Saiba como gerenciar a memória do celular para não ficar na mão


Gerenciar os dados do WhatsApp, apagar aplicativos desnecessários e enviar fotos e vídeos para a nuvem estão entre as medidas mais importantes para manter o telefone em funcionamento. Gerenciar a memória do celular é fundamental para garantir o funcionamento do aparelho.
rawpixel.com/ Pexels
O bom funcionamento do seu celular depende do quanto de memória você mantém disponível no seu aparelho.
Para não passar nenhum sufoco na hora em que você mais precisar do seu telefone, há uma série de dicas a serem seguidas para garantir espaço de armazenamento.
Leia também:
Veja o que fazer quando seu celular cai na privada ou em outros locais com água
Saiba quais são as medidas necessárias para economizar a bateria do celular
A atenção constante à memória do celular vai te livrar da situação nada agradável de não poder usar seu aparelho para registrar os momentos mais importantes.
WhatsApp
Configure o WhatsApp para que o aplicativo não faça cópias automática de tudo que recebe.
Dado Ruvic/Reuters
O WhatsApp é um dos maiores inimigos da memória do celular. A troca diária de material pelo aplicativo faz com que muitos arquivos de mídia fiquem armazenados por muito tempo – tanto, que muitas vezes acabam esquecidos.
São fotos, vídeos, GIFs, documentos, arquivos de áudio e outros conteúdos que “roubam” o espaço de armazenamento de forma silenciosa, sem que o usuário perceba.
Por sorte, uma das medidas mais eficientes para evitar esse problema é bastante fácil e rápida.
“O usuário deve configurar o WhatsApp para impedir que o aplicativo faça uma cópia automática de tudo o que recebe. Dessa forma, a memória não fica sobrecarregada”, explica o engenheiro e membro sênior do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), Guilherme Susteras.
Aparelhos Android
Nos aparelhos Android, o usuário deve ir até o menu “Configurações” e, em seguida, entrar em “Uso de dados”. Logo depois, desabilitar a marcação “Download automático”.
O sistema operacional permite que você possa escolher qual tipo de mídia não quer baixar de forma automática: fotos, áudios, vídeos e documentos.
Uma vez feito o procedimento, o usuário passará a ver uma imagem borrada no lugar do arquivo de mídia.
Aparelhos iOS
Nos aparelhos iOS, o usuário deve ir até o botão de “Configurações”, no canto inferior direito do aplicativo, depois em “Armazenamento e dados”.
Ali, poderá habilitar o download do tipo de mídia que considerar necessário: vídeos, documentos, áudio ou fotos. Em cada uma, é possível escolher se deseja baixar em “Wi-Fi”, “Wi-Fi e dados celulares” ou “Nunca”.
Os especialistas recomendam escolher “Nunca” para evitar problemas com falta de memória.
Aplicativos desnecessários
Sobre aplicativos, a situação é simples. Não usa? Apague.
Pixabay
“Aplicativos que ocupam espaço e não são utilizados devem ser removidos. Os apps tomam um grande espaço da memória – logo, não é recomendável mantê-los caso não sejam usados com frequência”, diz Susteras.
Tanto no Android quanto no iOS, os aplicativos podem ser removidos de forma direta, clicando e mantendo o toque sobre o ícone na tela.
Também é possível ir até a área de “Armazenamento” – ou “Ajustes” – do aparelho, ver quais apps ocupam mais espaço e quais são usados de forma regular. A partir daí, fica mais fácil excluir os aplicativos que não são utilizados.
Aplicativos “lite”
Uma forma de manter aplicativos no telefone é adquirir a versão “lite” – alternativas mais leves dos apps, que consomem menos espaço de memória.
Para encontrá-los, basta ir à loja de aplicativos do seu sistema operacional, digitar o nome do aplicativo que deseja e inserir ao lado a palavra “lite” ou “go”.
Arquivos na nuvem
Enviar conteúdo para a nuvem é uma boa maneira de preservar a memória do seu celular.
Reprodução/EPTV
Fotos, vídeos, arquivos de áudio ou documentos também ocupam muito espaço na memória dos celulares. Para preservá-la, o especialista recomenda não mantê-los nos aparelhos.
“É melhor que sejam enviados para a nuvem. Isso diminui o espaço ocupado na memória”, argumenta Susteras.
Ele também chama a atenção para o que chama de arquivos desnecessários.
“É comum pessoas guardarem imagens de capturas de tela ou fotos de recibos. Em boa parte das vezes, é conteúdo que pode ser apagado. Mas se quiser guardá-los mesmo, melhor mandá-los para a nuvem, também”.
De olho no armazenamento
O usuário deve ficar atento ao “Armazenamento” – ou “Ajustes” – do celular.
Reprodução
De maneira geral, para evitar problemas com a memória do aparelho, o usuário deve ficar atento à capacidade de armazenagem do celular. É ali o local onde ele pode saber a o quanto de espaço ele ainda dispõe.
Para verificar o armazenamento, é necessário ir até o menu de “Configurações” ou “Ajustes” do aparelho e verificar o quanto de memória já foi ocupado.
“O armazenamento merece a mesma atenção dada à bateria”, compara Susteras.

