Procon-RJ recebe 500 queixas sobre mensalidades de universidades

Segundo estudantes, mesmo sem aulas presenciais, instituições não reduziram valor dos cursos. Órgão deu prazo de cinco dias para apresentação de planilhas de custos. Procon-RJ cobra planilha de custos das universidades particulares
Sob a alegação de que as aulas presenciais foram suspensas por causa da pandemia de coronavírus, estudantes universitários resolveram pedir a redução ou até mesmo a suspensão das mensalidades nesse período. Cerca de 500 pessoas já procuraram o Procon-RJ.
Os universitários reclamam principalmente da Veiga de Almeida, da Unigranrio e da Estácio de Sá, que seguem cobrando mensalidades sem redução.
O Procon-RJ instaurou ato de investigação preliminar e notificou as principais instituições no estado para que apresentem no prazo de cinco dias úteis as planilhas de custos detalhadas, como explica o chefe de gabinete Francisco Saint Clair Neto.
“Se for verificado que houve uma redução de custos, o Procon-RJ vai solicitar essa redução. É preciso que haja boa-fé e bom senso na negociação. Mas que o aluno não tome nenhuma medida unilateral nesse momento para a suspensão do pagamento de suas mensalidades”, disse Saint Clair Neto.
O que dizem as universidades
A Veiga de Almeida afirmou que vai colaborar com o Procon-RJ e que disponibilizou plataformas de aulas para os estudantes.
A Estácio de Sá informou que desde a primeira semana disponibilizou plataformas com aulas ao vivo. E que vai colaborar com o Procon-RJ.
A Unigranrio enviou nota dizendo que não ia se posicionar sobre o assunto.