Saldo do crédito bancário cresce 0,3% de janeiro a abril, para R$ 3,26 trilhões, revela Banco Central

Resultado parcial deste ano fica longe da projeção do BC de crescimento de 7,2% para todo ano de 2019. Essa estimativa poderá ser revisada em junho, no relatório de inflação. O volume total (estoque) do crédito bancário avançou 0,3% nos quatro primeiros meses deste ano, e atingiu R$ 3,26 trilhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira (29).
De acordo com a instituição, o estoque das operações com pessoas jurídicas subiu 2,9% de janeiro a abril, para R$ 1,84 trilhão, enquanto que o saldo de operações com as empresas recuou 2,8% neste período – para R$ 1,42 trilhão.
O resultado de janeiro a abril deste ano está distante da projeção de 7,2% de alta prevista pelo Banco Central para a expansão do crédito bancário em todo este ano.
O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, avaliou, porém, que, em 12 meses até abril, foi registrado um crescimento de 5,4%no crédito bancário, e disse esperar uma aceleração até o fim do ano.
“Se espera uma aceleração nos meses restantes do ano, de maio a dezembro, para que se mantenha a trajetória de crescimento desses saldos”, declarou.
O técnico do Banco Central lembrou, porém, que essa estimativa poderá ser revisada em junho, por meio do relatório trimestral de inflação.
“Quando o BC for divulgara as estatísticas em junho, vai ser feita avaliação da economia e o conjunto das projeções será atualizado. As expectativas de mercado [de alta do PIB] têm tido tendência declinante nas ultimas treze semanas”, acrescentou.
Crédito bancário em abril
Somente em abril, o estoque do crédito bancário ficou estável em R$ 3,26 trilhões, com alta de 0,8% no volume total de empréstimos para pessoas físicas e uma queda de 1,1% no crédito para as empresas.
Fernando Rocha, do BC, avaliou que as operações com as empresas foram impactadas por um fator “sazonal”, ou seja, característico dessa época do ano, de redução dos desconto de duplicatas e recebíveis de pessoas jurídicas.
“Há um crescimento dos saldos [de duplicadas e recebíveis] a cada fim de trimestre. São modalidades mais curtas e que têm pico a cada fim de trimestre”, declarou ele, observando que costuma haver uma recuperação nos meses subsequentes.
No caso dos empréstimos para pessoas físicas, o BC informou que destacaram-se, em abril, as operações de crédito pessoal consignado, financiamentos de veículos e cartão à vista.