Unicamp contabiliza 1,1 mil servidores sem primeira dose de vacina contra a Covid-19


Do total de 8.880 trabalhadores, 7.746 comunicaram à instituição que receberam a primeira aplicação. Universidade condiciona trabalho presencial ao esquema vacinal completo. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Rafael Smaira/g1
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou, nesta quinta-feira (21), que contabiliza 1.134 servidores que não tomaram a primeira dose de vacina contra a Covid-19. Do total de 8.880 trabalhadores, 7.746 comunicaram à instituição que receberam a primeira aplicação e 6.272 comprovaram que já foram contemplados com as duas ou com a dose única de vacina, de acordo com a assessoria de imprensa.
O dado é registrado 23 dias após a Unicamp publicar uma resolução que estabelece que os servidores precisam comprovar ter o esquema vacinal completo para trabalhar presencialmente. Além disso, a ida até a universidade só pode ocorrer 14 dias após o trabalhador ter recebido a segunda dose ou aplicação única.
A comunicação reforçou, em nota, que “os dados vacinais ainda estão em fase de consolidação por parte dos órgãos competentes da instituição”.
Entenda a instrução normativa
Publicada em 28 de setembro, a resolução normativa nº 03/2021, da Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGR), estabelece as normas para o trabalho presencial de servidores da Unicamp.
A instrução prevê exceção de comprovação de esquema vacinal completo para trabalhadores com justificas médicas. Ficam estabelecidas, ainda, punições que podem chegar à suspensão do pagamento do salário para aquele que não comprovar a imunização.
De acordo com o texto:
Todos os servidores devem cumprir o cronograma oficial de vacinação contra Covid-19, de acordo com grupo ou idade.
O prazo é de 5 dias para comprovar na instituição a situação vacinal, mediante apresentação do cartão de vacinação.
O servidor que não tiver o esquema vacinal completo, e mais 14 dias, não poderá retornar às atividades presenciais.
Se descumprir o prazo, o servidor será notificado pelo RH a apresentar, em 5 dias, o cartão de vacinação ou a justificativa médica para a impossibilidade de receber o imunizante.
Para a justificativa, o servidor precisa apresentar atestado médico em até 15 dias, a contar de 29 de setembro.
Este atestado deve conter o motivo formal da contraindicação médica à vacina e a fundamentação técnico-científica. A divisão responsável pela análise pode solicitar o parecer de médicos especialistas. O servidor não retorna presencialmente até o resultado.
Se a justificativa for aceita, o trabalhador receberá orientações sobre saúde e segurança ocupacional para voltar ao presencial.
Se a justificativa não for aceita, ele terá 5 dias para comprovar o agendamento da vacina contra Covid-19 e enviar o comprovante da imunização na sequência para o departamento responsável.
Se ele se recusar a tomar a vacina, terá o pagamento salarial suspenso até que seja imunizado e apresente o comprovante.
O prazo para cumprir a exigência é de 30 dias. Caso o servidor não cumpra, ele será submetido a um processo disciplinar, com penalidades que variam de advertência a expulsão, segundo o estabelecido nos artigos 142 a 153 do Estatuto da Unicamp.
“O servidor que, compelido a comprovar a vacinação para a Covid-19, se recusar a fazê-lo nos prazos indicados nos artigos 1º e 2º desta Instrução Normativa, terá o pagamento do salário suspenso até o cumprimento dessa exigência, conforme previsto no artigo 8º da Deliberação CAD-A-002/2017 e na Resolução GR-060/2021, sem prejuízo das medidas disciplinares cabíveis, nos termos dos artigos 142 a 153 dos Estatutos da Unicamp”, diz a instrução normativa DGRH nº 03/2021.
O g1 solicitou à Unicamp, nesta quinta-feira, detalhes sobre o dado de vacinação contabilizado entre os servidores.
A universidade foi questionada se há trabalhadores que ficaram impedidos de trabalhar presencialmente por falta de comprovação de vacinação, se houve quem apresentou justificativa médica e também se há registro de pessoas com suspensão de pagamento em análise.
Estas informações, porém, não foram enviadas até a publicação desta matéria. O texto será atualizado, caso as perguntas sejam respondidas.
Alunos na Unicamp
Reprodução / EPTV
Vacinação entre alunos
Nesta quinta, a Unicamp também informou os dados contabilizados a respeito da vacinação de estudantes. Do total de 37.840 matriculados, 5.040 informaram à universidade ter tomado ao menos a primeira dose da vacina. Não há registro de imunização de 32.800 alunos.
Ainda de acordo com as informações divulgadas, 4.890 estudantes comprovaram ter completado o esquema vacinal. Quinze disseram que receberam a aplicação de reforço.
Assim como no caso de servidores, uma resolução, a nº 63/2021, também normatiza a ida presencial de estudantes até a Unicamp. As definições foram publicadas no dia 6 de outubro e abrangem todos os institutos e suas faculdades que tenham atividades práticas presenciais.
Fica definido pela resolução:
Alunos de graduação, pós-graduação, extensão e de colégios técnicos devem estar totalmente imunizados para retornar, considerando 14 dias após a segunda dose ou a dose única.
Estudantes devem comprovar a imunização junto à Unicamp para frequentar os campi – restaurante, bibliotecas, ambientes acadêmicos e demais atividades presenciais.
Teste RT-PCR será aplicado pelo Cecom da Unicamp a todos os estudantes que optarem pelo retorno com 72 horas de antecedência da retomada.
Estudantes de outros estados do Brasil e de outros países devem apresentar resultado negativo de teste RT-PCR para coronavírus, realizado até 72 horas antes do início das atividades nos campi.
Estes estudantes serão monitorados quanto aos sintomas respiratórios por duas semanas pelo Cecom.
“Os institutos ou faculdades deverão informar ao Comitê de Retomada com antecedência mínima de 7 dias a relação nominal e por Registro Acadêmico (RA) de todos os alunos que frequentarão os campi e que farão a realização da testagem para SARS-CoV-2 por RT-PCR pelo Cecom [Centro de Saúde da Comunidade]”, ressalta a resolução.
Em nota, a assessoria de imprensa ressaltou que, no que diz respeito aos alunos, ainda que a Resolução GR 63/2021, Art. 3º, disponha sobre a necessidade do registro do seu status vacinal, os dados informados pelo corpo discente ainda são muito incipientes.
“É razoável projetar um número maior de vacinados, já que a retomada das aulas presenciais está programada somente para o primeiro semestre de 2022”, diz o texto.
VÍDEOS: veja o que é destaque na região
Veja mais notícias da região no g1 Campinas