Moscou lança pagamento por reconhecimento facial no metrô


Para efetuar pagamento, passageiros têm apenas que olhar para câmera. Tecnologia é criticada por várias entidades internacionais, preocupadas com abusos de vigilância e vazamento de dados. Catracas de metrô Moscou estão equipadas com sistema de reconhecimento facial
Natalia Kolesnikova / AFP
Moscou lançou, nesta sexta-feira (15), o pagamento por reconhecimento facial no metrô, o exemplo mais recente do desenvolvimento rápido – e polêmico para alguns – desta tecnologia na Rússia.
“Para entrar no metrô, os passageiros não precisam de um cartão ou um celular: basta olhar para uma câmera”, explicou o encarregado do transporte da prefeitura, Maxim Liksutov, citado em um comunicado.
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Segundo ele, Moscou é “a primeira cidade do mundo na qual o sistema funciona em grande escala”, com 241 estações de metrô. Acrescentou que o pagamento por reconhecimento facial é “apenas uma forma de pagar” e que continua sendo “voluntário”.
Liksoutov espera que entre 10% e 15% dos passageiros usem o sistema com regularidade em “dois ou três anos”.
Espera-se que o sistema reduza os tempos de espera na enorme rede de metrô de Moscou, uma das mais movimentadas da Europa.
As autoridades prometeram que os dados coletados mediante o reconhecimento facial estarão “criptografados de forma segura” e que a câmera da catraca vai ler uma “chave biométrica” e não uma imagem do rosto da pessoa.
Sistema de reconhecimento facial começou a ser usado no metrô de Moscou nesta sexta (15)
Natalia Koleniskova / AFP
A tecnologia, que está se desenvolvendo rapidamente na Rússia, foi criticada por várias ONGs russas e internacionais, preocupadas com os abusos, o vazamento de dados e a falta de consentimento.
O reconhecimento facial foi usado em Moscou, que conta com uma rede de dezenas de milhares de câmeras, para deter manifestantes da oposição e controlar o cumprimento das quarentenas de covid-19.
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