Dois raros lêmures-vermelhos nascem no zoológico de Singapura


É a primeira vez em dez anos que um primata, típico de Madagascar, procriou sob os cuidados da instituição; lêmures se acasalam apenas uma vez por ano. Um dos gêmeos de lêmure é clicado com sua mãe, Minnie, em um recinto no Zoológico de Singapura
Divulgação/Wildlife Reserves Singapore/AFP
Dois filhotes de lêmures-vermelhos são os novos moradores do zoológico de Singapura. Nesta quinta-feira (16), anunciou o nascimento desses raros primatas. A espécie Varecia rubra está ameaçada de extinção.
É a primeira vez em dez anos que um espécime deste primata, típico de Madagascar, procriou sob os cuidados da instituição, informaram as autoridades de manutenção da Fauna e Flora de Singapura. Os bebês nasceram no início do ano, mas somente agora foram apresentados ao público.
Lêmures, símbolo de Madagascar, correm risco de extinção
Zoológico de San Diego apresenta filhote raro de lêmure
De acordo com a instituição, a chegada dos gêmeos, que ainda não foram batizados, significa algo “muito especial” porque os primatas se acasalam apenas uma vez por ano.
Filhotes de lêmure gêmeos nasceram no zoológico de Singapura
Divulgação/Wildlife Reserves Singapore/AFP
O último primata desta espécie a nascer no zoológico de Singapura foi Bosco, o pai dos gêmeos, há 11 anos. A mãe, Minnie, de oito anos, veio para Singapura de um zoológico japonês, em 2016.
Embora os gêmeos tenham nascido no início deste ano, eles apenas se tornaram uma atração recentemente, já que o zoológico ficou fechado por meses por causa da pandemia do novo coronavírus.
Os lêmures avermelhados são classificados como ameaçados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) por causa da exploração da madeira e da caça.
Segundo a entidade, das 107 espécies de lêmures sobreviventes em Madagascar, 103 correm risco de extinção. Do total, 33 delas estão em “perigo crítico”, a pior categoria antes da extinção.

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Cientistas desvendam mistérios dos peixes ‘ultra-pretos’ que nadam nas escuras profundezas dos oceanos


A pele desses peixes está entre os materiais mais escuros conhecidos e serve para camuflá-los bem onde a luz quase não entra. Dragão preto do pacífico, um dos peixes ‘ultra-pretos’ que tiveram a pele estudada em pesquisa nos EUA
Karen Osborn/Smithsonian/Handout via REUTERS
Para peixes que habitam a imensa escuridão do mar profundo, ser “ultra-pretos” permite grande capacidade de camuflagem em um mundo em que peixes comem peixes. Cientistas dos Estados Unidos que estudam algumas dessas criaturas exóticas agora desvendam o segredo dessa coloração escura.
Esses peixes abissais modificaram a forma, o tamanho e a disposição do pigmento em suas peles para que reflitam menos do que 0,5% da luz que os atingem, disseram pesquisadores nesta quinta-feira (16).
Eles estudaram 16 espécies que se encaixam nessa definição de “ultra-preto”. Há seis diferentes ordens de peixe — grandes grupamentos em que cada um divide história evolutiva. Essas ordens indicam que essas modificações evoluíram independentemente em todos eles.
Outro ângulo mostra pele escura do dragão preto do pacífico, outro peixe ‘ultra-preto’
Karen Osborn/Smithsonian/Handout via REUTERS
“Nas profundezas do oceano aberto, não há onde se esconder e há um monte de predadores famintos”, diz a zoologista Karen Osborn, do Museu de História Nacional do Instituto Smithsonian, em Washington, co-autora de uma dessas pesquisas recentemente publicadas na revista “Current Biology”.
“A única opção de um animal é ‘se misturar’ com os arredores”, completa.
Pouquíssima luz solar penetra a mais de 200 metros abaixo da superfície oceânica. Alguns desses peixes vivem a 5 mil metros de profundidade.
Nessas profundidades, bioluminescência — emissão de luz por organismos vivos — é a única fonte de luz. Alguns dos peixes “ultra-pretos” têm estruturas que funcionam como iscas bioluminescentes para atrair as presas perto o bastante para que, então, possam se alimentar delas.
Por que isso acontece?
Mecanismos presentes na pele do peixe-ogro (“Anoplogaster cornuta”) evitam que luz escape e ajudam o bicho a se proteger
Karen Osborn/Smithsonian/Handout via REUTERS
A pele desses peixes está entre os materiais mais escuros conhecidos e absorve a luz de maneira tão eficiente que mesmo diante de luz brilhante eles parecem ser silhuetas, explica Osborn após tentar fotografá-los ao trazê-los à superfície.
A melanina é abundante nessa pele e se distribui de maneira pouco usual. Ao “empacotar” melanossomos — estruturas preenchidas com pigmento nas células da pele — em camadas contínuas na superfície da pele bem geométricas, o peixe assegura que essencialmente toda luz que atingir esses “pacotes” não escapará.
“Esse mecanismo que fabrica material fino e flexível poderia ser utilizado na criação de materiais ultra-pretos para equipamentos de ótica de alta tecnologia ou para camuflagem noturna”, afirma Osborn.

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