Professora da Unicamp com suspeita de coronavírus está em isolamento em casa: ‘Eu trabalhei, dei aula’


Cassiana Montagner é docente do Instituto de Química, em Campinas. Ela viajou para países da Europa, como França e Holanda e está em isolamento domiciliar. Veja o depoimento da professora da Unicamp que está em isolamento domiciliar
A professora da Unicamp Cassiana Montagner está na lista de casos suspeitos de novo coronavírus na universidade de Campinas (SP). Ela atua no Instituto de Química (IQ) e está em isolamento domiciliar após ter sintomas da doença. A docente viajou para países da Europa, como França e Holanda, e confirmou em entrevista nesta terça-feira (17) que deu aula antes de procurar atendimento médico.
“Comecei a ter cansaço, basicamente dor de cabeça. Num primeiro momento, eu não cheguei a atribuir isso ao coronavírus. […] Eu trabalhei, dei aula, trabalhei durante o dia, e à noite me senti na obrigação de procurar o hospital, porque daí poderia ser alguma coisa associada”, conta a professora.
Campinas tem, segundo balanço mais recente divulgado nesta segunda (16), duas pessoas confirmadas com coronavírus, 83 casos suspeitos e 36 descartados. A Unicamp informou que acompanha 17 casos suspeitos, sendo 12 no Hospital de Clínicas (HC) e 5 no Centro de Saúde da Comunidade, dentro da universidade.
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A viagem de Cassiana foi durante o carnaval. Ela visitou o namorado e voltou ao Brasil em seguida. Os sintomas começaram a aparecer uma semana depois.
“Num primeiro momento eu não cheguei a atribuir isso ao coronavírus, muito embora na Europa a gente também tivesse ouvido falar, já estava numa fase um pouco mais adiantada do que a nossa aqui no Brasil”.
Professora da Unicamp, em Campinas, Cassiana Montagner está em isolamento domiciliar com suspeita de coronavírus.
Reprodução/EPTV
Após passar por atendimento hospitalar, a professora recebeu a orientação de ficar em isolamento domiciliar por sete dias ou até receber o resultado do exame, enviado ao Instituto Adolfo Lutz. A previsão, segundo ela, é que o diagnóstico seja conhecido nesta terça.
“Permaneço com esse estado de alerta e quarentena para todos os que estão ao meu redor. A pessoa que trabalha aqui em casa não vem mais essa semana, as minhas filhas não vieram, meus amigos não vieram. A gente tinha alguns compromissos, acabei cancelando”.
“Acho que o mais complicado de lidar nesse momento é com essa incerteza, principalmente a questão do risco e da exposição, do relacionamento com as pessoas mais idosas. […] Cada um deve pensar nesse coletivo e repensar os compromissos. O estilo de vida desse momento a favor do coletivo”, completa a docente da Unicamp.
Quando procurar atendimento?
A prefeitura de Campinas orienta que as pessoas só procurem atendimento em unidades de saúde em casos mais graves, quando há uma crise respiratória.
Em caso de sintomas mais leves, a população deve tomar os cuidados em casa enquanto restabelece a saúde, e pode tirar dúvidas pelo telefone 160.
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Arte/G1
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