Tendências para 2020: novas espaçonaves, telas dobráveis e avanço do 5G

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/dragon-capsule-30122019083118701?dimensions=660×360" title="Cápsula Dragon da SpaceX já fez transporte de carga para o espaço" alt="Cápsula Dragon da SpaceX já fez transporte de carga para o espaço" />
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<span class="legend_box ">Cápsula Dragon da SpaceX já fez transporte de carga para o espaço</span>
<span class="credit_box ">NASA </span>
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Se você ambiciona voar ao espaço e tem um monte de dinheiro para gastar, então 2020 pode ser um ano emocionante.</p>
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Se viagem espacial não é muito a sua, mas sim uma tela maior para seu smartphone, 2020 também pode ter algumas novidades para você.</p>
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Mas se acha que já existem celulares demais por aí e a indústria de tecnologia precisa ser menos descartável, talvez algumas empresas tecnológicas tenham entendido o que você está buscando.</p>
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<strong><a href="https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/a-tecnologia-que-permite-carregar-seu-celular-em-5-minutos-23122019" target="_blank">A tecnologia que permite carregar seu celular em 5 minutos</a></strong></p>
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<strong><a href="https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/starliner-o-motivo-pelo-qual-a-capsula-para-astronautas-da-boeing-tera-de-voltar-a-terra-20122019" target="_blank">O motivo pelo qual a Starliner, cápsula para astronautas da Boeing, terá de voltar à Terra</a></strong></p>
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Veja abaixo um pequeno aperitivo das novidades tecnológicas que devem surgir nos próximos 12 meses.</p>
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<strong>Missões espaciais tripuladas</strong></p>
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2020 vai ser um ano crucial para viagens espaciais, segundo Guy Norris, editor sênior da publicação especializada Aviation Week &amp; Space Technology.</p>
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Desde que a Nasa aposentou os ônibus espaciais em 2011, os Estados Unidos passaram a usar espaçonaves russas para transportar astronautas até a Estação Espacial Internacional.</p>
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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/engenheira-de-propulsao-da-boeing-monica-hopkins-30122019083118828?dimensions=660×360" title="Engenheira de propulsão da Boeing Monica Hopkins" alt="Engenheira de propulsão da Boeing Monica Hopkins" />
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<span class="legend_box ">Engenheira de propulsão da Boeing Monica Hopkins</span>
<span class="credit_box ">Getty Images</span>
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Mas tudo pode mudar em 2020, quando — se todos os planos derem certo — duas espaçonaves fabricadas nos EUA devem começar a transportar tripulantes.</p>
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Com capacidade para levar até sete astronautas até a órbita da Terra, o CST-100 Starliner, da Boeing, passou recentemente por testes e foi até rebatizado de Calypso, em homenagem ao barco do explorador marítimo Jacques Cousteau.</p>
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Na semana passada, um Starliner não tripulado foi lançado da Flórida com sucesso em seu foguete Atlas, mas depois teve problemas técnicos que o impediram de seguir o caminho planejado para a Estação Espacial Internacional.</p>
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A aeronave deve entrar em funcionamento pleno no ano que vem.</p>
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Enquanto isso, a cápsula Dragon, da SpaceX, passará por testes finais no início de 2020, e, se tudo correr bem, estará pronta para missões tripuladas neste ano.</p>
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Outros sistemas voltados a altitudes elevadas também podem atingir avanços significativos em 2020. Blue Origin, que pertence ao bilionário Jeff Bezos (da Amazon), poderá estar pronto para levar turistas em seu foguete sub-orbital New Shepard.</p>

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<span class="legend_box ">Virgin Galactic pode levar passageiros para o espaço em 2020</span>
<span class="credit_box ">Getty Images </span>
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O avião espacial da Virgin Galactic também pode estar pronto em 2020 para levar passageiros ao espaço, mais de uma década depois do que previa o fundador (e também bilionário) da empresa, Richard Branson.</p>
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Estima-se que mais de 600 pessoas já tenham feitos pagamentos por um voo em veículos do Virgin Galactic — as passagens chegam a US$ 250 mil (cerca de R$ 1 milhão).</p>
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"Finalmente chegou a hora de entregar esses programas prometidos há muito e de essas tecnologias realmente serem colocadas à prova pela primeira vez", afirmou Norris, da Aviation Week &amp; Space Technology.</p>
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<strong>Tecnologia e meio ambiente</strong></p>
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Movimentos e campanhas de protestos — como os promovidos pela organização Extinction Rebellion — ajudaram a inserir as mudanças climáticas na agenda de empresas de tecnologia.</p>
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Entre as companhias sob pressão estão as fabricantes de smartphones. Estima-se haver 18 bilhões de aparelhos descartados ao redor do planeta. Com a venda de 1,3 bilhão de telefones móveis em 2019, esse número só cresce.</p>
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Fabricantes do setor passaram a ser cobrados por processos de fabricação mais verdes e telefones que possam ser consertados mais facilmente.</p>
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<span class="legend_box "> Protesto do Extinction Rebellion em praça de Londres neste ano</span>
<span class="credit_box ">Getty Images</span>
