Profissionais da educação de Fortaleza serão todos imunizados contra Covid até o fim de agosto, diz prefeito


Aulas presenciais híbridas na rede municipal começam a partir do dia 8 de setembro, segundo Sarto. Meta para vacinação de professores em Fortaleza não foi atingida ainda nem na aplicação da dose 1.
Fabiane de Paula/SVM
Todos os profissionais da educação de Fortaleza devem ser imunizados contra a Covid-19 até o fim do mês de agosto, para o retorno das aulas presenciais em formato híbrido na capital a partir do dia 8 de setembro, conforme informado pelo prefeito Sarto Nogueira, na manhã desta segunda-feira (26).
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“Previsão nossa é que em agosto conclua o ciclo vacinal de toda a rede, haja vista que começou no dia 29 de maio”, disse Sarto durante transmissão nas redes sociais sobre o retorno das aulas.
Apenas 0,3% dos trabalhadores da educação básica e superior receberam as duas doses (ou dose única) das vacinas contra a Covid-19 na capital. Os dados são do Vacinômetro, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), cuja última atuação ocorreu às 17h de quarta-feira (21).
Os dados do Vacinômetro são fornecidos pelas próprias secretarias municipais da saúde e repassados diariamente à Sesa. Os registros são dados agregados e coletados pela Secretaria estadual por meio de formulário eletrônico próprio. Eles se referem a números de dois dias antes.
O início das aulas vai acontecer de forma remota para ter um período de sensibilização e capacitação em relação a novos protocolos sanitários. Conforme o prefeito, será feita a busca ativa de alunos que não comparecerem às aulas na capital.
Vacinação dos profissionais da educação
O assunto do entrou novamente em debate com a proximidade do retorno do semestre letivo, marcado em muitos estados para o mês de agosto, e após o pronunciamento, nesta terça-feira (20), do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, que defendeu a retomada das aulas presenciais em todo o país.
Em decorrência da pandemia, a volta às aulas presenciais em Fortaleza ocorrerá com restrições de 50% da capacidade das turmas e oferecimento do ensino híbrido ou remoto para que pais e responsáveis possam escolher entre os dois, segundo o decreto vigente na capital.
A baixa aplicação do reforço da vacina em professores e demais profissionais da educação na capital cearense ocorre a menos de duas semanas do início do segundo semestre do ano letivo.
A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) estima que as aulas híbridas de instituições públicas do estaduais devem ser retomadas em agosto; já a Secretaria Municipal da Educação (SME) de Fortaleza prevê que a educação infantil e o ensino fundamental públicos devem retomar atividades presenciais em setembro.
O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE) já confirmou o retorno das aulas em formato híbrido para o mês de agosto.
Meta para 1ª dose não foi atingida
A cidade começou a vacinação dos trabalhadores da educação em maio, com imunizantes que estabelecem até 90 dias para a aplicação da segunda dose para garantir a imunização contra o novo coronavírus. Contudo, nem a meta considerada para a primeira dose neste público foi atingida.
Professores e demais trabalhadores da educação são vacinados desde maio em Fortaleza.
Helene Santos/Governo do Ceará
Conforme o Vacinômetro, a meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é vacinar 60.437 trabalhadores da educação. Até segunda, haviam recebido os imunizantes 51.551 profissionais, cerca de 85% do total.
Quando se observa a imunização completa — que compreende os profissionais que já receberam as duas doses das vacinas ou a dose única da Janssen —, apenas 196 pessoas estão nessa situação. Conforme a SMS, os profissionais que já foram vacinados com a dose dois completaram o período para aplicação do reforço. Segundo a pasta, em Fortaleza, nenhum grupo teve sua vacinação adiantada.
Sindicato cobra antecipação da 2ª dose
Para o presidente do Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, há uma discussão entre as entidades de classe e a Secretaria da Educação do Ceará para o retorno híbrido das atividades. Um dos cernes principais do debate é a antecipação da segunda dose dos trabalhadores da área.
“Vamos cobrar dos governos que antecipem a segunda vacinação de todos os profissionais da educação, que possamos avançar nessa etapa, [além da] garantia dos materiais de proteção individual, a testagem e que o retorno ao segundo semestre possa ser feito na ótica da transição do ensino virtual, dentro do ensino híbrido”, disse Anízio.
Segundo ele, ainda será necessária a participação da comunidade escolar e a autonomia das escolas. “As comunidades escolares vão verificar a situação pandêmica, de estrutura dos prédios e a vontade de estudantes e professores, já que, para nós, é preciso garantir a facultatividade”, ressaltou.
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