Johnny Depp acusa ex-mulher de mentir em ação por difamação contra jornal britânico


Matéria do ‘The Sun’ de 2018 chamava o ator de ‘espancador de esposa’, mas ele nega acusação. Amber Heard também compareceu ao tribunal nesta terça. Johnny Deep posa em frente a um tribunal de Londres nesta terça-feira (7)
Reuters/Peter Nicholls
O ator Johnny Depp acusou sua ex-mulher, a atriz Amber Heard, de mentir sobre ter sido agredida por ele ao comparecer a um tribunal de Londres nesta terça-feira (7) para uma ação legal contra um jornal tabloide britânico.
A estrela da série de filmes “Piratas do Caribe” está processando a editora do The Sun, News Group Newspapers, e o editor-executivo, Dan Wootton, por difamação sobre um artigo que Wootton escreveu em abril de 2018 que o chamava de “espancador de esposa”.
Advogados do tabloide britânico falaram que demonstrariam que a declaração era precisa e que a memória do ator pode ter sido afetada pelo uso excessivo de drogas.
Depp foi ao tribunal vestindo um terno escuro e óculos e falou em um tom claro durante a sessão. Heard chegou com um lenço vermelho amarrado em volta do rosto e não tinha dado a sua versão dos fatos até a publicação desta reportagem nesta terça.
Amber Heard, ex-mulher de Johnny Depp, também compareceu ao tribunal nesta terça-feira (7)
Reuters/Toby Melville
“Para evitar qualquer dúvida, nunca maltratei a senhora Heard ou, de fato, qualquer outra mulher na minha vida”, disse Depp em uma declaração como testemunha.
O advogado de Depp, David Sherborne, afirmou em uma nota de abertura à Suprema Corte de Londres que Heard divulgou alegações de abuso pela primeira vez em maio de 2016, quando obteve uma ordem de restrição contra Depp e parecia ter hematomas no rosto causados ​​por um incidente seis dias antes.
“Existe um conjunto substancial de evidências que demonstra claramente que essa foi uma mentira fabricada pela senhora Heard e por seus amigos”, disse Sherborne.
Em documentos submetidos ao tribunal, a equipe de Depp também disse que Heard iniciou um caso com o executivo-chefe da Tesla, Elon Musk, no início de 2015, logo após o casamento, e teve ao menos um relacionamento extraconjugal com seus colegas de elenco, citando James Franco.

Please enter banners and links.

Cazuza, morto há 30 anos, permanece vivo na atualidade de obra corrosiva


Rogério Flausino e Sideral lançam single ‘Essas canções de amor’ com música inédita composta a partir de poema do artista carioca. ♪ MEMÓRIA – É difícil acreditar que Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o Cazuza, morreu há exatos 30 anos.
A dificuldade reside no fato de que, desafiando os efeitos do tempo, a obra desse cantor e compositor carioca se conserva jovial como a imagem cristalizada do artista na memória afetiva de que vem viveu os anos 1980 – década em que Cazuza apareceu, amadureceu e saiu de cena, deixando nome, músicas e discos na história.
VOTAÇÃO: Qual é a sua música favorita de Cazuza?
Cazuza vive na atualidade desse cancioneiro que ganha mais um título nas vozes de Rogério Flausino e Wilson Sideral, Essas canções de amor, música inédita lançada em single nesta terça-feira, 7 de julho de 2020, dia do 30º aniversário de morte do artista.
Essas canções de amor foi composta por Wilson Sideral em 2016 a partir de poema de Cazuza intitulado Não reclamo e também musicado por George Israel para álbum de 2004. A gravação da versão de Flausino e Sideral integra o projeto Protegi teu nome por amor – Viva Cazuza 30 anos, anunciado oficialmente em março com a presença de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza e guardiã zelosa do acervo do filho.
Cazuza lançou discos durante um curto período que foi de 1982 – ano do primeiro álbum da banda Barão Vermelho, da qual foi vocalista até 1985 – até 1989, ano do derradeiro Burguesia, LP duplo que se impôs como urgente testamento do verbo afiado do compositor.
Discos póstumos vieram e ainda virão, mas a obra lançada por Cazuza em vida, nesses breves oito anos da vida, louca, vida, já foram suficientes para eternizá-lo.
Espécie de poeta beatnik que vagava pelos bares do noturno Baixo Leblon à procura de um algum sentido vago de razão nas noites quentes do verão carioca, Cazuza já nasceu pronto como letrista em versos que foram direto ao ponto ao tocar em temas como sexo, amor e dor.
Na contramão do discurso filosófico e por vezes messiânico do contemporâneo Renato Russo (1960 – 1996), único compositor que lhe fez sombra nos anos 1980, Cazuza recorreu a um lirismo urbano e corrosivo para dar o recado sem papas na língua.
Sem medo do exagero, Cazuza cantou para os miseráveis, entrou de penetra na festa pobre do Brasil, celebrou o prazer, curtiu dores de amores, encarou a morte com pulsão de vida e defendeu a ideologia de juventude que se sentiu à margem da sociedade quando os inimigos tomaram o poder e os heróis morreram de overdose.
Poeta de uma era devastada pela Aids, Cazuza atravessou as transversais do tempo ao longo desses 30 anos em que se manteve vivo com a força de obra que já se insinua imortal.

Please enter banners and links.