Moacyr Luz celebra a parceria com Aldir Blanc em live com música inédita


Artista apresenta ‘Palácio de lágrimas’ entre pérolas como ‘Saudades da Guanabara’ e ‘Mandingueiro’. Moacyr Luz e Aldir Blanc nos anos 1980, no começo da parceria iniciada em 1984
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♪ Além de João Bosco e de Guinga, o compositor e escritor carioca Aldir Blanc (1946 – 2020) teve um terceiro parceiro constante com quem construiu obra relevante.
Com o compositor carioca Moacyr Luz, Aldir criou obras-primas do cancioneiro popular brasileiro como Coração do agreste (lançada em 1989 na voz de Fafá de Belém em gravação feita para a novela Tieta, da TV Globo), Saudades da Guanabara – samba escrito por Aldir com a adesão luxuosa de Paulo César Pinheiro e lançado na voz de Beth Carvalho (1946 – 2019) como faixa-título de álbum de 1989 – e Medalha de São Jorge (1992, abrilhantada na voz de Maria Bethânia).
Sem falar em Só dói quando eu rio, composição (tradutora da alma carioca da dupla) que batizou em 1991 o terceiro álbum da cantora Selma Reis (1960 – 2015).
Iniciada em 1984, ano em que os então vizinhos Aldir e Moacyr descobriram casualmente que moravam no mesmo prédio do bairro carioca da Tijuca, a parceria dos bambas cariocas é celebrada por Moacyr na live Luz & Blanc, programada para as 19h desta sexta-feira, 8 de maio, no perfil oficial de Moacyr Luz no Instagram.
Com cerca de 100 músicas gravadas, a parceria de Moacyr Luz e Aldir Blanc inclui músicas inéditas em disco. Uma delas, Palácio de lágrimas, tem presença garantida no roteiro da live temática do artista, cujo primeiro álbum, Moacyr Luz (1988), teve repertório centrado nas parcerias do compositor com Aldir.
Na live Luz & Blanc, Moacyr promete desfiar rosário de pérolas como Cabô, meu pai (composição de 2003 que também tem a assinatura de Luiz Carlos da Vila) e Mandingueiro (1998).
E, cabe lembrar, a título de curiosidade, que foi Leila Pinheiro quem lançou em disco a parceria dos compositores ao gravar O mar no Maracanã no álbum A olho nu (1986) dividindo a primazia com Fabíola, cantora que, no mesmo ano de 1986, apresentou o registro fonográfico da composição No mesmo colar (assinada pelos bambas com Paulo Emílio) no álbum Porcelana.
O pioneirismo de Leila é interessante dado histórico porque, nos anos 1990, a cantora seria a principal difusora da caudalosa parceria de Aldir com Guinga, construída pelo letrista simultaneamente com a obra desenvolvida com Moacyr Luz.