‘Vilão’ em ‘Marighella’, Bruno Gagliasso descarta carreira 100% internacional: ‘Acho até cafona’


Ator participa de séries espanholas do Prime Video e da Netflix, mas não quer se fechar em produções gringas. Bruno Gagliasso em cena de ‘Marighella’
Diivulgação

Bruno Gagliasso é o grande “vilão” de “Marighella”. Ele interpreta o delegado Lúcio, uma alusão a Sérgio Paranhos Fleury foi delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Dops) durante a ditadura militar e responsável pelas torturas.
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Seus últimos trabalhos são produções multinacionais:
“Operación Marea Negra”, do Prime Video, sobre a história real do primeiro narcosubmarino interceptado na Europa;
“Santo”, da Netflix, sobre a perseguição de dois policiais ao traficante perigoso e sem rosto.
Ele filmou na Europa, mas não está on apenas para o mercado gringo. “Não tenho pretensão de morar fora e fazer carreira internacional, acho até cafona”, diz.
Este último ano foi de correria e viagens para ele. O ator deu entrevista ao g1 virado na semana passada. Filmava uma série em Salvador e voou para São Paulo no mesmo dia da gravação para participar do lançamento do filme. Além disso, ele passou meses cruzando a fronteira ibérica todos os dias.
“Fiquei seis meses e meio na Espanha. Dois sozinho e o resto fazendo bate e volta para Portugal para encontrar a Giovanna [Ewbank] e as crianças. Nossa família é portuguesa, então eles conseguiram ficar lá”, conta. Bruno e Giovanna são pais de três filhos: Titi, Bless e Zyan.
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Bruno em ‘Marighella’
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Para Bruno Gagliasso, existe uma fixação por trás da perseguição. “Eles estão loucos para assistir ao filme, essa que é a verdade. Vão tudo assistir escondido, pirata”, brinca. O ator diz que arte é a melhor maneira de atrair as pessoas. “Fazer arte é fazer política. Tentaram apagar esse cara e ele tá vivo.”
Para entrar no filme, ele ligou para Wagner Moura e pediu para fazer o teste. “Eu me inspirei em todos os ídolos do nosso presidente da República: Brilhante Ustra, Fleury, todos esses que a gente abomina me inspiraram para criá-lo”, contou.
Por conta da violência e do racismo de seu personagem, Gagliasso optou por sair de casa por três meses durante as filmagens.
“É um personagem muito realista e assustador justamente por ser tão realista. Foi muito difícil, fiquei longe da minha família porque precisava me conectar a essa energia. Minha filha tinha acabado de chegar em casa, então precisei me afastar.”
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