BC dos EUA vê desaceleração da economia do país neste início do ano


Fechamento parcial do governo no início do ano prejudicou crescimento econômico. Sede do Federal Reserve em Washington, nos Estados Unidos
Chris Wattie/Reuters
O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) voltou a destacar nesta quarta-feira o arrefecimento das perspectivas econômicas devido ao fechamento parcial do governo federal no início de ano, à fraqueza da demanda global e aos maiores custos gerados pelas tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump.
Pelo menos seis dos 12 distritos nos quais o Fed divide os EUA reportaram uma menor atividade econômica devido ao fechamento parcial do governo, o maior da história e que se prolongou durante cinco semanas, com efeitos em uma ampla variedade de setores como “varejo, automóveis, turismo, imobiliário e restauração”, entre outros.
Estes dados foram incluídos no chamado “Livro Bege”, um relatório divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Fed e no qual o banco central reúne informação sobre a economia do país.
A despesa dos consumidores, que nos EUA representa quase dois terços da atividade, foi “mista”, enquanto o setor manufatureiro transmitiu preocupação com a “fraqueza da economia global, maiores custos pelas tarifas e incerteza sobre a política comercial”.
Por sua vez, o mercado de trabalho seguiu garantindo informação positiva, e a maioria dos distritos registrou aumentos salariais e escassez de trabalhadores.
O Fed anunciou que analisará com paciência o próximo aumento das taxas de juros, atualmente entre 2,25% e 2,5%, à espera de calibrar os indicadores econômicos que indicam uma moderação da expansão econômica.
Em 2018, o dado oficial preliminar de crescimento econômico foi de 2,9% e para este ano se espera uma expansão menor, de 2,3%.
A próxima reunião de política monetária do banco central, com entrevista coletiva posterior de seu presidente, Jerome Powell, está prevista para os dias 19 e 20 de março.