Após adiamento, MEC abre período de inscrições para o Sisu do 2º semestre de 2020 e divulga vagas do Prouni


O estudante interessado em concorrer pelo Sisu a uma vaga nas universidades federais têm até sexta para se candidatar. Universidade graduação ensino superior formatura
Good Free Photos/Unsplash
O Ministério da Educação (MEC) abre nesta terça-feira (7) o período de inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O estudante interessado em concorrer a uma vaga nas universidades federais têm até sexta (10), às 23h59, para se candidatar.
O Sisu reúne milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. A seleção é feita online, por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de anos anteriores – para isso, é preciso não ter tirado zero na prova de redação.
O cronograma inicial, divulgado pelo governo em maio, apontava que as inscrições começariam em 16 de junho. Mas, até aquela data, o edital sequer havia sido publicado. Estudantes foram às redes sociais cobrar um posicionamento do governo, que divulgou novas datas. O edital foi publicado no “Diário Oficial da União” no dia seguinte, com os prazos.
Cronograma do Sisu 2º semestre de 2020
Abertura das inscrições: 7 de julho
Encerramento das inscrições: 10 de julho (até 23h59)
Divulgação dos resultados: 14 de julho
Abertura das matrículas: 16 de julho
Encerramento das matrículas: 21 de julho
Período de manifestação para lista de espera: de 14 a 21 de julho (até 23h59)
Prouni abre consulta de vagas
Nesta terça, o MEC divulga as vagas do Programa Universidade Para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais em universidades privadas em cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica.
Editais do Prouni e Fies do segundo semestre de 2020 são publicados após adiamento; veja datas
O edital do Prouni também teve as datas alteradas (veja cronograma abaixo). O programa tem dois critérios de avaliação: o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a avaliação da renda familiar.
Cronograma do Prouni do 2° semestre de 2020
Previsão de divulgação das vagas: 7 de julho
Abertura das inscrições: 14 de julho
Encerramento das inscrições: 17 de julho (até 23h59)
Primeira chamada: 21 de julho
Segunda chamada: 4 de agosto
Lista de espera: 24 de agosto
Fies abre inscrições em 21 de julho
O Programa de Financiamento Estudantil (Fies) também teve o cronograma alterado – a abertura de inscrições será em 21 de julho.
O Fies oferece financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas e, atualmente, possui duas categorias: a primeira, oferece vagas com juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos. Já a segunda, chamada P-Fies, é direcionada para os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.
Cronograma do Fies do 2° semestre de 2020
Início das inscrições: 21 de junho
Fim das inscrições: 24 de julho (até 23h59)
Resultado: 28 de julho
Contratação de financiamento: de 28 a 30 de julho (até 23h59)
Pré-seleção da lista de espera: de 28 a 31 de julho (até 23h59)
7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies

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A cada quatro candidatos ao Enem 2019, três declararam não ter acesso à internet, apontam dados do Inep


5.095.270 estudantes se inscreveram para a edição do ano passado; 3.954.805 (77,6%) disseram não ter acesso à rede e 2.345.467 (46%) afirmaram não ter computador. Provas do segundo dia do Enem 2019
Ana Carolina Moreno/G1
Entre os mais de cinco milhões de inscritos na edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cerca de 3.954.805 – ou 77,6% – disseram não ter acesso à internet, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Na pandemia, alunos de baixa renda desistem do Enem e abandonam cursinhos populares
Acesso ao ensino remoto: monitoramento mostra ‘apagão’ do ensino público na pandemia
Além disso, quase a metade dos candidatos afirmou não ter computador em casa. Responderam que não tinham o aparelho eletrônico, 2.345.467 pessoas, o equivalente a 46% dos inscritos.
No momento da inscrição, os participantes recebem um formulário que deve ser preenchido com seus dados socioeconômicos. As informações são compiladas pelo Inep e divulgadas posteriormente. Os números do ano passado foram publicados em 26 de junho.
Com a suspensão das atividades presenciais e a adoção de aulas remotas por conta da pandemia de coronavírus, milhares de candidatos ao Enem 2020 poderão ter dificuldades para acompanhar as aulas remotas, se a tendência da edição anterior se repetir entre os inscritos deste ano.
Falta de acesso
Segundo o levantamento do Inep, quatro em dez concorrentes disseram ter apenas um computador em casa, foram 2.202.984 candidatos (43%). O acesso foi maior em celulares, e apenas 2% dos candidatos disseram não ter o aparelho.
Ao menos 1.085.417 (21%) dos participantes assinalou ter apenas um dispositivo em casa. Enquanto que 1.595.029 (31%), disse ter dois celulares, 1.386.256 (27%) três e 919.229 (18%) quatro ou mais.
Em alguns estados, o programa escolar passou a ser emitido pela TV em canais educativos. Dos candidatos de 2019, apenas 5% disseram não ter o eletrodoméstico. Entretanto, a maior parte dos candidatos (69%) afirmou ter apenas uma.
Estudantes de baixa renda
O G1 mostrou na segunda-feira (6) que alunos de baixa renda desistiram de tentar a prova e abandonaram cursinhos populares durante a pandemia. Entre os motivos que levaram os jovens a desistir dos estudos para o Enem, estão:
falta de computadores e de acesso à internet;
ausência de um ambiente adequado para o estudo, em casa;
problemas financeiros, que os fazem trabalhar mais, para ajudar a família;
instabilidade emocional.
Na edição passada do Enem, quase 60% dos inscritos (2.980.446) pediu a isenção dos valores pagos para a inscrição da prova. Para ter acesso a este direito, o candidato se declara em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou membro de família com renda inferior a um salário mínimo.
A maior parte (1.244.925) deles está concentrada na região Nordeste do Brasil, são cerca de 41% estudantes. A região Sudeste fica em segundo lugar nesta classificação com 901.495 concorrentes, ou 30%. Em seguida vem o Norte (406.827), o Sul (225.458) e o Centro Oeste (201741).
Monitoramento dos estados
Após pouco mais 100 dias de suspensão das aulas presenciais pelo país para conter a pandemia do coronavírus, um levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de educação aponta que 15 dos 25 estados que implantaram atividades à distância monitoram a adesão dos estudantes ao ensino remoto.
Os índices mostram também que as aulas on-line não são acompanhadas por todos os alunos.
Isso significa que, apesar dos esforços das redes, parte dos estudantes pode não ter acesso à educação na pandemia. As razões são várias – e incluem falta de estrutura em casa, de computadores ou de conexão.
A alternativa para os alunos é recorrer às atividades impressas ou à transmissão por outras mídias, como TV aberta ou via rádio. Nesses casos, também é difícil mensurar quantos estudantes estão efetivamente assistindo ao conteúdo.

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