‘Rehab’, ‘Ai se eu te pego’, ‘Despacito’, ‘Vai malandra’: 15 hits que marcaram os 15 anos de G1


G1, portal de notícias da Globo, completa uma década no ar neste sábado (18). VÍDEO resume quais foram as músicas que mais marcaram desde 2006, uma por ano. Veja 15 hits que marcaram os 15 anos do G1
No baile de 15 anos do G1, é impossível o DJ se apegar a só um tipo de som. No vídeo acima e na lista abaixo, veja os hits que mais marcaram cada ano desde 2006, de soul sofredor a sertanejo festivo.
Teve o drama da Amy Winehouse (“Rehab”) e o adeus da Vanessa da Mata com o Ben Harper (“Boa sorte/Good luck”). O sertanejo foi universitário (“Chora me liga”), pegador (“Ai se eu te pego”) e jurídico (“Liberdade provisória”). O funk e o k-pop explodiram…
O G1, portal de notícias da Globo, completa uma década no ar neste sábado (18). Para celebrar o aniversário, a editoria de Pop & Arte publica nesta semana vídeos e listas com as séries, músicas, filmes e novelas mais importantes desde 2006.
Não é eleição dos melhores nem playlist pessoal. São as músicas que mais marcaram cada ano, tocaram sem parar, e que hoje a gente pensa: esse foi o ano dessa música.
2006: “Rehab” – Amy Winehouse
Amy Winehouse no festival Glastonbury, na Inglaterra
Ben Stansall/AFP/Arquivo
Pouco mais de um mês depois de o G1 nascer, saiu a música que iria marcar o ano – e, sem exagero, a história do pop.
O site era novinho mas já estava esperto. Logo depois que saiu o disco com essa música, o clássico “Back to Black”, saiu uma crítica que terminava com um ótimo resumo: o álbum era um “exemplo bom de que o pop também pode vir acompanhado de sofisticação”.
2007 – “Umbrella” – Rihanna e Jay-Z
Rihanna em cena de ‘Umbrella’
Reprodução
No dia 10 de setembro de 2007, uma notícia do G1 sobre o VMA dizia que uma “novata de 19 anos, de Barbados, levou o troféu de “vídeo do ano”, derrotando gente como Kanye West, Amy Winehouse e Beyoncé”. Era, claro, a Rihanna.
“Umbrella” mostrou que Rihanna era uma artista ousada e acessível. Essa música foi tão hit que, em março de 2008, um show dela na Inglaterra rendeu um título marcante:“Fãs são proibidos de levar guarda-chuvas para o show de Rihanna”
2008 – “Boa sorte / Good luck” – Vanessa da Mata e Ben Harper
Vanessa da Mata em show no Rio
Tuiki / Divulgação
Em 2008 aconteceu um fenômeno hoje inexistente: uma artista da MPB no topo do ranking anual das rádios. Tudo bem que tinha um “feat gringo”, mas Vanessa da Mata era a estrela de “Boa sorte / Good Luck”, com Ben Harper.
Vanessa contou ao G1 na época como nasceu a música: “Eu cantei a música por telefoneao Ben Harper, que estava em Los Angeles, e ele adorou a canção a partir do momento em que soube do que se tratava a letra”
2009 – “Chora me liga” – João Bosco e Vinícius
João Bosco & Vinícius com o produtor Dudu Borges e o compositor Euler Coelho, o quarteto responsável por ‘Chora me liga’
Divulgação
Essa música mudou tudo no pop brasileiro e confirmou a força de um movimento que está no topo até hoje. Na época a gente chamava de sertanejo universitário. O sucesso que demarcou esse território de vez foi “Chora me liga”, de João Bosco e Vinícius.
Eles saíram do Mato Grosso do Sul e começaram a tocar em festas universitárias pelo Centro-Oeste. E tocavam um sertanejo mais despojado e mais pop. Essa vertente foi crescendo e esse hit mostrou que ela tinha dominado tudo.
2010 – “Bad Romance” – Lady Gaga
Lady Gaga ‘nasce’ de ovo para cantar ‘Bad romance’ no palco montado no Estádio do Morumbi
Marcelo de Almeida/Divulgação
No começo de 2010, o G1 publicou uma nota com um título que, na época, era muito provocativo: “Lady Gaga pode ser a próxima Madonna’, diz diretor de clipes”.
Hoje a gente sabe que a Lady Gaga ia continuar alegrando o mundo e devastando o Brasil. E, mais do que isso, ela fez uma geração inteira ficar muito mais afrontosa no jeito de se vestir e de conversar sobre sexo, cultura e música.
2011 – “Ai se eu te pego” – Michel Teló
Michel Teló no documentário ‘O fenômeno sertanejo’
Divulgação / Music Box Brasil
Se a semente sertaneja renovada já tinha crescido, em 2011 ela virou apoteose celetiva. Parece que nem cabia no Brasil, de tanto sucesso, e foi parar até na Europa.
O tal sertanejo universitário agora era mais chamado de sertanejo pegação. Ele nunca foi tão eufórico, tão urbano e tão central no pop brasileiro. Se fosse preciso escolher um hit que mais marcou e que foi mais importante nesses 15 anos de G1, seria “Ai se eu te pego”.
Ela resume muita coisa: nasceu na Bahia, nas dancinhas de Porto Seguro, foi adotada pelo forró e depois pescada pelo Michel Teló. Ele fez o tal “sertanejo pegação” virar a grande trilha de festa do Brasil naquele período.
