Preços do petróleo têm maior alta trimestral desde 2009 com cortes da Opep e sanções


O valor do Brent, referência internacional, subiu 27% nos primeiros três meses do ano; já o petróleo dos EUA avançou 32% no período. Os preços do petróleo subiram cerca de 1% nesta sexta-feira (29), marcando seu maior avanço trimestral em uma década, conforme sanções dos Estados Unidos sobre Irã e Venezuela, bem como cortes de produção liderados pela Opep, se sobrepuseram às preocupações sobre uma desaceleração econômica global.
O contrato maio do petróleo Brent, que expirou nesta sexta-feira, subiu US$ 0,57, ou 0,84%, fechando a US$ 68,39 o barril, com avanço de 27% no primeiro trimestre. O contrato junho, o mais ativo, fechou em alta de US$ 0,48, a US$ 67,58 o barril.
Os futuros do petróleo dos EUA subiram US$ 0,84, ou 1,42%, para US$ 60,14 o barril, marcando um avanço de 32% no período de janeiro a março.
Foi a maior alta trimestral para os dois contratos de referência desde o segundo trimestre de 2009, quando ambos ganharam 40%.
Motivos da alta
Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela.
Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo
As sanções dos EUA ao Irã e à Venezuela impulsionaram os preços do petróleo neste ano.
Outro fator para o aumento dos preços neste ano tem sido um acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, como a Rússia, para corte de produção em cerca de 1,2 milhão de barris por dia, que começou oficialmente em janeiro.
O grupo de produtores deve se reunir em junho, mas alguns problemas já começam a emergir. A Arábia Saudita, líder da Opep, luta para convencer a Rússia a se manter por mais tempo no pacto, e Moscou pode concordar com uma prorrogação por apenas três meses, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
O mercado também tem sido apoiado por um crescimento mais lento na produção dos Estados Unidos, onde a oferta está estável desde meados de fevereiro.
Por outro lado, os futuros do petróleo têm sido pressionados por preocupações de que uma economia global em desaceleração possa impactar a demanda por energia.