Organizadores do Fyre Festival vão pagar R$ 11,2 milhões para público em acordo judicial


Tribunal de Falências americano determinou que cada um dos 277 participantes do processo contra o evento desastroso de 2017 deve receber cerca de R$ 40,3 mil. Colchões e barracas montadas para o Fyre Festival nas Bahamas, em 2017
Jake Strang via AP
Um Tribunal de Falência dos Estados Unidos determinou nesta quinta-feira que os organizadores do desastroso Fyre Festival, de 2017, devem pagar cerca de US$ 2 milhões (mais de R$ 11,2 milhões) para o público do evento.
Com isso, cada um dos 277 participantes do ação coletiva deve receber cerca de US$ 7.220 (por volta de R$ 40,3 mil), de acordo com o jornal “New York Times”. Os valores ainda podem ser reduzidos, e dependem do resultado do caso de falência da Fyre com outros credores.
Com ingressos de até R$ 38 mil, o Fyre Festival prometia ser a “experiência cultural da década”. O festival de música aconteceria em dois finais de semana em Exuma, nas Bahamas, e teria acomodações luxuosas e comida gourmet. Artistas como Blink-182, Major Lazer e Migos fariam shows.
No entanto, os organizadores cancelaram o evento no último minuto por causa da desorganização e a falta de instalações para os participantes. A maioria das principais atrações, inclusive, desistiu do festival dias antes, citando falta de pagamento.
O advogado que defendia o público do festival, Ben Meiselas, afirmou ao jornal que está satisfeito com a decisão.
“Billy (McFarland) foi para a prisão, pagantes receberam algum dinheiro de volta, e alguns documentários muito divertidos foram feitos”, disse Meiselas, mencionando o organizador principal do evento.