‘Sol da meia-noite’, novo livro da saga ‘Crepúsculo, é lançado nesta terça


Livro reconstitui história da série pela perspectiva de Edward Cullen. Nesta nova foto de ‘Amanhecer’, último capítulo da saga vampiresca ‘Crepúsculo’, é visto o anel de casamento dado pelo vampiro Edward (Robert Pattinson) à humana Bella (Kristen Stewart). O longa, aguardada continuação da série de filmes baseados nos roman
Divulgação
Mais de uma década após sua publicação, a saga “Crepúsculo” ganha mais um livro: “Sol da meia-noite”, da autora Stephenie Meyer, chega às livrarias de todo o mundo nesta terça (4).
A saga, formada por quatro livros, narrava a história de amor entre Bella Swan e o vampiro Edward Cullen. A história era contada pela protagonista.
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Em “Sol da meia-noite”, o encontro e a história do casal serão narrados por Edward Cullen. O livro vai contar fatos inéditos da relação dos dois e sobre a batalha entre os clãs de vampiros.
“É um momento louco agora e eu não tinha certeza de que esse era o momento certo para publicar este livro, mas alguns de vocês o aguardam há tanto tempo que não parecia certo fazer vocês esperarem mais”, disse Meyer, ao anunciar a data de lançamento.
A editora Little Brown disse que, pelos olhos de Edward, a história assume uma “nova obscuridade”. “Conhecer a bela e misteriosa Bella é o evento mais intrigante e enervante que ele experimentou em sua longa vida como vampiro ”, afirmou, em comunicado.
Com o primeiro livro publicado em 2005, a saga vendeu mais de 100 milhões de cópias. A adaptação em cinco filmes, estrelada por Kristen Stewart e Robert Pattinson, arrecadou US$ 3,3 bilhões em bilheteria.
‘Sol da meia-noite’, novo livro da saga Crepúsculo
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Manuscrito vazado
Meyer abandonou o projeto depois que parte do manuscrito foi publicado ilegalmente na internet em 2008. Na época, chamou o episódio de “uma enorme violação” de seus direitos como autora.
Em 2013, ela chegou a dizer à revista “Variety” que nunca mais escreveria sobre o universo de “Crepúsculo”, a não ser por “três parágrafos no meu blog, dizendo quais dos personagens morreram”. ​​
“Eu fico mais longe [de ‘Crepúsculo’] todos os dias . Para mim, não é um lugar feliz para se estar”, afirmou.

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Danna Paola troca ‘Elite’ e carreira de atriz pela música: ‘Agora crio histórias e não só interpreto’


Ao G1, estrela mexicana fala do passado de atriz mirim e conta como transformou desilusões em música. Ela prepara álbum e fala que ‘empoderamento’ guia nova fase da carreira. Danna Paola foca na música e fala sobre novo álbum
Você deve conhecer Danna Paola como a Lucrécia, da série “Elite” (2018-2020). Ou lembrar dela pequenininha, nas novelas infantis “Amy, a menina da mochila azul” (2004) ou “Maria Belém” (2001).
Essas personagens foram importantes para alçá-la à fama, mas ela quer se reinventar. Se quiser entender o que move a atriz e cantora mexicana, é preciso estar atento a três músicas:
“Mundo de caramelo”: Tema de abertura da novela “Atrévete a soñar”, que Danna protagonizou quando tinha 14 anos e mostrou que a criança tinha crescido e se consolidado na carreira. Mas a trama marcou também a estafa, quando ela percebeu tudo o que perdia, enquanto crescia e quase desistiu de atuar e cantar;
“Mala fama”: Nessa música, ela já era estrela de “Elite” e mostrou que fez as pazes com a fama, inclusive a má. A canção, além de ousada, é sua música mais ouvida no Spotify;
“No bailes sola”: Parceria com Sebastián Yatra, lançada no fim de julho, e síntese de sua nova fase 100% musical, focada em parcerias e no mercado internacional.
