Visto para os EUA tem filas longas mesmo após reabertura das fronteiras


Consulados americanos no Brasil retomaram os serviços de emissão e renovação de vistos para não-imigrantes, mas muitos só encontram data para o final de 2022 e estão adiando viagens. Domo do Capitólio dos EUA é visto a partir da instalação das bandeiras no Passeio Nacional, em Washington, em 20 de janeiro de 2021
Julio Cortez/AP
Mesmo após a reabertura das fronteiras dos Estados Unidos a estrangeiros, na última segunda-feira (8), muitos brasileiros estão tendo que adiar um pouco mais a esperada viagem ao país, seja de férias ou de trabalho.
Ainda na segunda, consulados americanos no Brasil retomaram os serviços de emissão e renovação de vistos para não-imigrantes, mas a fila de espera é grande e tem gente que só está encontrando data de agendamento para o final de 2022.
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Desde maio de 2020, a emissão de vistos ocorria apenas com vagas limitadas, com prioridade para pessoas em situação de emergência (como as que vão para funerais de familiares ou para tratamento médico, além de vistos estudantis).
“Reconhecemos que os tempos de espera podem ser longos. Estamos trabalhando diligentemente para aumentar a disponibilidade de vagas para todas as classes de vistos”, disse a assessoria de Imprensa da Embaixada dos EUA.
Um dos brasileiros que está na luta pela renovação do visto é o administrador Vitor Michels, de São Paulo. Ele tem viagens de trabalho marcadas para abril e outubro de 2022 e se assustou quando viu a fila de espera no site da embaixada, ainda no final do mês passado.
“Depois de pagar a taxa de solicitação, veio a surpresa: a única data disponível era para outubro de 2022 e meu visto vence em junho. Liguei no consulado [de SP] assustado e a atendente me explicou que, devido à pandemia, não estavam atendendo 100% da demanda, somente casos emergenciais, como alguma questão de saúde”, conta Michels.
“Ela recomendou entrar todos os dias no site para tentar reagendamento. Fiz isso por 5 dias seguidos e consegui remarcar para setembro de 2022”, acrescenta.
O administrador Vitor Michels está na saga para tentar renovar seu visto para os EUA
Arquivo pessoal
A assessoria de imprensa da embaixada dos EUA recomendou que os solicitantes de visto verifiquem frequentemente o site: https://ais.usvisa-info.com/pt-br/niv, pois vagas adicionais podem ser abertas sem aviso prévio.
Férias frustradas
A espera pelo visto também atinge quem está ansioso para viajar depois de mais de um ano e meio de restrições.
A designer Cecília Lopes Furtado e seu marido tinham uma viagem marcada para a Disney em setembro deste ano, mas tiveram que adiar por um ano depois de sucessivos reagendamentos do visto.
Cecília Lopes Furtado e seu esposo tiveram que adiar por um ano viagem para Disney.
Arquivo pessoal
“Íamos tirar o nosso visto em março, mas recebemos um e-mail do consulado avisando que ele tinha sido remarcado para julho. Chegou julho e ele foi reagendado novamente para fevereiro de 2022”, conta Cecília.
“Nós estamos com a viagem toda paga, passagem e hospedagem. Entramos em contato com a agência de viagens e conseguimos adiar para setembro do ano que vem. Mas não sabemos se o visto vai ser reagendado mais uma vez. Estamos inseguros em relação a isso”, diz.
A designer Gabriela Menezes também teve que reprogramar suas férias para a Disney e para Nova Iorque. Mas, diferentemente de Cecília, que teve o seu visto remarcado pelo próprio consulado, Gabriela teve que entrar frequentemente no site da embaixada para conseguir adiantar o seu visto. Mas não teve muito sucesso.
A designer Gabriela Menezes também teve que reprogramar suas férias para a Disney e para Nova Iorque.
Arquivo pessoal
“A primeira data estava prevista para fevereiro deste ano e eu fiz cerca de 4 reagendamentos: para março, maio e julho. Mas, quando chegou em julho, eles informaram que não tinha mais nenhuma data e remarcaram para abril de 2022”, conta Gabriela, que diz esperar que tudo dê certo para que ela finalmente consiga embarcar no próximo ano.
Vacinas aprovadas
O governo dos EUA aceita a entrada de visitantes internacionais que tenham tomado vacinas contra a Covid-19 aprovadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) ou pela FDA (autoridade reguladora americana equivalente à Anvisa no Brasil).
Aprovadas pela FDA até o momento:
Pfizer/BioNTech
Moderna
Janssen (Johnson & Johnson)
Autorizadas pela OMS até o momento:
Pfizer/BioNTech
Moderna
Oxford/AstraZeneca — produzida no Brasil pela Fiocruz
Janssen (Johnson & Johnson)
SinoPharm
CoronaVac — produzida no Brasil pelo Instituto Butantan