Volkswagen lança Golf GTE, primeiro híbrido da marca no Brasil


Na Europa, Golf acaba de ganhar uma nova geração, que começa a ser entregue, por lá, em dezembro. Volkswagen Golf GTE chega ao mercado brasileiro
André Paixão/G1
A Volkswagen lançou nesta segunda-feira (4) o Golf GTE. O hatch médio é o primeiro veículo híbrido da empresa a ser vendido no país. A marca prometeu, até 2023, outros cinco modelos híbridos ou elétricos para a América do Sul.
O Golf GTE, no entanto, já chega defasado. Há poucos dias, a Volkswagen lançou a nova geração do Golf, incluindo a variante híbrida. Por lá, as entregas começam em dezembro. Não há previsão de chegada da nova versão para o Brasil.
Por aqui, seguimos com a 7ª geração. Ela traz dois motores, um 1.4 turbo de 150 cavalos e um elétrico de 102 cavalos. Somados, os motores entregam 204 cavalos de potência e torque de 35,7 kgfm. O câmbio é automático de 6 marchas. Para ir de 0 a 100 km/h, ele leva 7,6 segundos.
Volkswagen Golf GTE
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A Volkswagen promete autonomia de até 939 km. Apenas no modo elétrico, o Golf consegue rodar até 50 km.
O híbrido chega em versão única, sem opcionais, e tem piloto automático adaptativo, faróis full LED, freio de estacionamento eletrônico, central multimídia com tela de 9,2 polegadas, Android Auto e Apple CarPlay, câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, e quadro de instrumentos digital.
A lista segue com ar digital de duas zonas, rodas de 16 polegadas, controles de estabilidade e tração e bancos revestidos de tecido xadrez com costuras em azul.
O GTE será enquadrado na segunda faixa mais baixa de IPI, já considerando os incentivos para veículos elétricos e híbridos. Com isso, sua alíquota será de 10%.
O dono escolhe
O GTE tem diversos modos de condução. O motorista pode escolher utilizar apenas o motor elétrico, em percursos de até 50 km. No modo “convencional”, o veículo decide quando usar cada propulsor.
GTE é um híbrido plug-in, ou seja, precisa ser recarregado na tomada
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Em outras situações, é possível “bloquear” a carga da bateria, e usar apenas o 1.4 turbo. Já se preferir uma condução mais esportiva, ainda é possível adotar o modo GTE, que privilegia desempenho. Por fim, caso queira (ou precise) recarregar a bateria com o motor a combustão, pode-se acionar esta função.
A Volkswagen destaca que este é o modo mais caro de carregar o GTE, e recomenda sua utilização em último caso.
Ainda segundo a marca, o modelo pode chegar até 130 km/h só com o motor elétrico – que leva 2h45 para recarga completa em uma tomada residencial de 220V ou em uma estação de recarga. O custo aproximado é de R$ 5.
Hatch esportivo tem diversos modos de condução, selecionados por botões
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Mais híbridos e elétricos
A Volkswagen prometeu lançar, além do GTE, outros 5 elétricos e híbridos na América do Sul até 2023. A marca não especificou quantos destes chegarão ao Brasil. O GTE é o primeiro deles.
“O Golf GTE é o carro certo para esse momento do país”, disse Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América do Sul.
“Nos anos seguintes, vamos lançar carros elétricos no país”, completou Di Si, que apontou, porém, para a falta de estrutura e pontos de recarga no país.