Roman Polanski perde processo em que pedia retorno à instituição organizadora do Oscar


Cineasta foi expulso da Academia de Cinema dos EUA em 2018, ao lado de Bill Cosby. Ambos foram julgados culpados por estupro. Roman Polanski em foto de maio de 2017, no Festival de Cinema de Cannes
Valery Hache/AFP
Uma juíza negou nesta terça-feira (25) o pedido feito pelo cineasta Roman Polanski para ser aceito novamente como membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, de acordo com o site da revista “Variety”.
O diretor tinha entrado com um processo contra a instituição organizadora do Oscar em 2019, sob a alegação de que foi expulso sem aviso e sem um julgamento justo.
Polanski fugiu dos Estados Unidos em 1978, após se declarar culpado do estupro de uma garota de 13 anos, e permanece como foragido desde então.
A Academia o expulsou somente em 2018.
“A decisão do Conselho [da Academia] foi apoiada em evidências, não foi arbitrária ou excêntrica, e não foi um abuso de poder”, afirmou a juíza Mary Strobel.
O advogado de Polanski, Harland Braun, afirmou que não deve entrar com recurso. “Isso não significa nada para ele”, disse. “É apenas a ideia de que ele foi expulso sem um julgamento justo.”