Wanderléa cai no choro ao gravar o primeiro álbum em cinco anos


♪ Wanderléa ainda era criança de nove anos quando, com o aval do pai, começou a atuar como crooner do Regional de Canhoto, conjunto de choro fundado em 1951.
Alguns anos depois, a cantora mineira se consagrou como a Ternurinha da Jovem Guarda e seguiu carreira adulta a partir dos anos 1970 sem nunca ter abandonado o sonho de gravar álbum inteiramente dedicado ao choro.
Aos 77 anos, recém-completados em 5 de junho, Wanderléa realiza esse antigo sonho e grava em São Paulo (SP) – cidade onde reside – um álbum de choro. Trata-se do primeiro álbum da cantora desde Vida de artista – Canções de Sueli Costa (2016), disco lançado há cinco anos.
Embora sempre associada ao universo da Jovem Guarda, Wanderléa eventualmente já gravou choros na discografia.
Em Nova estação (2008), álbum produzido por Thiago Marques Luiz com Lalo Califórnia, a cantora deu voz ao Choro chorão (Martinho da Vila, 1976) em gravação que embutiu citação de célebre baião associado ao universo do choro, Delicado (1951), sucesso do compositor e cavaquinhista Waldir Azevedo (1923 – 1980).