Nasa anuncia nova missão para estudar Titã, maior lua de Saturno


”Dragonfly’ será lançada em 2026 e chegará em 2034. A agência americana quer encontrar processos químicos parecidos com os da Terra, investigar a atmosfera, a superfície, e os reservatórios oceânicos. Ilustração mostra robô Dragonfly em aproximação da lua Titã
Nasa/JHU-APL
A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta quinta-feira (27) uma nova missão: a Dragonfly, que irá viajar até a lua Titã, a maior ao redor de Saturno. A previsão de lançamento é 2026, com chegada em 2034.
O robô-helicóptero voará sobre dezenas de regiões em busca de processos químicos semelhantes aos da Terra. Isso é um passo importante na busca por vida espacial, já que Titã e o nosso planeta têm algumas semelhanças: líquido subterrâneo, reservatórios oceânicos, dunas, e evidências de água e material orgânico coletadas em outra missão, a Cassini.
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Esta última missão acabou em setembro de 2017. Foram 20 anos, 13 anos ao redor de Saturno e suas Luas. Para ver a superfície de Titã, a Cassini levou câmeras infravermelhas que conseguiam observar através da atmosfera e assim mapeou não só o terreno, mas também revelou mares e lagos de metano líquido.
Com os dados coletados pela missão anterior, a Dragonfly quer avançar. O terreno mapeado será um guia para os pousos do robô-helicóptero, que irá primeiro até as dunas chamadas de “Shangri-La”. A região será explorada em voos curtos, com “saltos” um pouco mais longos, de até 8 quilômetros.
Outra região investigada será a cratera Selk, com evidências de água e material orgânico – moléculas complexas com carbono combinadas com hidrogênio, oxigênio e nitrogênio.
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Depois de chegar até a lua Titã, a Nasa prevê que a missão deverá permanecer por 2,7 anos. A Dragonfly é liderada pela pesquisadora Elizabeth Turtle, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland.