Veja repercussão do anúncio de Milton Ribeiro como novo ministro da Educação


Novo ministro da Educação é professor, pastor e membro da Comissão de Ética Pública da Presidência. Seu currículo apresenta formação em Teologia e doutorado em Educação. Pastor Milton Ribeiro
Reprodução/Redes sociais
O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (10) em uma rede social o professor Milton Ribeiro como novo ministro da Educação. Logo após o anúncio, a nomeação foi publicada em uma edição extra do “Diário Oficial da União”.
Ribeiro será o quarto ministro a comandar a pasta desde o início do governo Bolsonaro. Os antecessores são Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e Carlos Decotelli. Este não chegou a ficar uma semana no cargo.
Ribeiro, que é professor e pastor, está ligado a ala evangélica do governo. Ele terá quatro principais desafios à frente da pasta:
aprovar o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)
realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020
orientar e dar apoio às redes para o ano letivo na pandemia
implantar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Veja a seguir a repercussão da nomeação do novo ministro.
Daniel Cara, professor da FE/USP e membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, no Twitter: “Sendo membro do governo Bolsonaro, não há qualquer expectativa de que faça um bom trabalho. No entanto, parte da nossa crítica venceu: ao menos, Ribeiro é doutor em Educação. Contudo, isso não basta.”
União Nacional dos Estudantes (UNE), no Twitter: “Com ainda poucas informações sobre o novo Ministro do Educação, compreendemos que dificilmente apenas uma mudança de nome poderá significar a mudança da forma com que o governo encara esse setor. Reafirmamos que o problema da educação no Brasil é Bolsonaro. Mas reforçamos nossa defesa da educação laica, pública, gratuita, de qualidade, com atenção e permanência aos estudantes do ensino básico, e do superior público e privado, de datas justas para o ENEM, e outras questões urgentes para a educação, que o governo tem ignorado. E a aprovação urgente do novo FUNDEB, cujo relatório consensual foi apresentado hoje e que contempla diversas das nossas reivindicações, importantíssimo para as escolas públicas brasileiras!”
Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, no Twitter: “Venceu o bom senso. Novo Ministro da Educação é conservador, como deve ser em governo conservador, e ligado com o Congresso à academia. Aparentemente discreto, não deve ter a estridência ideológica dos anteriores. Mais um aceno à boa política e à negociação, sem fundamentalismos.”
Gregório Grisa, doutor em Educação e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), no Twitter: “Atendo-se especificamente ao currículo acadêmico (Lattes) do pastor Milton Ribeiro que parece ser o novo ministro. Titulação: G -Teologia/Direito; M – Direito; D – Educação. Nenhum artigo e nenhum livro publicado sobre educação. Nenhuma experiência de gestão pública educacional. Novamente chama atenção ter feito mestrado em Direito e doutorado em Educação sem ter publicado nada, sem ter apresentado nenhum trabalho nas áreas, sem ter escrito um capítulo de livro ao menos. Caráter religioso é o mais evidente no currículo lattes.”
Talíria Petrone, professora de História e deputada federal, no Twitter: “Bolsonaro nomeou hoje o pastor presbiteriano Milton Ribeiro como ministro da Educação. Nenhuma surpresa: mais obscurantismo, negacionismo da ciência e austeridade nos investimentos. Novamente reafirmamos que só a luta muda a vida!”
Roberto Jefferson, ex-deputado federal, no Twitter: “Nosso desejo de sucesso ao novo ministro da Educação, Milton Ribeiro. Que possa fazer uma excelente gestão no Ministério. Boa escolha, Presidente!!”
Rozzana Barroso, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), no Twitter: “O problema não é o Ministro ser evangélico, o problema é ele se apresentar como Pastor. A educação precisa laica porque é única forma que o Estado pode garantir o respeito a todas as religiões. Postura que Bolsonaro não está tendo durante o seu mandato.”