Reino Unido antecipa proibição de carros a gasolina e diesel para 2030


Boris Johnson anunciou ‘revolução verde’ para zerar as emissões de carbono do país até 2050. Carro elétrico é carregado em rua de Londres. Governo britânico vai proibir a venda de novos carros a gasolina e diesel a partir de 2030
Kirsty Wigglesworth/AP
O Reino Unido vai proibir a venda de novos carros e vans movidos a gasolina e diesel a partir de 2030, cinco anos antes da promessa anterior, anunciou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
O premiê apresentou um plano de “revolução industrial verde” em que promete zerar as emissões de carbono do país até 2050 e “criar e sustentar” até 250 mil empregos em energia, transportes e tecnologia.
O plano de dez pontos do governo conservador também pretende desenvolver a energia eólica marinha, o hidrogênio para calefação e o carro elétrico, plantar milhares de hectares de árvores e transformar o país em líder mundial em captura e armazenamento de CO2.
A “agenda positiva” ocorre em meio à grave crise de Covid-19 pela qual o país passa (a mais mortal da Europa) e duras negociações comerciais do Brexit (nome dado à saída do Reino Unido da União Europeia).
O Reino Unido é o quinto país com mais mortes por Covid no mundo (52,8 mil), só atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, e o sétimo com maior número de casos.
“Agora é a hora de planejar uma recuperação verde com empregos de alta qualificação que deem às pessoas a satisfação de saber que estão ajudando a tornar o país mais limpo, mais verde e mais bonito”, disse Johnson em uma coluna publicada no jornal “Financial Times”.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, durante sessão no Parlamento
Parlamento britânico via Reuters
Em 2019, o Reino Unido se tornou o primeiro país do G7 a aprovar uma legislação com a meta de zerar as emissões até 2050, o que exigirá mudanças generalizadas na maneira como os britânicos viajam, consomem energia e se alimentam.
O plano deve custar US$ 16 bilhões ao governo (cerca de R$ 85 bilhões na cotação atual) e até o triplo disso do setor privado, segundo o premiê. Johnson.