Rafinha RSQ: o produtor que junta todo mundo no pop brasileiro, do funk ao pagodão


Podcast apresenta produtor por trás de hits que unem artistas de estilos diferentes: Anitta e Simone & Simaria, Marília Mendonça e Léo Santana, Aviões do Forró e Turma do Pagode… Rafinha RSQ no estúdio e nos palcos com (da esquerda, acima, no sentido horário): Kevin o Chris, Léo Santana, Luisa Sonza, o falecido Gabriel Diniz, Anitta e Ferrugem
Reprodução / Instagram do produtor
O nome Rafinha RSQ não é conhecido pelo grande público no Brasil. Mas, nos últimos anos, é difícil ter rolado uma festa no Brasil sem músicas escritas ou produzidas por ele, seja baile funk, micareta, forró, trio elétrico, pagode…
Quanto tinha 12 anos, Rafael Silva De Queiroz ganhou seus primeiros cachês tocando percussão em uma banda de axé e pagodão em Campos dos Goytacases (RJ). Aos 13, se mudou para Salvador para tocar no grupo LevaNóiz, e aos 16 entrou para o Parangolé, no auge do fenômeno “Rebolation”.
Aos 20 anos, ele começou a compor para artistas baianos. Aos 23, já tinha emplacado o hit do Carnaval de Salvador de 2017 (“Santinha”, de Léo Santana). No mesmo ano, escreveu “Loka” – até hoje a música mais ouvida no YouTube de Anitta e de Simone & Simaria, parceiras na faixa.
Hoje, aos 28 anos, Rafinha RSQ é especialista em misturar ritmos populares do Brasil, com hits por todo lado: sertanejo com pagodão, funk com arrocha, forró com pagode…
Ele costuma postar no Instagram vídeos com testes e demonstrações do “processo crazy” de criação.
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Além de “Santinha” e “Loka”, seu currículo tem “Apaixonadinha” (Marília Mendonça e Léo Santana), “Ô bebê” (Kevinho e Kekel), “Faz o X” (Xand Avião), “Te amei com classe” (Matheus & Kauan), “Tá tum tum” (Kevinho e Simone & Simaria), “Puxa, agarra e beija” (Turma do Pagode e Aviões do Forró).
A fusão mais recente é de sertanejo romântico com bregadeira e toques de arrocha, bachata e pagodão no hit “Só tem eu”, de Zé Felipe.
Ouça abaixo, no podcast G1 Ouviu, a história do sucesso “desobediente” do filho de Leonardo:
Rafinha vê potencial no “sertanejo de paredão” de “Só tem eu”: “Ela conversa muito com o povo. E o povo periférico, especificamente onde tem muito paredão, muitas festas da periferia, é um povo que escuta muito arrocha e brega”, ele diz.
“Ela entra em lugares que o sertanejo não está tão inserido, porque conversa muito com o brega, conversa muito com o povo”, diz.
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O músico saiu da estrada há três anos, e hoje só sobe no palco para comandar a direção musical de DVDs, ou para tocar percussão em apresentações especiais, como de Anitta no Rock in Rio.
Mas a base de trabalho é o estúdio Sala 3, em Salvador, por onde passaram recentemente Ferrugem, Kevin o Chris, Luisa Sonza, Kevinho…
Gabriel Diniz gravou “No aquecimento”, composição de Rafinha, em 2018, mesmo ano de “Jenifer”, e trabalhava com o produtor em uma faixa que seria lançada uma semana após o acidente de avião que o matou em maio de 2019.
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Rafinha diz que o elemento que usa para unir os ritmos diferentes é o “pensamento percussivo”.
“Eu não aplico percussão agressiva nas coisas. Só que o meu pensamento é percussivo. Então acaba que fica muito balançado, muito dançante. O que eu faço é aplicar o meu sentimento percussivo na harmonia.”
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Rafinha RSQ explica o tal “pensamento percussivo” com o exemplo do hit mais recente, “Só tem eu”:
“Todo mundo imaginava essa música muito mais romântica do que dançante. Só que eu faço romântico dançante. Aí a pessoa canta o romance alegre. A Virgínia (noiva de Zé Felipe e influenciadora) posta os vídeos sempre dançando”.
Leia mais: Zé Felipe: como filho de Leonardo caiu na bregadeira e emplacou hit com ajuda da noiva Virgínia
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