Rapper Cesar MC agrega Djonga e Emicida em álbum em que apresenta a favela como um coliseu


♪ Em cena com mais visibilidade desde 2018, ano em que iniciou carreira solo após vencer algumas batalhas de rima, o rapper capixaba Cesar MC – nascido há 24 anos em Vitória (ES), capital do Espírito Santo – lança o primeiro álbum, Dai a Cesar o que é de Cesar, na quarta-feira, 8 de setembro.
Com título inspirado na sentença bíblica “Dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus”, o álbum traz a vivência do jovem rapper no Morro do Quadro, comunidade de Vitória (ES) em que César Resende Lemos foi criado e onde começou a se impor como MC nas batalhas de rimas.
Reconhecendo a ascensão e o talento do mano capixaba, o mineiro Djonga e o paulistano Emicida unem forças com Cesar MC no disco. Djonga figura em Neguin. Já Emicida se junta com Jaddy em Antes que a bala perdida me ache.
Antecedido pelo single que apresentou a faixa Eu precisava voltar com a folhinha, o álbum de Cesar MC tem com foco atual a música Dai a Cesar, composta a partir de versículos tirados do evangelho de Tiago para soar como grito de justiça social.
Ao longo do álbum, cujo repertório também inclui as músicas Boombap não morre e Pretinha, Cesar MC apresenta a favela como um “coliseu moderno”, comparando esses dois lugares como palcos de batalhas pela sobrevivência individual e coletiva.
Com oito faixas, o álbum Dai a Cesar o que é de Cesar fecha com a música Navega e chega ao mundo com a intenção de abrir mais caminhos para este MC que ganhou força na cena nacional de hip hop há dois anos com a edição de Canção infantil (2019).