‘Nada disso é uma surpresa’: veja a repercussão de ambientalistas sobre alta no desmatamento

Amazônia teve 11 mil km² de desmatamento entre agosto de 2019 e julho de 2020, apontam dados do Inpe divulgados nesta segunda-feira (30). Ambientalistas, representantes de ONGs e especialistas avaliam que a alta de 9,5% no desmatamento na Amazônia, com uma área de 11.088 km² entre agosto de 2019 e julho de 2020, não é uma surpresa. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Amazônia teve 11 mil km² de desmatamento entre agosto de 2019 e julho de 2020, aponta Inpe
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“Nada disso é uma surpresa para quem acompanha o desmonte das políticas ambientais no Brasil desde janeiro de 2019. Os números do Prodes simplesmente mostram que o plano de Jair Bolsonaro deu certo. Eles refletem o resultado de um projeto bem-sucedido de aniquilação da capacidade do estado Brasileiro e dos órgãos de fiscalização de cuidar de nossas florestas e combater o crime na Amazônia. É o preço da ‘passagem da boiada’, diz nota divulgada pelo Observatório do Clima.
O Greenpeace, organização internacional que atua na proteção do meio ambiente no Brasil, tem um posicionamento semelhante:
“A visão de desenvolvimento do governo Bolsonaro para a Amazônia nos leva de volta ao passado, marcado por altas taxas de desmatamento. É uma visão retrógrada, que não conversa com a maioria dos brasileiros e não condiz com os esforços necessários para lidar com as crises do clima e da biodiversidade. A incômoda verdade se revela por meio de números que dão a dimensão do descaso e da ineficácia”, disse Cristiane Mazzetti, Gestora Ambiental do Greenpeace.
Esse número mostra que a gestão do preside Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles não conseguiram cumprir a intenção anunciada no ano passado. Sem citar meta, Salles disse que pretendia eliminar o desmate ilegal.