sem insetos, estaríamos nadando em cocô, cheio de animais mortos", diz McAlister.</p>
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Eles também fornecem alimentos para pássaros, morcegos e pequenos mamíferos.</p>
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<span class="legend_box ">Insetos ajudam a manter o planeta limpo, acelerando a decomposição de resíduos biológicos</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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"Cerca de 60% dos vertebrados dependem de insetos para viver, e muitas espécies de pássaros, morcegos, sapos e peixes de água doce também estão desaparecendo", explica Francisco Sanchez-Bayo, da Universidade de Sydney, na Austrália.</p>
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"A reciclagem de nutrientes depende fortemente da atividade de milhões de insetos que vivem no subsolo e em corpos d’água que não sejam os oceanos", diz ele à BBC.</p>
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<strong>Trabalho grátis</strong></p>
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Além de ser uma valiosa fonte de alimento para outras espécies e servir aos ecossistemas pela reciclagem, os insetos fornecem outro serviço vital: a polinização, que é essencial para a produção de alimentos.</p>
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<span class="legend_box ">Estudo estimou o benefício da polinização em US$ 350 bilhões anuais</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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Um estudo recente estimou que nós, humanos, economizamos até US$ 350 bilhões anuais (R$ 1,4 trilhão, em valores atuais) em benefícios do serviço gratuito fornecido por insetos.</p>
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"A polinização por insetos é necessária para a maioria das plantas com flores, incluindo cerca de 75% de nossas plantas", diz Sanchez-Bayo.</p>
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No entanto, muitas vezes ignoramos a ajuda que recebemos dos insetos.</p>
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<strong>Veja mais: <a href="http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/nova-especie-de-mosca-e-batizada-com-o-nome-de-vilao-de-game-of-thrones-02072019">Nova espécie de mosca é batizada com o nome de vilão de ‘Game of Thrones'</a></strong></p>
<p>
"Estima-se que haja 17 polinizadores envolvidos no processo de produzir chocolates [polinizando as plantações de cacau], dos quais cerca de 15 são minúsculos mordedores que todo mundo odeia. Um é uma formiga minúscula e a outra é uma micromariposa. Mas sabemos muito pouco sobre eles", diz McAlister.</p>
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O que sabemos é que, em muitos países, o número de espécies de polinizadores, como as abelhas selvagens, está em declínio.</p>
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<span class="legend_box ">Os insetos podem causar muitos problemas aos seres humanos

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<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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Algumas das espécies de borboletas conhecidas, incluindo a borboleta-monarca, que polinizam muitos tipos de flores silvestres, também estão em declínio.</p>
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Mas corremos o risco de ignorar o problema até que seja tarde demais?</p>
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<strong>Grandes números</strong></p>
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O mundo dos insetos é muito grande. Segundo a Smithsonian Institution, dos Estados Unidos, o peso global total dos insetos existentes é 17 vezes o peso dos seres humanos.</p>
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<span class="legend_box ">Cientistas dizem que sabemos muito pouco sobre os insetos que são benéficos para nós, como os que polinizam o café</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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O instituto estima que cerca de 10 quintilhões de insetos estão vivos na Terra (isso significa 10.000.000.000.000.000.000 de insetos).</p>
<p>
Especialistas ainda não estão de acordo sobre quantas espécies de insetos existem — as estimativas variam de 2 milhões a 30 milhões.</p>
<p>
Mas, diferentemente dos mamíferos, o estudo de longo prazo sobre insetos tem sido muito limitado.</p>
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Segundo a Smithsonian, conhecemos apenas cerca de 900 mil tipos diferentes de insetos.</p>
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<span class="legend_box ">Muitos pássaros e outros animais dependem de insetos para sua alimentação</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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<strong>Extinção em massa</strong></p>
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Porém, nem os números surpreendentes nem sua diversidade protegem os insetos da ameaça de extinção em massa.</p>
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Parte dos insetos está morrendo antes mesmo de ser descoberta e classificada.</p>
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"Temos exemplos capturados nas décadas de 1930 e 1940 que ainda precisam ser identificados. Seus habitats foram destruídos", diz McAlister.</p>
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<span class="legend_box ">Em muitos países, a população de abelhas selvagens está em declínio</span>
<span class="credit_box ">BBC NEWS BRASIL</span>
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<strong>Previsões sombrias</strong></p>
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Um relatório publicado na revista Biological Conservation, em fevereiro de 2019, mostra um cenário sombrio.</p>
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O documento afirma que a biomassa de insetos na Alemanha, Reino Unido e Porto Rico — três países onde o número de insetos tem sido estudado consistentemente nas últimas três décadas — está diminuindo 2,5% ao ano.</p>
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"O número populacional de cerca de 41% das espécies em todos os lugares estudados até agora está caindo", diz Francisco Sanchez-Bayo, coautor do relatório.</p>
<p>
"Uma proporção semelhante de espécies não mostra mudança nos números, enquanto uma proporção menor de espécies está aumentando e se tornando mais abundante, talvez para preencher o vácuo deixado por aqueles que estão desaparecendo."</p>
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<span class="legend_box ">Alguns vêem os insetos como substitutos para a carne