Please enter banners and links.

Projeto de monitoramento identifica espécies inéditas de mamíferos no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio


Armadilhas fotográficas fizeram o registro raro de um gato-palheiro-do-pantanal (Leopardis braccatus) melânico. Outra novidade foi a presença da raposinha ou raposa-do-campo (Lycalopex vetulus). Primeiro ano de pesquisa listou 40 espécies de mamíferos na Unidade de Conservação. Gato-palheiro-do-pantanal (Leopardis braccatus) melânico foi registrado por armadilhas fotográficas no Parque Estadual do Morro do Diabo
Fundação Florestal
Armadilhas fotográficas instaladas no Parque Estadual do Morro do Diabo fizeram registros de espécies inéditas de mamíferos na área, ou seja, que não constavam na lista oficial da Unidade de Conservação localizada em Teodoro Sampaio (SP).
Um desses “flagrantes” foi duplamente especial: um gato-palheiro-do-pantanal (Leopardis braccatus) melânico – o melanismo deixa a pelagem mais escura e é considerado raro.
A descoberta é resultado do primeiro ano de um projeto-piloto de monitoramento realizado por pesquisadores da Fundação Florestal. Quatro Unidades de Conservação foram selecionadas para receberem a ação, entre elas o Morro do Diabo.
Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP)
Fundação Florestal
Além do felino, a outra espécie que foi novidade para a Unidade de Conservação é a raposinha ou raposa-do-campo (Lycalopex vetulus). A espécie de canídeo foi registrada no parque pelas armadilhas fotográficas e também foi vista na área urbana de Teodoro Sampaio durante uma aula de um colégio, em uma praça.
“Eles filmaram e conseguimos confirmar o registro feito pelas armadilhas, de que ela realmente ocorre na região”, afirmou ao g1 a bióloga Andréa Pires Soares, que é pesquisadora e responsável pelo monitoramento de grandes mamíferos da Fundação Florestal.
Raposinha, ou raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), é novidade no Parque Estadual do Morro do Diabo
Fundação Florestal
Primeiro ano
Fruto de um workshop sobre a fauna ocorrido em 2019 pela Fundação Florestal, o projeto teve início em 2020 com a estruturação da equipe e a concepção do roteiro. As atividades de campo iniciaram-se em 2021.
Foram escolhidas quatro espécies-alvo, que são chamadas de “espécies guarda-chuvas”. “Pois, protegendo elas, abrimos um guarda-chuva de proteção para as outras espécies da comunidade ecológica, explicou a pesquisadora ao g1.
São elas:
Onça-pintada (Panthera onca)
Onça-parda (Puma concolor)
Anta (Tapirus terrestris)
Queixada (Tayassu pecari)
Das espécies-alvo do projeto, somente a queixada não foi registrada no Parque Estadual do Morro do Diabo, segundo contou Andréa ao g1.
A pesquisadora ainda destacou que o levantamento identificou e registrou sete onças-pintadas diferentes. A anta também é bastante frequente e pode ocupar até 93% da área do parque, conforme acrescentou a coordenadora do projeto.
Estudo identificou sete onças-pintadas (Panthera onca) diferentes no Morro do Diabo
Fundação Florestal
VEJA TAMBÉM:
Parque Estadual do Morro do Diabo comemora 80 anos de história e conservação
Em plena luz do dia, onças-pintadas são flagradas após caça a macacos-pregos no Parque Estadual do Morro do Diabo; veja VÍDEO
Em um ano de levantamento, foram 10.827 imagens identificadas e um total de 40 espécies de mamíferos listadas, de pequeno a grande portes. Dessas, 32 são de médio e grande portes e quatro são exóticas, sendo elas o cachorro doméstico (Canis familiaris), o gato-doméstico (Felis catus), o boi (Bos taurus) e a lebre-europeia (Lepus europaeus).
“Os dados conseguidos serviram de base para se fazer mapas preditivos da ocupação das espécies-alvo de como elas usam e ocupam a área, permitindo que se planeje estratégias melhores para fiscalização e pesquisa”, explicou ao g1 Andréa Soares Pires.
Veja na tabela abaixo as espécies identificadas:
Mamíferos identificados no Parque Estadual do Morro do Diabo
LC – Pouco preocupante
NT – Quase ameaçada
VU – Vulnerável
EN – Em perigo
CR – Criticamente em perigo
EW – Extinta na natureza
EX – Extinta
DD – Dados insuficientes
NE – Não avaliada
** Animal do gênero citado, porém, de espécie ainda não identificada devido à falta de detalhes no registro provenientes de ângulo do registro, luminosidade, ou outras intercorrências.
Continuidade
O projeto deve continuar a longo prazo no Parque Estadual do Morro do Diabo. Na segunda quinzena de junho, novamente serão instaladas as armadilhas fotográficas em campo para o segundo ano de monitoramento.
