Neta de Al Capone espera que leilão revele lado humano do gângster


174 itens pertencentes à família Capone serão leiloados em Sacramento, na Califórnia, na sexta-feira (8). Diane Capone, neta do gângster, mostra um dos itens da família que serão leiloados nos EUA
REUTERS/Fred Greaves
Foi no dia de Natal de 1946 que Al Capone, o notório gângster de Chicago, levou a esposa e quatro netas para um passeio no cais de sua imensa mansão de Palm Island, no Estado norte-americano da Flórida.
Uma foto mostra “papa”, como elas o chamavam, desfrutando da liberdade depois de ser solto de Alcatraz, onde ficou preso durante mais de sete anos por evasão fiscal.
A imagem é um dos 174 itens pertencentes à família Capone que serão leiloados em Sacramento, na Califórnia, na sexta-feira.
Eles vão de fotos pessoais a armas de fogo, relógios de bolso e joias, além de móveis e utensílios de cozinha.
O relógio de bolso Patek Philippe de platina e diamante de Al Capone está estimado entre 25 mil e 50 mil dólares, e sua pistola Colt .45 favorita pode conseguir entre 100 mil e 150 mil dólares. Acredita-se que uma reprodução prateada antiga colorida à mão que mostra Al e o filho, Sonny Capone, conseguirá de 10 mil a 15 mil dólares.
Arma de Al Capone é um dos itens que vai a leilão nos EUA
REUTERS/Fred Greaves
Hoje com 77 anos, Diane Capone, uma das quatro netas do mafioso, disse que a decisão de vender os itens se baseou no fato de ela e as irmãs estarem envelhecendo e na ameaça crescente dos incêndios florestais no norte californiano.
Brian Witherell, diretor de consignações da Casa de Leilões Witherell’s, disse que quase mil pessoas de todos os Estados norte-americanos e de 11 países se inscreveram para a venda.
Diane Capone ainda disse esperar que os itens revelem o lado humano do avô, ao invés da violência implacável que assolou Chicago nos anos 1920 e o tornou infame.