Professores comentam questões de linguagens e ciências humanas do Enem 2021


Neste domingo (21) foi aplicado as provas de linguagens, ciências humanas e redação. Enem 2021
Érico Andrade/g1
O g1 ouviu os professores do Equação Certa, que comentaram as questões do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Neste domingo (21) foi aplicado as provas de linguagens, ciências humanas e redação.
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Português
O professor de linguagens Hélcio Aguiar afirmou que das 45 questões, muitas abordaram a conscientização e mudança de comportamento. Além disso ele destacou que em edições anteriores tinham textos com dois parágrafos, mas na prova de hoje chegou a quatro parágrafos, o que exigiu mais dos candidatos.
“Achei a prova equilibrada e compatível com o que vem sendo trabalhado. Senti falta de tirinhas clássicas, como a da Mafalda. Não sei se foi proposital, mas estávamos acostumados a trabalhar com tal gênero. Teve os autores esperados, como Manoel de Barros, Chico Buarque, então em resumo geral, foi uma prova bem elaborada”, destacou.
Ele pontuou que o uso de textos de domínio jornalístico foi um ponto positivo para a prova. Com textos que precisam de mais interpretação, o professor afirmou que é importante identificar o que realmente a questão quer.
“Ao fazer a prova os alunos precisam saber o objetivo do texto. Todo texto atende a uma necessidade socioeducativa. Então se tenho 45 questões, são 45 gêneros e objetivos”, afirmou.
Literatura
Para o professor de literatura Rômulo Arantes, a prova exigiu bastante leitura e interpretação por parte dos candidatos.
“Houve um predomínio de itens sobre gêneros textuais, muitos itens voltados de caráter argumentativo e também muitos itens que exigiam conhecimento específico de literatura, com autores importantes, como um texto de Guimarães Rosa e uma opção voltada para uma produção dele, dois textos de Machado de Assis, e tinham questões com imagens artísticas que eram na verdade de análise textual, então a prova foi bem feita”, afirmou o professor.
Rômulo Arantes explicou que a prova estava mais contextualizada e precisava de uma boa análise dos alunos. Muitas questões eram voltadas para autores específicos, mas temas relevantes como racismo e machismo foram comentados.
O professor destacou a forma interessante como alguns assuntos polêmicos foram retratados.
“Tem um item constituído a partir do Alienista, novela de Machado de Assis, que fala sobre loucura, mas principalmente sobre a postura arrogante, prepotente do psiquiatra, que se diz responsável por encontrar a cura da loucura, e que acaba ele enlouquecendo. Esse texto foi cobrado de uma maneira curiosa na prova, em um trecho que falava do homem da matraca que é um era responsável por divulgar fake news. Isso foi uma coisa estupenda, pois era mais fácil pegar um texto pós moderno e atual, mas eles resgataram”, pontuou.
Língua estrangeira – inglês
Segundo a avaliação dos professores Marcos Barros e Bruno Felipe, a prova de inglês do Enem deste ano foi tranquila. As questões possuíam caráter interpretativo, como de praxe, e palavras de fácil compreensão.
“Não teve pegadinhas. Os conteúdos cobrados foram baseados em interpretação textual. Os textos eram variados, tivemos uma tirinha, uma charge e nos demais, textos longos, mas com um vocabulário fácil”, disse o professor Marcos Barros.
De acordo com o professor Bruno Felipe, houveram duas questões de nível 2 e as demais de nível 1.
“Foram questões que abordaram temas sociais como racismo, cultura e costumes. Também houve a abordagem de filmes”, mencionou o docente.
História
Para o professor Ismar Tavares, das 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias, 10 questões cobraram assuntos sobre história do Brasil, quatro cobraram história geral e outras seis envolveram o tema cultura, que também perpassaram pelas disciplinas de sociologia e filosofia.
“A prova do Enem me surpreendeu pela quantidade de questões sobre história do Brasil. Ano passado foram poucas questões. Neste ano, foram cobrados assuntos relacionados às questões indígena e africana. Mas, sentimos falta de questões sobre história geral – primeira e segunda guerra mundial, nazifascismo”, disse o docente.
Geografia
De acordo com o professor de geografia Igo Tiago, das 45 questões das Ciências Humanas e suas Tecnologias, 16 cobravam conhecimentos geográficos.
“Houve muitas questões de industrialização, sobre o setor secundário e terciário, espaço urbano, questões ambientais. Foi cobrado um assunto muito importante que é sobre os refugiados. Porém, sentimentos falta da geografia física, que foi bastante cobrada no ano passado”, disse o professor Igo Tiago.
Segundo o professor Mário Jorge, os níveis de questões foram bem distribuídos.
“A prova de geografia no Enem foi excelente. Dessas 16 questões, algumas foram mais simples e outras de nível mais alto. Então, em relação aos níveis de questão, foi bem distribuído”, comentou o professor.
Filosofia e Sociologia
Para a professora de filosofia Rubia Gomes, a prova do Enem não trouxe nenhuma surpresa.
“Foram temáticas trabalhadas em sala de aula, como o movimento social, a questão do indígena, os filósofos René Descartes e Friedrich Nietzsche, além do clássico da filosofia que é o Sócrates. A organização do Enem trabalhou um lugar comum, clássicos, uma prova conteudista”, disse.
O professor de sociologia e filosofia Stanley Costa avaliou como uma prova boa, que contemplou a filosofia e sociologia.
“Muitas questões relativas a relação indígena, filósofos que vinham caindo em anos anteriores. Foi uma prova muito bem trabalhada, com questões diretas”, destacou.
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