“Todo ano as armadilhas ficam 120 dias em monitoramento. Depois, fazemos as análises dos dados e no próximo ano teremos resultados históricos de como está sendo a conservação das espécies nesse território protegido por lei”, explicou a pesquisadora ao g1.
Um protocolo avançado para as onças-pintadas na Unidade de Conservação que fica no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo, também está sendo desenhado junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap).
Para a pesquisadora, o projeto é importante para “melhorar a efetividade da gestão do parque, atuando em ações estratégicas para a conservação do ambiente, aumentando a fiscalização em partes da área, fazendo tratativas com o DER [Departamento de Estradas de Rodagem] para minimizar o impacto dos atropelamentos, divulgando os resultados para conscientização sobre a fauna ameaçada”.
Armadilhas fotográficas foram instaladas para auxiliar no monitoramento de animais no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), no extremo oeste do Estado de São Paulo
Fundação Florestal
Abrangência
Quatro áreas pilotos foram selecionadas pelos pesquisadores da Fundação Florestal para o desenvolvimento do projeto e para servirem de base para a elaboração do subprograma. São elas:
Estação Ecológica Jureia-Itatins, em Peruíbe (SP)
Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio
Núcleo Curucutu, no Parque Estadual da Serra do Mar, dividido entre os municípios de São Paulo (SP), Itanhaém (SP), Juquitiba (SP) e Mongaguá (SP)
Núcleo Itariru, no Parque Estadual da Serra do Mar, que compreende parte dos municípios de Itariri (SP), Juquitiba, Peruíbe, Miracatu (SP) e Pedro de Toledo (SP)
As armadilhas fotográficas são distribuídas pelas áreas, em diferentes tipos de vegetação, e a partir dos registros são feitas análises estatísticas para se obter as informações de como essas espécies se distribuem no território.
“Os resultados foram bastante promissores para este primeiro ano de monitoramento para podermos atuar na melhoria da fiscalização e gestão das áreas como um todo”, salientou a coordenadora do projeto.
Onça-parda ou suçuarana (Puma concolor) registrada por armadilhas fotográficas instaladas no Parque Estadual do Morro do Diabo
Fundação Florestal
Sobre as espécies inéditas no Morro do Diabo
Vulnerável à extinção, a raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) é a única espécie de canídeo brasileiro endêmica do Cerrado, bioma sob alta pressão antrópica e com menos de 20% de sua área original ainda em estado primitivo.
Conforme informações da Fundação Florestal repassadas ao g1, considerando as estimativas mais conservadoras, o Cerrado sofreu um desmatamento de 50% de sua área nos últimos 40 anos e, destes, pode-se estimar uma perda de 20% de área em um período de 15 anos (três gerações), que deve refletir em uma perda populacional equivalente para a espécie.
Este declínio não cessou. Estima-se que a espécie terá uma perda de hábitat de, pelo menos, 10% nos próximos 15 anos.
Considerando que a espécie também sofreu e continua sofrendo perdas importantes não quantificadas decorrentes de atropelamento, predação por cães domésticos, doenças, retaliação à suposta predação de animais domésticos, e alta mortalidade de filhotes/juvenis, o declínio populacional deve, em uma estimativa conservadora, ter sido de pelo menos 30% nos últimos 15 anos e deve atingir o limite de 30% nos próximos 15 anos.
Estudo identificou sete onças-pintadas (Panthera onca) diferentes no Parque Estadual do Morro do Diabo
Fundação Florestal
Em relação ao gato-palheiro-do-pantanal (Leopardus braccatus), não há informações sobre o grau de ameaça para o Estado de São Paulo, pois não é área de ocorrência da espécie, “o que demanda muita atenção”.
A espécie ocorre das áreas andinas do Peru à porção temperada da América do Sul, incluindo Pantanal e Brasil central.
Ainda segundo a Fundação Florestal, é um animal pouco estudado, com poucas informações sobre sua ecologia. É usualmente associado a hábitats com vegetação aberta, mas também pode ser encontrado em ambientes florestados.
Pegada de felino de grande porte encontrada durante os trabalhos de monitoramento
Fundação Florestal
VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente
Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.
Initial plugin text
Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.

Please enter banners and links.