Rodrigo Amarante lança em julho o segundo álbum solo, ‘Drama’


Veja a capa do disco em que o artista carioca apresenta onze músicas gravadas de 2018 a 2020 entre Los Angeles e Rio de Janeiro. ♪ Drama é o título do segundo álbum solo de Rodrigo Amarante, cantor, compositor e instrumentista carioca projetado nacionalmente em 1999 como integrante do quarteto Los Hermanos.
Sucessor do álbum Cavalo (2013) na discografia solo do artista, Drama chega ao mercado fonográfico em 16 de julho, via Polyvinyl Record, nos formatos de LP, CD, cassete e em edição digital.
Com 11 músicas de nomes concisos (Drama, Maré, Tango, Tara, Tanto, I can’t wait, Tão, Sky beneath, Eu com você, Um milhão e The end – pela ordem do disco), o álbum Drama vinha sendo idealizado desde 2017 e começou a ganhar forma no fim de 2018, em Los Angeles (EUA), em sessões de gravações feitas por Amarante com os músicos Andres Renterias (congas), Paul Taylor (bateria), Todd Dahlhoff (baixo) e o próprio Amarante na guitarra.
Destas sessões iniciais, resultaram quatro das onze faixas do disco. As gravações das músicas Tango (cuja letra versa sobre dança para falar de relacionamento amoroso), Tanto, Maré – música que inclui vocais de Moreno Veloso e está sendo apresentada nesta primeira semana de maio, como primeiro single e clipe do álbum Drama – e Tão (com letra inspirada pela ideologia de Alan Watts (1915 – 1973), filósofo que seguia linha oriental na interpretação da vida) apontaram os caminhos do disco.
Contudo, o processo de criação e composição se estenderia até 2020, ano em que a decretação de lockdown em Los Angeles (EUA) alterou algumas rotas traçadas por Amarante para o álbum mixado por Noah Georgeson.
Capa de ‘Drama’, segundo álbum solo de Rodrigo Amarante
Reprodução
Música que encerra o disco em gravação de voz e piano, The end entrou no álbum Drama em 2019, anos após Amarante ter começado a compor o tema. Sky beneath foi criada como canção folk mas ganhou cordas, afrobeats e latinidade no arranjo.
I can’t wait – música prevista para ser um dos próximos singles do álbum Drama – nasceu inspirada na obra do compositor e maestro britânico John Barry (1933 – 2011) enquanto Tara, faixa arranjada com cordas, ostenta saxofone soprado por David Ralicke com inspiração no fraseado do saxofonista norte-americano Stan Getz (1927 – 1991).
Com capa que expõe arte de Luisa Zimmer Ritter, o single Maré – com música de letra inspirada pelo provérbio espanhol “a maré leva o que a vazante traz” – dá a pista de álbum mais exteriorizado do que o antecessor Cavalo.
Capa do single ‘Maré’, de Rodrigo Amarante
Arte de Luisa Zimmer Ritter
Amarante tenta explicar o conceito do álbum Drama: “Eu comecei a escrever o álbum querendo focar no ritmo e na melodia, abandonar progressões de acordes mais ricos e ser mais direto por um tempo, mais modal que tonal, mais seco. Enquanto escrevia, percebi que havia um gatilho psicológico para mim naquela tentativa, uma sombra do menino de cabeça raspada que eu tive que ser, algo da ideia de que pra ser homem é preciso não fazer drama. Com isso, vi algo de rico, um coágulo de emoções guardado em mim querendo fazer manha. Eu então abracei as complicações que herdei e nomeei o disco aquilo que me foi dito que eu tinha que deixar de ser”, teoriza o artista.
Rodrigo Amarante alinha músicas como ‘Tara’, ‘Tango’ e ‘The end’ no repertório autoral do álbum ‘Drama’
Eliot Lee Hazel / Divulgação