Corte no orçamento de universidades e institutos federais poderá tirar R$ 185 milhões da assistência estudantil, diz associação de reitores


De acordo com presidente da Andifes, 25% dos 1,2 milhão de estudantes das universidades e institutos federais fazem parte de famílias com renda per capita inferior a meio salário mínimo. Restaurante universitário da UFSCar, em imagem de arquivo antes da pandemia: auxílio estudantil, como o subsídio para a alimentação, poderá sofrer impacto com corte no orçamento das universidades e institutos federais de ensino.
Gabrielle Chagas/G1
O corte anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no orçamento de universidades e institutos federais de ensino pode tirar R$ 185 milhões das políticas de assistência estudantil, como a concessão de bolsas de estudo, vagas em residências estudantis ou auxilio-moradia, e subsídio em restaurantes universitários.
Com isso, alunos de baixa renda poderão ter dificuldades de se manterem estudando em 2021, segundo Edward Madureira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A estimativa é que, para atender todos os estudantes corretamente, o orçamento para a assistência estudantil, que atualmente é de R$ 1.016.427, deveria ser o dobro, ou seja, de R$ 2 bilhões.
Nesta segunda (10), o Ministério da Educação afirmou que, dos R$ 4,2 bilhões que podem sair do orçamento do ano que vem, R$ 1 bilhão deixará as mãos das universidades e R$ 434,3 milhões, dos institutos federais. As despesas obrigatórias, como salários e aposentadorias de servidores, não serão afetadas. O corte atinge as despesas discricionárias (não obrigatórias), onde estão inseridas as políticas de auxílio ao estudante de baixa renda. De acordo com Madureira, 25% dos 1,2 milhão de estudantes das universidades e institutos federais fazem parte de famílias com renda per capita inferior a meio salário mínimo.
Reitores dizem que corte previsto para educação brasileira em 2021 pode inviabilizar atividades em universidades federais
Caso o corte anunciado pelo MEC não seja revertido durante a tramitação no Congresso, as instituições terão que escolher de onde tirar o dinheiro e podem cair no dilema de manter o mesmo número de estudantes atendidos pelas políticas de assistência (e o dinheiro não durar até o fim do ano) ou reduzir o número de alunos atendidos, que atualmente já é considerado deficitário.
A pandemia pode agravar ainda mais o quadro, afirma Madureira, já que a população de baixa renda tem sido mais atingida pelo corte de renda ou o desemprego em suas famílias.
“O corte certamente vai afetar os estudantes. Mantendo os níveis atuais [propostos], eles não terão garantia de chegar até o fim do ano com bolsas e demais ações, como manutenção de restaurante universitário”, afirma.
Em nota conjunta, a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Brasileira dos Pós-graduandos (ANPG) afirmam que “o impacto da evasão desses estudantes trará duros resultados para o combate da desigualdade social, ainda mais em um cenário de desemprego e perda de renda que estamos vivendo.”
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Cerca de 96% das viagens realizadas em 2019 por brasileiros foram para destinos nacionais, segundo IBGE


De 72 milhões de domicílios visitados pelo instituto, 15,8 milhões informaram que realizaram ao menos uma viagem em 2019. Locais com praia foram os mais procurados para lazer em 2019.
Fábio Arruda / Colaboração
Cerca de 96% das viagens realizadas por brasileiros no ano de 2019 foram para destinos nacionais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IBGE coletou dados de 72,5 milhões de domicílios. Desses, somente 15,8 milhões informaram que realizaram uma viagem, ao menos, em 2019. A coleta de dados foi realizada entre os meses de julho, agosto e setembro. 56,7 milhões informaram que não realizaram nenhuma viagem durante o ano.
Segundo a amostra, as regiões mais visitadas no Brasil foram o Sudeste, com 39,5% dos viajantes, seguida pelo Nordeste (27,8) e o Sul (16,5%). O estado que mais recebeu viajantes foi São Paulo (18,9%).
Ao todo, foram 21,4 milhões de viagens feitas pelos entrevistados. Cerca de 20 milhões (96,1%) foram para destinos nacionais e cerca de 828 mil (3,9%) para o exterior.
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O instituto classificou como viagem os deslocamentos de uma pessoa ou um grupo fora do seu entorno habitual desde o momento de sua saída até o regresso.
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Essas informações foram coletadas no módulo turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2019, que apresenta dados sobre os fluxos de turistas nacionais entre as diferentes regiões do país e para o exterior.
Falta de renda
Dos 56,7 milhões de domicílios onde não foram registradas viagens, 82,9% informaram ter renda inferior a dois salários mínimos e 17,1% declararam rendimento de dois ou mais salários mínimos nos valores de 2019.
Entre os domicílios que não realizaram viagens, 48,9% afirmaram que não viajaram por falta de dinheiro.
Perfil das viagens
em 73,9% das viagens investigadas, o viajante passou ao menos uma noite no trajeto ou no destino.
em 83,8% das viagens havia de um a três viajantes.
Entre as viagens apontadas pelos entrevistados, 86,6% afirmaram que fizeram uma viagem por motivo pessoal e 13,5% foram por motivos profissionais.
Dos 21,4 milhões de viagens investigadas, 18,5 milhões foram realizadas por motivo pessoal, como lazer, compras pessoais, religião, tratamento de saúde e bem-estar, visita a parentes e amigos, eventos familiares e outros.
Tipos de viagens:
viagens por motivo pessoal: 36,1% ocorreram em visita a parentes, 31,5% em busca de lazer e 17,5% para tratamento de saúde e bem-estar.
motivos de lazer: 34,3% declararam ter viajado para fazerem turismo de sol e praia. Viagens com finalidade cultural corresponderam a 27,2%, enquanto o ecoturismo e as viagens de aventura representavam 25,6%.

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