Mourão defende pensar ‘seriamente’ em cobrança nas universidades federais


Na visão do vice, cobrança atingiria apenas alunos com melhores condições financeiras e permitiria destinação de mais recursos públicos para educação de alunos mais pobres. O vice-presidente, Hamilton Mourão, que defendeu mensalidade em universidades públicas para alunos de maior renda.
Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quarta-feira (26) que é preciso pensar “seriamente” e “sem preconceitos” na possibilidade de estudantes com melhores condições financeiras pagarem para cursar universidades federais.
O pagamento, segundo Mourão, poderia ser “canalizado” para financiar a entrada de alunos de menor renda no ensino superior em instituições privadas.
Mourão defendeu a ideia ao participar, por videoconferência, de uma aula magna de um grupo de educação privado. O vice-presidente foi questionado sobre o que pode ser feito para aumentar o número de jovens no ensino superior, em um cenário no qual parte considerável das famílias não tem condições de pagar mensalidades.
O vice-presidente defendeu que se deve pensar “seriamente” e “sem preconceitos” sobre o pagamento nas universidades federais de jovens de famílias com condições financeiras.
“Nós temos um paradoxo, que eu gostaria de trazer para todos, que é uma visão que eu tenho de longa data, que é nós termos dentro da universidade federal gente que poderia pagar os seus custos, né, recebendo um ensino de graça e, posteriormente, não devolvendo nada para o país. Simplesmente é formada e passa única e exclusivamente a lidar com a sua vida privada”, disse Mourão.
Mourão, que é general da reserva do Exército, deu como exemplo sua família. O vice relatou que seus filhos se formaram em universidades federais, mas que ele poderia ter pago as mensalidades.
“Então, é algo que nós temos que pensar hoje, seriamente, sem preconceitos, porque seria um recurso que poderia ser canalizado para aqueles jovens que precisam de financiamento e pagaram uma universidade privada. Seria uma compensação muito justa isso aí”, acrescentou.