Valéria Oliveira reúne Leci Brandão e Leila Pinheiro em álbum pautado pelo samba


Cantora potiguar lança o disco ‘Sacrário’ para celebrar 30 anos de carreira iniciada em 1991 em Natal. ♪ A capa criada por Elifas Andreato para o 10º álbum de Valéria Oliveira – Sacrário, no mercado a partir da próxima sexta-feira, 14 de maio, em edição do selo Fonomatic – faz supor erroneamente se tratar de disco de temática religiosa.
Em cena desde 1991, ano em que fez o primeiro show em Natal (RN), cidade onde nasceu em abril de 1969, a cantora e compositora potiguar põe fé no samba ao longo deste álbum em que celebra 30 anos de carreira.
O samba é o gênero musical dominante em repertório formado por composições de autoria de Valéria Oliveira – algumas criadas solitariamente pela artista, casos de O beco e da música-título Sacrário, mas a maioria feita com parceiros como Drika Duarte, Khrystal, Simona Talma, Ivando Monte, Luiz Gadelha, Rico Dias e Vinícius Lins.
Arranjadas pelo maestro Rildo Hora, as regravações de Essa tal criatura (Leci Brandão, 1980) e Por onde começar (Wilson das Neves e Delcio Carvalho, 2007) completam esse repertório essencialmente autoral.
Capa do álbum ‘Sacrário’, de Valéria Oliveira
Arte de Elifas Andreato
Disco pautado pela presença feminina, também evocada pela capa de Elifas Andreato, Sacrário traz as vozes das cantoras Daúde, Leci Brandão e Leila Pinheiro. Daúde figura em Gente (Rico Dias e Valéria Oliveira), samba com levada de ijexá já previamente apresentado em single editado em 23 de abril.
Leci avaliza a lembrança de Essa tal criatura, samba que batizou o quinto álbum da artista carioca. Já as cantoras potiguares Dani Cruz, Heli Medeiros, Lene Macedo e Silvia Sol fazem coro em É agudo o nosso enredo (Khrystal e Valéria Oliveira).
Embora o samba dite a cadência de faixas como Toca o tambor (Drika Duarte e Valéria Oliveira) e Vai além (Vinicius Lins e Valéria Oliveira), há um toque de bolero em Voragem (André Morais e Valéria Oliveira) e em Um simples olhar (Simona Talma e Valéria Oliveira).
Já Rosa de aroeira – música composta pela artista para o homômimo curta-metragem de Mônica Mac Dowell – caminha na pisada do baião enquanto Alento (Ivando Monte e Valéria Oliveira) mixa referências de fado e xote na gravação feita com a adesão vocal de Leila Pinheiro.
O álbum Sacrário foi gravado com produção musical orquestrada por Valéria Oliveira com Jubileu Filho, autor da maior parte dos arranjos.