Sirius, maior acelerador de partículas do Brasil, revela primeiras imagens

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/bbc-sirius-20122019101801055?dimensions=660×360" title="À esq., raio-x de uma rocha carbonática, mesma composição encontrada nos reservatórios do pré-sal; e à dir., raio-x de um corte do ventrículo esquerdo de um coração de camundongo" alt="À esq., raio-x de uma rocha carbonática, mesma composição encontrada nos reservatórios do pré-sal; e à dir., raio-x de um corte do ventrículo esquerdo de um coração de camundongo" />
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<span class="legend_box ">À esq., raio-x de uma rocha carbonática, mesma composição encontrada nos reservatórios do pré-sal; e à dir., raio-x de um corte do ventrículo esquerdo de um coração de camundongo</span>
<span class="credit_box ">DIVULGAÇÃO/CNPEM</span>
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O Sirius, a maior construção científica já feita no Brasil, estimada em R$ 1,8 bilhão, revelou suas primeiras imagens nesta quinta-feira (19). Trata-se de dois raios-x, um tirado de uma rocha e outro do coração de um camundongo.</p>
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Neste primeiro teste simples, como definiram os cientistas, e realizado a uma potência 13 mil vezes menor do que a projetada para a máquina, foi possível observar a chegada da luz síncrotron (de extrema potência e velocidade) pela primeira vez em uma das futuras estações experimentais do Sirius.</p>
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Segundo a cientista que fez as primeiras análises, Nathaly Archilha, trata-se apenas de um teste, mas ele representa o marco de um novo patamar alcançado pela ciência nacional.</p>
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"Estamos trabalhando em condições de testes e, mesmo assim, os raios X de alta energia produzidos pelo Sirius impressionam. Além de aumentarmos a qualidade da imagem, vamos conseguir analisar amostras de maior tamanho. Esse é um ponto importante, quando planejamos investigar rochas do pré-sal, por exemplo", afirmou.</p>
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As primeiras imagens, feitas em uma estação experimental, têm a finalidade de avaliar uma série de sistemas do Sirius. Elas vão guiar os ajustes necessários para que a luz síncrotron atinja a qualidade exigida, e assim sejam feitos experimentos científicos de altíssimo nível, muitos deles inéditos no mundo.</p>

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/bbc-sirius-20122019101800926?dimensions=780×340" title="Prédio semelhante a uma arena de futebol, orçado em R$ 1,8 bilhão, é a maior construção científica já feita no Brasil" alt="Prédio semelhante a uma arena de futebol, orçado em R$ 1,8 bilhão, é a maior construção científica já feita no Brasil" />
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<span class="legend_box ">Prédio semelhante a uma arena de futebol, orçado em R$ 1,8 bilhão, é a maior construção científica já feita no Brasil</span>
<span class="credit_box ">FELIX LIMA/BBC NEWS BRASIL</span>
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No entanto, o raio-x é apenas uma das faixas de luz que serão emitidas pelo Sirius, localizado em uma área rural de Campinas (a 93 km de São Paulo). Quando a estrutura estiver completamente pronta, ela terá a capacidade para abrigar até 40 saídas de linhas de luz. Cada uma delas com um feixe de radiação eletromagnética específico, como raio-x e ultravioleta.</p>
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Cada um possibilita o desenvolvimento de estudos em diferentes condições. A conclusão do projeto, incluindo 13 estações de pesquisa, é prevista para 2020. A expectativa é que ele se torne a maior e mais avançada fonte de luz síncrotron — um tipo de radiação eletromagnética de alto fluxo e alto brilho produzida quando partículas carregadas, aceleradas a velocidades próximas à velocidade da luz, têm sua trajetória desviada por campos magnéticos.</p>

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<div class="content">O que o Sirius é capaz de fazer?</div>
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O aparelho poderá analisar de maneira inédita a estrutura e o funcionamento de estruturas micro e nanoscópias, como nanopartículas, átomos, moléculas e vírus. É como se os pesquisadores pudessem tirar um raio-x em três dimensões, e em movimento, de materiais e partículas extremamente pequenas e densas, como pedaços de aço e rocha, e até de neurônios.</p>

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/bbc-sirius-20122019101800803" title="Imagem com detalhes de ventrículo de coração de camundongo feita a partir do Sirius
" alt="Imagem com detalhes de ventrículo de coração de camundongo feita a partir do Sirius
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<span class="legend_box ">Imagem com detalhes de ventrículo de coração de camundongo feita a partir do Sirius
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<span class="credit_box ">DIVULGAÇÃO/ CNPEM</span>
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Isso pode levar, por exemplo, à criação de uma bateria para celular que, quando carregada apenas uma vez, dure cinco anos.</p>
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O Sirius será o segundo acelerador de partículas de 4ª geração do mundo, mas será o mais moderno por diversos fatores, principalmente por emitir luz com o brilho mais intenso e capacidade superior de análise.</p>