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O mesmo pesa sobre fabricantes de bens de consumo como televisões, máquinas de lavar e aspiradores de pó, e companhias de telecomunicações.</p>
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A Vodafone prometeu que até 2023 suas redes no Reino Unido serão abastecidas por fontes de energia renovável. Outras empresas do setor devem seguir a mesma linha.</p>
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O sistema de viagem de negócios também sofre críticas. Ben Wood, analista da CCS Insight, afirma que se tornou "socialmente inaceitável" que as pessoas viajem pelo mundo enquanto existe a possibilidade de reuniões virtuais.</p>
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Há ainda iniciativas verdes da indústria de computação em nuvem, que tem estruturas com milhares de servidores e computadores que consomem volumes enormes de energia.</p>
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<strong>Telas flexíveis</strong></p>
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O lançamento do primeiro celular dobrável pela Samsung em abril de 2019 não correu bem. Diversos avaliadores e críticos quebraram as telas durante o uso, e a empresa precisou fazer melhorias ágeis antes de colocar o produto à venda em setembro.</p>
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A Motorola teve um sucesso relativamente maior com o lançamento do novo Razr, ainda que analistas tenham reclamado do preço elevado.</p>
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A Samsung deve lançar novos dispositivos flexíveis no ano que vem, incluindo tablets.</p>
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<span class="legend_box ">A chinesa TCL está apostando alto em dispositivos flexíveis</span>
<span class="credit_box ">TCL</span>
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A TCL, segundo maior fabricante de televisões da China, prometeu lançar seu primeiro dispositivo dobrável em 2020, e deve estender a tecnologia para outros equipamentos logo em seguida.</p>
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Esses produtos são uma grande aposta do mercado, que investiu o equivalente a mais de R$ 20 bilhões no desenvolvimento das telas flexíveis.</p>
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Analistas afirmam que dispositivos como alto-falantes inteligentes, relógios ou portas de geladeira poderão ter telas flexíveis acopladas a eles.</p>
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<strong>Telefonia móvel super-rápida</strong></p>
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A expansão de redes de telefonia deve ser rápida. Até o final de 2019, cerca de 40 redes em 22 países estavam oferecendo serviço 5G, rede de telefonia móvel de alta velocidade.</p>
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Até o final do próximo ano, o número de operadores de 5G deve chegar a 125 operadoras, diz Kester Mann, da CCS Insight.</p>
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"Pode haver uma mudança interessante na forma com que os contratos 5G são precificados. Um contrato 5G sem telefone deve custar cerca de R$ 150 por mês e é provável que você obtenha quantidades ilimitadas de dados."</p>
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<span class="legend_box ">Podemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem</span>
<span class="credit_box ">Getty Images</span>
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Mas analistas estimam que em 2020 talvez vejamos preços mais baseados na velocidade que você quer, um modelo de precificação parecido ao que já existe para a banda larga residencial.</p>
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No Reino Unido, a Vodafone já oferece contratos baseados na velocidade da conexão e a rede 3 deve oferecer o 5G como uma alternativa à banda larga doméstica. Esse tipo de modalidade pode atrair estudantes, por exemplo.</p>
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As redes 5G prometem velocidades de download até 20 vezes maiores do que no 4G, permitem que mais gente fique conectada em uma mesma região simultaneamente e oferece conectividade quase instantânea entre aparelhos.</p>
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O Brasil prevê o leilão das redes móveis de quinta geração para 2020.</p>
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<strong>Computação quântica</strong></p>
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O próximo ano será novamente importante para a computação quântica, tecnologia que explora o comportamento instável, mas poderoso, de pequenas partículas como elétrons e fótons.</p>
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Em outubro deste ano, o Google afirmou que seu computador quântico havia realizado em 200 segundos uma tarefa que o supercomputador mais rápido do mundo levaria 10 mil anos. Houve questionamentos à conquista, mas grande parte dos especialistas diz que foi um grande acontecimento.</p>
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<span class="legend_box ">Componentes do computador quântico do Google</span>
<span class="credit_box ">Google </span>
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"Foi um marco histórico", afirma Philipp Gerbert, membro do grupo de tecnologia da consultoria BCG. "Está claro que eles ultrapassaram a computação clássica, ainda que o tamanho disso seja discutível."</p>
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Para ele, outras empresas que estão na vanguarda desse campo, como IBM, Rigetti e IonQ, também vão atingir em breve esse patamar.</p>
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Nos computadores clássicos, a unidade de informação é chamada "bit" e pode ter um valor de 1 ou 0. Mas seu equivalente em um sistema quântico, o qubit (bit quântico), pode assumir o valor de 1 e 0 ao mesmo tempo.</p>
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Isso abre caminho para que vários cálculos sejam realizados simultaneamente.</p>
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Uma vez que a tecnologia tenha sido colocada à prova, computadores quânticos podem levar a descobertas importantes em outras áreas, como química e farmacêutica.</p>
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O Google prometeu tornar seu computador quântico acessível em 2020 para pessoas de fora da empresa, mas ainda não há detalhes sobre isso.</p>