Oscar 2021: 16 curiosidades sobre a premiação deste ano


Tudo o que você precisa saber antes da cerimônia do Oscar, marcada para domingo (25). Chloé Zhao, diretora de ‘Nomadland’, Viola Davis como Ma Rainey, Sacha Baron Cohen como Borat, Joe Gardner do ‘Soul’ e Carey Mulligan em ‘Bela Vingança’
Divulgação/BBC
Depois de uma temporada de premiações atrasada devido à pandemia do coronavírus, o Oscar finalmente acontecerá neste domingo (25), dois meses depois do período usual.
E, antes disso, estudamos as indicações e ouvimos muitos podcasts da temporada de premiações para apresentar 16 fatos realmente nerds sobre os candidatos deste ano.
1. Borat já bateu um recorde do Oscar
O filme de Sacha Baron Cohen, com duas indicações, estabeleceu um novo recorde mundial do Guinness para o título mais longo de qualquer filme indicado na história da Academia.
Embora em português seja apenas “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, o título em inglês, “Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan”, tem 110 caracteres. Em tradução livre, esse título seria algo como “Borat Fita de Cinema Seguinte: Entrega de suborno prodigioso ao regime americano para obter benefícios ao que já foi a gloriosa nação do Cazaquistão”.
Isso ultrapassou o detentor do recorde anterior, que era do filme “Gloriosos Malucos das Máquinas Voadoras”. Em inglês: “Those Magnificent Men in Their Flying Machines or How I Flew from London to Paris in 25 hours 11 minutes” (“Aqueles homens magníficos em suas máquinas voadoras ou Como eu voei de Londres a Paris em 25 horas e 11 minutos”), que foi lançado em 1964, com “apenas” 85 caracteres em seu título.
‘Borat’ estabeleceu um novo recorde mundial do Guinness para o título mais longo de qualquer filme indicado ao Oscar na história
Divulgação/BBC
2. A indicação do ator Chadwick Boseman é mais incomum do que você pode imaginar
A estrela do Pantera Negra, que morreu em agosto de 2020, é favorito para o prêmio de melhor ator por sua atuação no filme “A Voz Suprema do Blues” (“Ma Rainey’s Black Bottom”).
No entanto, não é comum que atores sejam indicados postumamente — Boseman é apenas o oitavo em 93 anos.
James Dean, Jeanne Eagels, Ralph Richardson, Massimo Troisi e Spencer Tracy também foram nomeados após suas mortes (duas vezes, no caso de Dean), enquanto Heath Ledger e Peter Finch são os únicos dois atores a terem vencido.
3. A última vez que os vencedores de melhor atriz e melhor ator foram do mesmo filme foi em 1998
Viola Davis e Chadwick Boseman podem vencer neste ano por suas atuações no filme “A Voz Suprema do Blues”.
Helen Hunt e Jack Nicholson foram a última dupla a conquistar esse marco, para “Melhor É Impossível” (“As Good As It Gets”).
4. A vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante não perde uma indicação ao Oscar desde 1976
Isso mudou este ano, no entanto.
Jodie Foster ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no filme “The Mauritanian”, mas ela não ficou entre as cinco indicadas ao Oscar.
Isso a torna a primeira vencedora do Globo esnobada nesta categoria desde Katharine Ross, em “A Viagem dos Condenados” (“Voyage of the Damned”).
5. Glenn Close teve a melhor (e pior) atuação em 2020
A atriz de 74 anos atualmente tem a duvidosa honra de ser a atriz mais indicada ao Oscar da história a nunca ter ganho.
Ela conquistou sua oitava indicação este ano por sua atuação em “Era Uma Vez um Sonho” (“Hillbilly Elegy”), um filme que dividiu opiniões.
Como resultado, Close foi indicada para melhor atriz coadjuvante no Oscar, mas também pior atriz coadjuvante na cerimônia alternativa The Razzies.
6. Esta é a primeira vez na história do Oscar que todos os cinco indicados ao prêmio de melhor roteiro original concorrem ao prêmio de melhor filme
São eles: “Minari”, “Bela Vingança”, “Judas e o Messias Negro”, “Os 7 de Chicago” e “O Som do Silêncio”.
7. Viola Davis não perde tempo
A interpretação de Ma Rainey por Viola Davis, indicada a melhor atriz, totaliza apenas 26 minutos e 41 segundos de duração. Isso significa que ela aparece na tela por menos tempo do que duas das atrizes coadjuvantes indicadas (Maria Bakalova e Olivia Colman, que têm 40 e 35 minutos, respectivamente, em seus filmes).
Davis é boa nisso: ela foi indicada para melhor atriz coadjuvante em 2009 por “Dúvida” (“Doubt”), mesmo tendo aparecido apenas em uma única cena de oito minutos.
8. A única indicação de ‘O Tigre Branco’ mantém viva uma tradição de 20 anos
O filme, baseado no romance vencedor do Prêmio Booker, tem apenas uma indicação: melhor roteiro adaptado.
Isso mantém a sequência de indicação “única” ao roteiro da Academia pelo 20º ano consecutivo. Em outras palavras: todas as cerimônias do Oscar dos últimos 19 anos viram pelo menos um filme que foi indicado por seu roteiro e nada mais. Entre eles, estão “Entre Facas e Segredos” (“Knives Out”) e “Straight Outta Compton – A História do N.W.A”.
