Na parcial até abril, rombo nas contas externas cai 9,2%, e investimentos estrangeiros sobem

Déficit em transações correntes somou US$ 8,22 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. Investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$ 28 bilhões. A conta de transações correntes registrou um déficit de US$ 8,225 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central.
Com isso, houve pequena melhora nas contas externas frente ao mesmo período de 2018, quando foi registrado um rombo de US$ 9,062 bilhões. O déficit foi 9,23% menor na parcial deste ano.
A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Trata-se de um dos principais indicadores do setor externo brasileiro.
Somente em abril, de acordo com informações oficiais, o rombo nas contas externas somou US$ 62 milhões, contra US$ 61 milhões no mesmo mês do ano passado.
No ano de 2018 fechado, as contas externas registraram um déficit de US$ 14,511 bilhões, com crescimento frente ao ano anterior (-US$ 7,235 bilhões).
Para 2019, a expectativa do Banco Central é de nova piora no rombo das contas externas – com um déficit em transações correntes de US$ 30,8 bilhões.
Investimento estrangeiro
O Banco Central também informou nesta segunda-feira que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 28,069 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, com aumento de 17,5% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 23,892 bilhões).
Com isso, os investimentos estrangeiros foram suficientes para cobrir o rombo das contas externas no mês passado (US$ 8,225 bilhões).
Para 2019, o Banco Central estima um ingresso de US$ 90 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira. Se a previsão se confirmar, os investimentos externos seriam suficientes para “financiar” todo o déficit das contas externas do período – cuja estimativa do BC é de US$ 30,8 bilhões neste ano.