Mourão diz que crimes ambientais tornam país alvo de ‘campanhas difamatórias’ e ‘barreiras comerciais injustificáveis’

Governo brasileiro tem recebido cobranças de investidores nacionais e estrangeiros por mudanças na política ambiental. Vice preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (10) que crimes ambientais deixam o Brasil “vulnerável a campanhas difamatórias” que abrem espaço para barreiras comerciais “injustificáveis” contra o agronegócio do país.
Mourão deu a declaração durante uma videoconferência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para discutir a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.
O vice-presidente comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal. Desde maio, o órgão coordena a Operação Verde Brasil 2, das Forças Armadas, a fim de combater crimes ambientais, como queimadas e desmatamento.
Mourão declarou que o Brasil é “uma potência agroambiental” e que o sucesso das exportações está na confiança dos mercados internacionais nos “elevados padrões socioambientais” do agronegócio. Por isso, diz, a importância de combater crimes ambientais.
“Como se não bastasse o prejuízo ao patrimônio brasileiro, os crimes ambientais deixam nosso país vulnerável a campanhas difamatórias, abrindo caminho para que interesses protecionistas levantem barreiras comerciais injustificáveis contra as exportações do agronegócio”, disse o vice-presidente.
O governo brasileiro tem recebido cobranças de investidores nacionais e estrangeiros por mudanças na política ambiental do presidente Jair Bolsonaro. Mourão já realizou conversas com empresários e investidores para tentar conter o desagaste de imagem do país.