Quantidade de plástico no Atlântico Norte aumentou dez vezes desde o ano 2000


Foto da série do mexicano Alejandro Durán, chamada “Washed up”, que se concentra no problema da contaminação dos oceanos com plástico. Na imagem acima, garrafas de plástico que atravessaram o mar até chegar a Sian Ka’an.
Causa e Efeito/Alejandro Durán
A quantidade de plástico acumulado no Oceano Atlântico Norte e nos mares adjacentes se multiplicou por dez desde o ano 2000, segundo estudo publicado nesta terça-feira (16) pela revista “Nature”.
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A pesquisa, liderada pela bioquímica marítima Clare Ostle, da Marine Biological Association, do Reino Unido, conseguiu dados sobre o acúmulo do material utilizando os registros de emaranhados de objetos fabricados com plástico em um instrumento de amostragem marinha chamado de coletor contínuo de plâncton (CPR, em inglês).
59 anos em dados
Ostle coletou informações referentes a 1957 até 2016, o que torna o estudo um dos primeiros a acompanhar a quantidade de plástico no oceano. A utilização do material cresceu de forma exponencial desde a década de 1950.
O CPR foi rebocado por mais de 6,5 milhões de milhas náuticas (12 milhões de quilômetros) no oceano Atlântico Norte e em águas adjacentes. Usando os registros de quando os plásticos se emaranharam nesse instrumento, Ostle e os seus companheiros puderam documentar as mudanças na quantidade de produtos acumulados em 59 anos.
A partir disso, concluíram que o acúmulo de plástico no oceano aberto aumentou dez vezes de 2000 em diante. Também descobriram que os emaranhados de plástico relacionados com a pesca, como as redes, contribuíram de forma mais significativa ao aumento observado nas últimas duas décadas.
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