‘Pandemia aumentou a ansiedade’, diz candidata da Fuvest em Ribeirão Preto, SP


Isabela Prini Gonçalves, de 18 anos, busca uma vaga no curso de engenharia mecatrônica da USP e faz prova do vestibular neste domingo (10). Para jovens, aulas on-line tiraram o foco dos alunos. A estudante Isabela Prini Gonçalves, de Mococa (SP), quer cursar engenharia mecatrônica na USP de São Carlos, SP
Pedro Martins/G1
Aos 18 anos, a estudante Isabela Prini Gonçalves, de Mococa (SP), vive a expectativa da prova da Fuvest, que será aplicada neste domingo (10). Em Ribeirão Preto (SP), onde fará o exame, a jovem diz que a pandemia da Covid-19 ajudou a aumentar a ansiedade, natural entre os candidatos.
“Acho que eu estou mais insegura. A pandemia prejudicou e aumentou um pouco essa insegurança, ansiedade e incerteza”, diz.
Isabela busca uma vaga no curso de engenharia mecatrônica, no campus da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP). Desde março de 2020, a estudante acompanhou as aulas do cursinho por uma plataforma virtual.
“Foi bem difícil, porque tirou bastante o foco. As aulas foram pelo Teams, ao vivo, todo dia. E as aulas ficavam gravadas também, então, isso ajudou bastante, que aí você conseguia rever. No final, eu dei um gás e vamos ver.”
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Para evitar imprevistos, a jovem chegou à faculdade Anhanguera, local de prova dela, no bairro Campos Elíseos, por volta das 10h. Os portões serão abertos às 12h.
A estudante Isabela Prini Gonçalves, de Mococa (SP), recebe apoio dos pais antes da prova da Fuvest em Ribeirão Preto, SP
Pedro Martins/G1
Esta é a primeira vez que Isabela encara um vestibular. Em 2019, a estudante chegou a fazer o Enem, como treineira, para começar a se preparar para os testes de longa duração.
Sabendo das dificuldades enfrentadas pelos estudantes nesta etapa, a mãe de Isabela, a professora Mônica Casteli Prini, diz que apoio e compreensão da família são essenciais para dar mais confiança aos jovens.
“A gente incentiva, a gente tenta proporcionar todos os acessos possíveis para que ela tenha esse estudo. A gente sempre procurou uma escola boa, cursos on-line, só que a gente sempre deixa claro que tudo tem seu tempo e que ela tem que seguir a rotina e o ritmo dela, não ficar se comparando com outras pessoas. É o esforço que ela vai colher no futuro, seja agora ou depois”, afirma.
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