2012 – “Gangnan style” – Psy
O rapper sul-coreano Psy se apresentou nesta sexta-feira (14) ao vivo no programa ‘Today’, na rede de TV norte-americana NBC
Reuters/Brendan McDermid
Essa é mais uma para a lista do “mal a gente sabia o que viria depois”. “Gangnan style”, do Psy, foi o primeiro clipe a chegar a 1 bilhão de views no YouTube. E era só o começo do domínio coreano.
Na época, todo mundo queria entender o Psy, e o G1 explicou como a música tinha uma crítica social por trás daquele refrão viciante. Mas o que ficou mesmo foram quatro letrinhas: k-pop. O Psy teve que andar de cavalinho pra que o BTS e o Blackpink pudessem voar.
2013 – “Royals” – Lorde
Lorde canta no Governors Ball Music Festival, em Nova York
Charles Sykes/Invision/AP
Em 2013, ela apareceu na nossa lista de cantores sub-18 anos que iam surpreender. E o pop eletrônico e minimalista de “Royals”, de fato, projetou a Lorde como estrela da música aos 16 anos.
Ela foi chamada de “o futuro da música” por David Bowie. De fato, ela influenciou muita coisa e tornou o pop mais intimista, eletrônico e minimalista – isso antes de ir para a praia e mudar tudo, já em 2021.
2014 – “Happy” – Pharrell Williams
Pharrell Williams canta no evento A Very Grammy Christmas, no Shrine Auditorium, em Los Angeles, em 28 de novembro de 2014
Frederick M. Brown/Getty Images/AFP
Do filme “Meu Malvado Favorito 2” direto para o topo das paradas, “Happy” foi indicada ao Oscar e tocou até não poder mais. É um pop soul sem mistério de refrão facílimo.
As coreografias e o clipe com as pessoas dançando, felizes, pelas ruas… tudo parecia um hit do TikTok antes de existir o TikTok.
2015 – “Uptown funk” – Mark Ronson e Bruno Mars
Mark Ronson (ao fundo, de camiseta branca e blazer cinza) e Bruno Mars (à frente, de blazer rosa) no clipe de ‘Uptown funk’
Divulgação
É a segunda vez que Mark Ronson aparece por aqui. Ele foi produtor de “Back to Black”, da Amy Winehouse. A parceria entre o DJ e produtor inglês com Bruno Mars virou hit atemporal.
O produtor diz que a energia estava lá em cima e manter o astral sempre foi um dos maiores objetivos deles.
2016 – “Infiel” – Marília Mendonça
Marília Mendonça volta aos palcos após licença-maternidade
Divulgação
A euforia dos anos anteriores dá lugar à sofrência que conquistou o Brasil. Foi com “Infiel” que a gente teve o prazer de conhecer a veia cantora da Marília Mendonça, na onda do “feminejo”.
Marília já era uma compositora importante nos bastidores do sertanejo, mas foi para frente dos palcos só em 2016. A história real da tia traída da Marília virou hino daquele ano. A música é uma bachata, ritmo latino derivado do bolero, que virou o queridinho do sertanejo dali pra frente.
2017 – “Despacito” – Luis Fonsi, Daddy Yankee e Justin Bieber
Fantástico conversa com Luis Fonsi, cantor do sucesso “Despacito”
Fantástico
É impossível você tenha passado por 2017 sem ter ouvido ouvir um reggaeton. Foi quando “Despacito” escancarou a porta do ritmo latino famoso entre os que falam espanhol desde os anos 80 para o mundo.
O G1 entrevistou o Luis Fonsi na 1ª vez que ele veio ao Brasil em 2018. O cantor porto-riquenho disse que amava o funk brasileiro e que a música rítmica e urbana era o futuro do pop.
2018 – “Vai Malandra” – Anitta , Mc Zaac, Maejor, Tropkillaz e Dj Yuri Martins
Annita na gravação do clipe da música ‘Vai malandra’
Divulgação
A música une funk, trap e pop, e o colunista Mauro Ferreira fez uma crítica logo depois do lançamento que tinha o título: “Com código de pop gringo, Anitta expõe o Brasil sem filtro de “Vai Malandra”.
O G1 foi ao estúdio do Tropkillaz e conversou com os DJs Zegon e André Laudz sobre esse hit. Eles mostraram como fizeram o meio-campo entre o pop da Anitta, o funk do MC Zaac e do DJ Yuri Martins e o rap de Maejor.
2019 – “Hoje Eu Vou Parar na Gaiola” – MC Livinho e Rennan da Penha
DJ Rennan da Penha
Divulgação
Rennan da Penha é o criador do “Baile da Gaiola”, evento que espalhou a batida mais acelerada do Rio, presente em quase todos os funks de sucesso do ano de 2019. “Hoje eu Vou Parar na Gaiola”, parceria do Rennan com o paulista Livinho, tocou demais.
Esse movimento é considerado uma reviravolta para o mercado do funk, especialmente o carioca, que tava em segundo plano com o sucesso da cena de SP.
2020 – “Liberdade Provisória” – Henrique e Juliano
Carinho entre Henrique & Juliano durante show no Rodeio de Jaguariúna
Júlio César Costa/G1
Mandados de prisão, operações policiais, contratos de união, divisão de bens, abandono de incapaz, legítima defesa: podia ser assunto de tribunal, mas são temas de vários sucessos sertanejos.
O “sertanejo jurídico” teve um hit supremo em 2020: “Liberdade provisória”, cantada por Henrique e Juliano.
O refrão compara as idas e vindas de um casal a um regime de liberdade provisória. O G1 descobriu a musa judicial de “Liberdade provisória”: a advogada Thays Brom, namorada do compositor Henrique Casttro.