Preço médio da gasolina nas bombas cai pela 10ª semana seguida, diz ANP


Segundo levantamento, preços do diesel e do etanol também registraram queda. Valor médio do litro da gasolina teve a décima queda semanal seguida
Marcelo Brandt/G1
O preço médio do litro da gasolina nas bombas recuou 0,9% nesta semana, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (19). Foi a décima queda semanal consecutiva no valor do combustível.
Segundo o levantamento, o preço da gasolina recuou de R$ 4,378 para R$ 4,338.
Na semana, o valor do litro do diesel também teve queda, de 0,3%, passando de R$ 3,555 para R$ 3,544. Por fim, o preço do etanol caiu 0,5%, segundo o levantamento da agência. O valor do combustível recuou de R$ 2,779 para R$ 2,766.
O valor do litro dos combustíveis é uma média calculada pela ANP com base em dados coletados em diversas cidades. Os preços, portanto, podem variar de acordo com a região.
No acumulado do ano, o preço do litro da gasolina nas bombas recuou 0,1%, o do diesel acumula alta de 2,7%, enquanto o valor do etanol caiu 2,3%.
Preço nas refinarias
Nesta sexta-feira, a Petrobras reduziu em 2,14% o preço da gasolina e em 2,15% o do diesel nas refinarias. Com o anúncio, o preço médio do litro da gasolina passará de R$ 1,6817 para R$ 1,6457 e, o do diesel, passará de R$ 2,0649 para R$ 2,0205.

Gripe, diabetes e até medicamentos podem provocar surdez súbita

Atendimento rápido interfere no sucesso do tratamento da surdez súbita

Atendimento rápido interfere no sucesso do tratamento da surdez súbita
Freepik

Alguns problemas de saúde podem provocar surdez súbita, aquela em que o indivíduo perde a capacidade auditiva de um dos ouvidos em menos de 72 horas.

Entre as causas mais comuns estão alguns tipos de infecções virais ou bacterianas, como caxumba, sarampo, catapora, rubéola, herpes, meningites, entre outras, explica a otorrinolaringologista Jeanne Oiticica, professora colaboradora da disciplina de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Leia também: Cirurgia pioneira no cérebro dá sons e voz a menina 100% surda

“São vírus citotóxicos, ou seja, tóxicos para as células da audição e podem atacar o nervo da audição.” Até mesmo uma gripe pode levar à surdez súbita.

Pessoas com problemas cardiovasculares podem ter hemorragia no ouvido, levando, em alguns casos, a uma perda permanente da audição.

“Você pode ter uma hemorragia do ouvido e ficar com a surdez repentina, mais comum em pacientes com comorbidades cardiovasculares, como diabetes, pressão alta, colesterol alto. Em um sangramento agudo, é um vaso dentro do ouvido que se rompe, sendo mais difícil o paciente recuperar a audição.”

Saiba mais: Surdez ‘seletiva’? A rara doença que faz com que as pessoas parem de escutar vozes masculinas

A médica, que também é chefe do Ambulatório de Surdez Súbita do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, acrescenta que pessoas com diabetes estão sujeitas a perda auditiva.

“Dentro do ouvido, as células da audição são banhadas por líquidos. Se aumenta a pressão, essas células sofrem. Existe uma concentração de sódio e potássio para o equilíbrio delas. A variação de açúcar ou níveis de insulina no sangue desregula esse equilíbrio.”

Também é possível que alguns medicamentos (quimioterapia, diuréticos, substâncias usadas para tratar doenças reumáticas, etc.) possam ter como efeito colateral alterações no ouvido, levando à surdez repentina.

Tumores dentro do ouvido, doença de Lyme (transmitida por carrapatos infectados) e lúpus são outros problemas apontados por Jeanne que possuem relação com alguns casos de perda auditiva.

Mas alguns indivíduos chegam ao médico e não têm um diagnóstico.

“São casos idiopáticos [de causa desconhecida]. A gente faz toda a investigação de anticorpos, sorologia, complexo imunomediados e não detecta nada. É uma incógnita, mas acontece e pode ter relação com o estresse.”

A otorrinolaringologista explica que o Ambulatório de Surdez Súbita atende cerca de 40 pacientes com perda repentina da audição por ano. “É raro, mas é possível acontecer”, diz.

Leia também: Tontura aguda e persistente tem nome e quase nunca é labirintite

O sucesso do tratamento e eventual recuperação da capacidade auditiva vai depender do diagnóstico, mas, mais do que isso, da rapidez em que o paciente procurar atendimento médico.

“O único fator que a gente sabe que tem a ver com a melhora é a precocidade do tratamento. Quanto mais precoce a gente tratar, melhores os resultados. Em 50% a 60% dos casos o paciente costuma recuperar [a audição]”.