Danna Paola, da série ‘Elite’, lança clipe com participação de Luisa Sonza e Paula Fernandes
Reprodução/Instagram
Para chegar até “Elite”, a atriz de 25 anos trilhou 18 de carreira, oito personagens fixos em novelas, dois em séries, um em filme e quatro álbuns. De lá para cá, fez mais um filme, lançou mais um álbum e prepara um novo.
No auge da trama da Netflix, resolveu não renovar o contrato com a série e transformar a carreira: dedicação total à música. De olho no mercado brasileiro, Danna Paola falou ao G1 sobre essa virada (que ela decidiu fazer pouco antes que a pandemia estourasse no mundo), os planos para a turnê e tudo que tem vontade de fazer.
‘Empoderada’
Danna viveu em Madri por dois anos e meio para fazer “Elite” e se encontrou na capital espanhola. “Me acostumei muito a viver em Madri, amo”. Foi na cidade que ela consultou o numerólogo que a aconselhou a escolher a música.
“Hoje, tenho necessidade de focar 100% na minha música e me dar uma oportunidade. Foram dois anos interpretando um mesmo personagem, com muito desgaste emocional. Eu amei muito, claro, mas agora sou eu que crio histórias e não só interpreto.”
Quando se decidiu, ela tinha acabado de receber uma proposta da Netflix. “Foi no fim da segunda temporada de ‘Elite’. Me propuseram a quarta e eu decidi, basicamente, tomar o caminho da música. Foi muito complicado.”
Danna Paola como Lu e Mina El Hammani como Nadia em cena de ‘Elite’, produção espanhola da Netflix
Manuel Fernandez-Valdes/Netflix
Com a experiência da série, a atriz diz que aprendeu a ser forte, tomar as próprias decisões na carreira e a dizer não. Ela se definiu como empoderada durante dois momentos da entrevista.
“Então, esse álbum vem justamente com essa nova era na minha vida, da pessoa e da mulher que me tornei nos últimos dois anos. E todas as músicas saíram efervescentes, contando de uma experiência atrás da outra.”
“Hoje, estou muito segura de quem sou e do que quero. Me custou muito chegar nesse momento de segurança com minha vida como mulher. Houve muitos altos e baixos. Momentos bons, momentos ruins, amores, desamores. Sou uma mulher muito forte e muito valente, mas muito vulnerável e sentimental também. É uma boa combinação.”
Se a decisão aconteceu na Espanha, o trabalho duro foi feito no México. “Agora estou aqui. É muito louco, mas gostei de voltar. Amo o México e sou orgulhosamente mexicana. Nessa quarentena, me dediquei a polir tudo isso, a compor. Não sei para onde a vida vai me levar, mas aproveito muito hoje aqui em casa, com minha família. ”
Cúmbia e pop, mas não só
Danna aproveita a abertura do mercado à música latina, que só cresce desde “Despacito”, em 2017, para inserir batidas de cumbia e reggaeton ao seu pop. Aumenta também a chance de estar em múltiplas playlists nas plataformas de streaming.
Sebastián Yatra e Danna Paola lançam ‘No bailes sola’
Divulgação
“No bailes sola” foi destaque em listas latinas, em espanhol e pop em várias dessas plataformas e, até a publicação desta reportagem, estava no Top 50 das mais ouvidas do Spotify no México.
Mas ela não quer esse rótulo. Com o novo álbum, vai tentar se internacionalizar, com novos ritmos e parcerias. “Não quero apenas fazer músicas que tenham cumbia. Quero explorar a possibilidade combinar ritmo, tendências, colaborações.”
O feat com Sebastián Yatra é uma palhinha de como ela quer levar a carreira. Ela diz que o próximo álbum está cheio de parcerias, mas não revela quais. Ao G1, falou que gostaria de cantar com Anahí, mas também já citou Jennifer Lopez, J Balvin, Ariana Grande e até Pabllo Vittar.
Seu novo trabalho vai ser um mix de experiências pessoais no último ano e do que ela acha que as pessoas querem ouvir. Quando lançou “Sola”, em maio, disse que a música era um hino à solteirice. “No bailes sola”, recém-lançada, seria um anti-hino?