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<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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<strong>Diminuição alarmante</strong></p>
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Um estudo de 2017 indicou que os insetos voadores haviam diminuído mais de 75% em quase 30 anos em 60 áreas protegidas na Alemanha.</p>
<p>
Na ilha de Porto Rico, um acadêmico dos Estados Unidos constatou uma queda drástica de 98% no número de insetos ao longo de um período de quatro décadas.</p>
<p>
Nesse ritmo, muitas espécies podem desaparecer.</p>
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"Se as tendências atuais não forem corrigidas, veremos o desaparecimento de uma enorme proporção de espécies de insetos (mais que a média atual de 41%) dentro de um século", diz Sanchez-Bayo.</p>
<p>
Habitat</p>
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A perda de habitat devido à agricultura intensiva é vista como o principal fator que prejudica os insetos — como as moscas que polinizam os cacaueiros.</p>
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"Essas moscas pequenas precisam de árvores para a vida adulta. As larvas dos insetos vivem em folhas em decomposição. Se você faz monocultura, está se livrando de árvores que fornecem sombra — de que os adultos precisam — e você também se livrou do habitat, e as larvas precisam dele", diz McAlister.</p>
<p>
O crescente uso de pesticidas químicos, espécies invasoras e aquecimento global também estão contribuindo para o declínio do número de insetos.</p>
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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/baratas-em-laboratorio-26012020151944354?dimensions=660×360" title="Declínio de predadores naturais pode causar aumento na população de insetos" alt="Declínio de predadores naturais pode causar aumento na população de insetos" />
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<span class="legend_box ">Declínio de predadores naturais pode causar aumento na população de insetos</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/BBC Brasil</span>
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A má notícia é que os insetos-praga, como as baratas, provavelmente reverterão essa tendência geral, porque parecem ter desenvolvido resistência a muitos pesticidas.</p>
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<strong>Veja mais: <a href="https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/baratas-estao-se-transformando-em-super-inseto-impossivel-de-matar-02072019">Baratas estão se transformando em super-inseto impossível de matar</a></strong></p>
<p>
"Os insetos de criação rápida provavelmente vão prosperar por causa das condições mais quentes, porque muitos de seus inimigos naturais, que se reproduzem mais lentamente, desaparecerão", disse à BBC o professor Dave Goulson, da Universidade de Sussex.</p>
<p>
"É bastante plausível que possamos acabar com pragas de alguns tipos de insetos, mas vamos perder abelhas, moscas-das-flores e borboletas."</p>
<p>
<strong>Salvando insetos</strong></p>
<p>
Por outro lado, cientistas dizem que ainda temos tempo para tomar medidas corretivas.</p>
<p>
"Isso inclui restaurar paisagens plantando árvores, arbustos e canteiros de flores ao redor dos campos, eliminar os pesticidas mais perigosos do mercado e implementar políticas eficazes de redução de emissão de carbono", diz Sanchez-Bayo.</p>
<p>
Ele diz que decisões tomadas por indivíduos, como o consumo de alimentos orgânicos, também podem ajudar a mudar o destino dos insetos do mundo.</p>
<p>
"Isso incentivaria os agricultores a reduzir a quantidade de pesticidas usados ​​em suas fazendas e, portanto, ajudaria a reduzir o ônus dessas substâncias tóxicas no meio ambiente."</p>

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