Leslie Odom Jr como Sam Cooke em ‘Uma Noite em Miami…’
Divulgação
9. Mary J. Blige é uma criadora de tendências
A rainha do hip-hop soul foi a primeira pessoa a ser indicada tanto para atuação quanto para composição no mesmo ano, que foi para “Mudbound – As Lamas do Mississipi”, em 2018. Mas, desde então, tem acontecido todos os anos: Lady Gaga conseguiu as duas indicações em 2019, seguida por Cynthia Erivo em 2020.
Este ano, a estrela de “Uma noite em Miami…”, Leslie Odom Jr., continua a tendência, com indicações nas categorias de ator coadjuvante e de canções originais.
Além de interpretar Sam Cooke no filme, ele também escreveu e interpretou “Speak Now” para a trilha sonora do filme.
10. A indicada mais velha deste ano é Ann Roth, de 89 anos, figurinista de ‘A Voz Suprema do Blues’
Isso a liga ao roteirista James Ivory e à falecida diretora de cinema francesa Agnès Varda, que também foram indicados aos 89 anos.
Mas quem era o mais velho dos três? Pegamos nossas calculadoras e descobrimos que Varda tem a coroa: na época em que foi indicada, era três meses mais velha que Roth e oito dias mais velha que Ivory.
Chadwick Boseman (esquerda) e Viola Davis (centro) foram indicados por ‘A Voz Suprema do Blues’
David Lee/Netflix
11. ‘Judas e o Messias Negro’ não tem um personagem principal
Pelo menos, não de acordo com a Academia. Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield foram indicados na categoria de melhor ator coadjuvante do filme.
Isso deixou muitos observadores do Oscar confusos. Se os atores que representavam “Judas e o Messias Negro” eram personagens coadjuvantes, quem era o protagonista?
A explicação é simplesmente que a Academia permite que seus eleitores escolham em qual categoria nomear alguém.
As duas estrelas podem muito bem ter obtido indicações nas categorias principais, mas desde que Barry Fitzgerald foi indicado ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante pelo mesmo filme (“O Bom Pastor”), é uma regra que o artista só pode ser indicado na categoria em que recebe maioria dos votos.
12. Todos os vencedores por melhor atuação podem ser de grupos étnicos minoritários
Os quatro vencedores da cerimônia do Screen Actors Guild eram de grupos étnicos minoritários (e ela é vista como um grande indicador do Oscar).
Youn Yuh-Jung, Daniel Kaluuya, Viola Davis e Chadwick Boseman formaram o grupo vencedor do Screen Actors Guild.
Este é um ano de recorde de diversidade racial em geral no Oscar, com nove atores de minorias étnicas indicados entre as 20 vagas disponíveis. E, pela primeira vez, a maioria dos indicados para melhor ator principal não é branca. Anthony Hopkins e Gary Oldman foram indicados ao lado de Boseman, Riz Ahmed e Steven Yeun.
13. Este é o primeiro ano em que duas mulheres foram indicadas para melhor direção
Tanto Chloé Zhao (“Nomadland”) quanto Emerald Fennell (“Bela Vingança”) concorrem ao prêmio de melhor diretor.
É a primeira vez que duas mulheres são indicadas em um único ano. A diretora de “Lady Bird”, Greta Gerwig, foi a última mulher a ser indicada, em 2018, enquanto a diretora de “Guerra ao Terror”, Kathryn Bigelow, é a única mulher a ter vencido, em 2010.
Além disso, Zhao e Fennell também estão prontas para o melhor roteiro adaptado e o melhor roteiro original, respectivamente. Se as duas ganharem, será a primeira vez na história do Oscar que as mulheres vencerão as duas categorias de roteiro.
Nenhuma mulher ganhou nenhuma das categorias de roteiro do Oscar desde Diablo Cody, roteirista de “Juno”, em 2008.
14. Os prêmios de melhor edição de som e melhor mixagem de som foram mesclados em uma categoria este ano: melhor som
É um grande alívio para os jornalistas em todos os lugares, que antes precisavam tentar explicar a diferença entre as duas categorias, desde que conseguissem descobrir por conta própria.
A verdade é que não era mais necessário ter duas categorias diferentes graças aos avanços da tecnologia.
“As duas categorias de som da Academia são uma relíquia de uma era pré-digital que falha em levar em conta a evolução do som de pós-produção”, explicou o repórter e editor Chris O’Falt no site sobre cinema IndieWire. “Hoje, a edição e a mixagem de som se sobrepõem a tal ponto que mesmo o audiófilo pode ter problemas para distinguir a contribuição de cada um.”
15. Frances McDormand é a primeira mulher a ser indicada por atuação e produção em um único ano
Ela é listada como produtora em “Nomadland”, indicado a melhor filme, o que significa que ela pode acabar no palco mesmo que não seja vencedora na categoria de melhor atriz.
As comparações mais próximas são Barbra Streisand e Oprah Winfrey, que foram ambas indicadas como atrizes e produtoras, mas para filmes diferentes e em anos diferentes.
16. Steven Soderbergh pode ser uma boa pessoa para adivinhar os números da loteria
O lendário diretor de “Onze Homens e um Segredo” e “Erin Brockovich” está produzindo a cerimônia do Oscar deste ano, que deve ser um pesadelo logístico com seus vários locais, protocolos de segurança contra a Covid-19 e proibição de indicados participarem por meio do Zoom.
Mas se há algum homem que estava preparado para essa situação exata, é Soderbergh.
Em 2011, quase uma década antes da pandemia, ele dirigiu um filme que apresentava distanciamento social, números R e vacinas sendo introduzidas em meio a um vírus mortal. O filme em questão? “Contágio”.
Steven, sentimos muito por todas as coisas ruins que dissemos sobre “Doze Homens e Outro Segredo” e prometemos nunca mais duvidar de você.