Lia Sophia e Zélia Duncan unem vozes em canção de filme sobre visibilidade lésbica


♪ “Quem sabe do meu corpo sou eu / Quem sabe da minha alma sou eu / Ninguém me dirá quem amar / Ninguém me dirá como ser”, bradam Lia Sophia e Zélia Duncan nos versos óbvios, mas ainda necessários, da música Não vou pedir licença.
Composta por Lia Sophia para a trilha sonora do ainda inédito documentário Assim como o ar, sempre nos levantaremos, filme em que a cineasta pernambucana põe em foco a visibilidade de mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis, a música Não vou pedir licença chega ao mundo digital na sexta-feira, 10 de setembro, em single que une duas cantoras e compositoras assumidamente lésbicas.
Simultaneamente com o single Não vou pedir licença, sai o clipe que, entre cenas do documentário previsto para estrear em outubro, traz imagens dos bastidores do encontro de Lia Sophia e Zélia Duncan no estúdio Space Blues, na cidade de São Paulo (SP), para pôr vozes na gravação da composição (uma das duas compostas por Lia para o documentário e a única efetivamente selecionada e gravada para a trilha sonora do filme).
Capa do single ‘Não vou pedir licença’, de Lia Sophia com Zélia Duncan
Divulgação
Caracterizada como pop com beats eletrônicos, a música Não vou pedir licença foi formatada em três regiões do Brasil. Se as vozes das cantoras foram captadas em São Paulo (SP), Guga Fonseca orquestrou a produção musical do single no Recife (PE), cidade onde gravou teclados, synths, beats e contrabaixo enquanto Rogério Samico inseriu a guitarra na gravação.
Já Mateus Estrela gravou os sintetizadores e percussões eletrônicas em Belém (PA), capital do Pará à qual Lia Sophia – artista nascida na Guiana Francesa – é primordialmente associada, embora atualmente resida em São Paulo (DP).
A mixagem e a masterização do single Não vou pedir licença ficaram a cargo de Alexandre Fontanetti.