Você sabe onde Odete Roitman foi morta? Giro pelo Rio mostra locais marcantes dos 70 anos da televisão


Estúdio da icônica cena de ‘Vale Tudo’ hoje mudou de função. Perto dali, uma estátua lembra grandes programas de auditório. Quase todo mundo sabe quem matou Odete Roitman. Mas você sabe onde a cena foi gravada?
Morte de Odete Roitman, em Vale Tudo
Reprodução/TV Globo
Nos 70 anos da TV no Brasil, completados nesta sexta-feira (18), o Bom Dia Rio fez um giro pelos pontos da cidade que contam um pouco da história das emissoras.
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Na época de “Vale Tudo”, em 1988, ainda não existiam os Estúdios Globo, em Curicica. Quase toda a produção da Globo no Rio era feita no complexo do Jardim Botânico, entre as ruas Lopes Quintas, Von Martius e Pacheco Leão.
Jornalismo e entretenimento eram vizinhos: o Jornal Nacional ficava praticamente ao lado dos estúdios das novelas.
Com a inauguração do então Projac, em 1995, os módulos de gravação do Jardim Botânico passaram por uma reforma e ganharam um novo inquilino em 2000: o JN.
Diante da bancada no mezanino do Jornal Nacional — com a redação ao fundo, embaixo —, sem querer muitos brasileiros viram o “local do crime” de Odete Roitman a cada “boa-noite”.
Quando a grua “levantava voo” e mostrava as mesas dos jornalistas, aparecia, no canto direito do vídeo, o ponto onde Beatriz Segall gravou a tomada em que “levava um tiro”.
Canto do Estúdio A, na emissora da Globo no Jardim Botânico, onde Odete Roitman foi morta
Eduardo Pierre/G1
De tão icônica, a cena foi imortalizada em uma placa, pendurada em uma das salas da antiga redação: “Aqui morreu Odete Roitman”.
Em 2017, o JN se mudou novamente, agora para um prédio próprio — também no complexo do Jardim Botânico. É o atual cenário, com a redação em volta da bancada.
A redação do mezanino passou por mais uma reforma e hoje abriga parte do time da GloboNews. A placa foi retirada.
Teatro Fênix
Quase toda a produção era naquele quarteirão — mas, a alguns metros dali, outro núcleo da Globo fez história. O Teatro Fênix, um espaço entre a Rua Jardim Botânico e a Avenida Linneo de Paula Machado, era o lugar dos programas de auditório.
Por lá passaram o Xou da Xuxa, o Domingão do Faustão, o humorístico Balança Mas Não Cai… e Chacrinha.
Era no Teatro Fênix que o Velho Guerreiro atirava postas de bacalhau à plateia e buzinava os desafinados no divertido quadro dos calouros.
Em 2000, já com os Estúdios Globo em atividade, o teatro foi demolido, e no terreno foi erguido um edifício residencial. Mas, a poucos metros dali, uma estátua de Chacrinha lembra das emoções que só quem foi ao Fênix viveu.
Primeira emissora no Rio foi na Urca
A televisão brasileira surgiu 15 anos antes de a Globo nascer. Foi em 18 de setembro de 1950, com a Tupi, em São Paulo. Quatro meses depois, a emissora do indiozinho chegava ao Rio.
E o prédio que a abrigou continua de pé, na Urca. Em 1954, o então Canal 6 ocupou as instalações do Cassino da Urca (1933-1946).
A Tupi saiu do ar em 1980. O prédio ficou abandonado até 2014, quando o Instituto Europeu de Design abriu uma filial e reformou parte do conjunto.