Sorocaba: 1º caso de sarampo é confirmado em menino de 7 anos

A vacinação de rotina contra o sarampo é indicada a partir de um ano de idade

A vacinação de rotina contra o sarampo é indicada a partir de um ano de idade
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Secretaria da Saúde de Sorocaba, município do interior de São Paulo, confirmou nesta sexta-feira, 25, o primeiro caso de sarampo na região. Conforme a Vigilância Epidemiológica municipal, o local de contágio ainda está sendo investigado.

O último caso autóctone — originado na cidade — foi registrado no ano de 1999. Após a confirmação, ações de bloqueio foram adotadas com a vacinação de todas as pessoas que tiveram contato com o paciente no período de transmissão.

De acordo com a pasta, o caso confirmado é de um menino de sete anos, morador da zona sul da cidade, que já está recuperado da doença e não precisou de internação hospitalar.

O período de transmissão do sarampo, segundo a Vigilância, tem início cerca de cinco dias antes do surgimento do exantema (vermelhidão no corpo) e dura até cinco dias após seu aparecimento.

A Vigilância está em busca das pessoas que tiveram contato com a criança nesse período. A transmissão é direta — de pessoa para pessoa, por meio de secreções nasais ou da faringe expelidas pelo doente. Não foi informado se a criança frequentou escola durante a doença.

Conforme a secretária da Saúde, Kely Schettini, não há motivo para pânico por parte da população. “Desde que a Vigilância Epidemiológica tomou ciência da suspeita, várias ações estão sendo realizadas em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a prevenção do agravo.”

Segundo ela, a principal medida é a vacinação da população suscetível, aliada a um sistema de vigilância para detectar rapidamente possíveis casos suspeitos. A vacinação de rotina contra o sarampo é indicada a partir de um ano de idade.

Casos confirmados

Este ano, o Ministério da Saúde já confirmou 83 casos de sarampo no País, sendo 43 deles no Pará, 27 em São Paulo, quatro no Amazonas, três em Santa Catarina, três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro e um em Roraima. Do total, 27 são autóctones, a quase totalidade no Pará.

Dos casos importados, 20 aconteceram durante um surto da doença no interior de um navio de cruzeiro, em Santos, no litoral paulista. O mesmo navio também provocou três casos de sarampo em Santa Catarina e um caso no Rio de Janeiro.