“Eu amo minha solidão, minha solteirice. ‘Sola’ escrevi justamente em uma época da minha vida onde literalmente tinha deixado de buscar alguém. Mas, sabe, sou muito bipolar no amor. Gosto de cantar minhas histórias, mas esta música foi minha possibilidade de compor, colaborar e de dar ao público o que ele quer escutar.”
Turnê internacional e olho no Brasil
A cantora estava com turnê internacional marcada e datas agendadas quando o mundo entrou em quarentena. Agora, ela reagendou a tour para o final de 2020 e começo de 2021. “Temos que nos cuidar, temos que saber que todos vão estar bem e que, principalmente, podemos viajar. [A turnê] vai ser uma fusão entre o ‘Sie7e’ e este novo álbum”, conta.
A artista quer entrar no mercado brasileiro, que sempre foi um grande consumidor de entretenimento mexicano e mais recentemente, após o boom de “La casa de papel” e “Elite”, espanhol também. Na quarentena, teve aulas de português com amigos porque, além de show no Brasil, quer cantar em português. Em junho, lançou o clipe de “Contigo”, onde apareciam Luiza Sonza e Paula Fernandes.
Danna Paola, da série ‘Elite’, lança clipe com participação de Luisa Sonza e Paula Fernandes
Reprodução/YouTube
“Estou morrendo de vontade de ir ao Brasil. Você não tem ideia. Quando pudermos anunciar a turnê para 2020 e 2021, obviamente o Brasil vai estar. Quando eu chegar, quero falar em português. Também estou pensando em fazer colaborações no Brasil e cantar em português.”
De estrela mirim a atriz em pausa
Danna Paola é grata por tudo que conquistou em seus 20 anos de carreira, mas diz que crescer como figura pública lhe tirou algumas coisas.
“Não tenho como dizer se queria ter feito outra coisa, eu só sei fazer isso e foi o que fiz minha vida inteira. Tive muita sorte de ter ao redor minha família, gente que sempre me apoiou. Mas tive que ser muito madura mais rápido do que o normal quando era criança, não vivi coisas.”
Danna Paola fez a personagem María Belén
Reprodução
Com a exposição, também vieram comentários maldosos, críticas e bullying. Ela pensou em desistir da carreira artística em 2010, quando tinha 15 anos e estrelava “Atrévete a soñar”, fenômeno adolescente no México.
Seria o fim de algo que ela mesma iniciou, aos quatro anos, quando pediu aos pais para ser atriz e cantora. O caminho parecia natural: seu pai era cantor e a família materna era da televisão. Depois de “Atrévete”, ela levou cinco anos até voltar para uma novela, mas fez uma por ano até cair em “Elite”, em 2018.
A pausa na atuação não é definitiva, ela diz. “Não posso deixar de atuar definitivamente, eu morro se parar. Simplesmente são etapas. Agora, quero focar na minha música, mas acho que vai chegar um momento vou sentir falta. Nunca tive outra vida.”
Danna fez apenas dois filmes, um em 2008 e outro em 2018, mas não pensa em tentar carreira no cinema. Quando voltar, quer fazer novas séries. E já tem uma que gostaria: “Desejo sombrio”, da Netflix, protagonizada por Maite Perroni, ex-RBD, e Alejandro Speitzer, amigo de longa data.
“Eu sou muito fã de RBD e adoraria trabalhar com algum deles. A Maite está fazendo uma série com um dos meus melhores amigos e eu estou amando, seria muito legal [participar]”, diz.
Ela também não descarta a volta da personagem a “Elite”. “Lucrécia segue e é alguém que não vou descartar, sempre vai estar no meu coração. A equipe sempre nos surpreende, não sabemos se terão 25 temporadas, se faremos como ‘Friends’, que vai e volta.”
Da personagem, ela também diz que carrega a obstinação, a vontade de controlar as coisas e o gosto por moda e maquiagem.

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