Novo recorde de frio ártico de -69,6 ºC é 28 anos depois


Temperatura foi medida em dezembro de 1991 e divulgada somente nesta quarta-feira (23). Foto de julho de 2011 mostra um barco navegando lentamente através do gelo flutuante e ao redor de icebergs em Ilulissat, na Groenlândia. As Organizações Meteorológicas Mundiais confirmaram publicamente nesta quarta-feira (23) o recorde de temperatura negativa para o hemisfério: -69,6ºC, registrado em 22 de dezembro de 1991
Brennan Linsley/Arquivo/AP
Em 22 de dezembro de 1991 foi registrado um recorde de frio no Hemisfério Norte, com uma temperatura de -69,6ºC na Groenlândia — anunciou nesta quarta-feira (23) o Instituto Meteorológico da Dinamarca (DMI), 28 anos depois.
Esta leitura foi feita por uma estação de medição que não pertence à rede usual de estações de temperatura.
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Foi detectado por “detetives do clima” antes de ser confirmado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) — daí sua publicação tardia.
“O recorde (para o Hemisfério Norte) foi registrado a uma altitude de 3.105 metros, perto da calota polar, em uma estação de medição automática chamada Klinck”, disse o DMI em um comunicado.
Imagem de satélite mostra um enorme pedaço de gelo que se soltou da geleira Spalte, no nordeste da Groenlândia, no início de agosto de 2020
EU Copernicus; GEUS/Divulgação via Reuters
“Houve muitos recordes de calor na última década e é importante reconhecer os extremos”, destacou John Cappelen, um climatologista do DMI à AFP.
“A possibilidade de se conseguir um novo recorde de frio está se esgotando, mas não posso afirmar que nunca mais será registrado”, reiterou.
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Anteriormente, o recorde para o Hemisfério Norte era de -67,8 ºC e havia sido registrado na Rússia em duas ocasiões: em 1892 e 1933.
A temperatura mais baixa já observada no mundo é de -89,2ºC. A estação meteorológica de grande altitude de Vostok, na Antártida, mantém este recorde desde 21 de julho de 1983.