‘Meu Amigo Bussunda’ mostra história e legado do humorista que morreu há exatamente 15 anos


‘Foi um jeito de voltar a estar perto’, afirma Cláudio Manuel, que assina a direção com Júlia Vianna, filha do humorista, e Micael Langer. Série documental estreia no Globoplay nesta quinta (17). Documentário ‘Meu Amigo Bussunda’, disponível no Globoplay, celebra vida e obra de Bussunda; o amigo Claudio Manoel é um dos diretores
Divulgação/Pepe Schettino
A série documental “Meu Amigo Bussunda” estreia no Globoplay nesta quinta-feira (17), exatamente 15 anos após a morte de Bussunda, aos 43 anos, durante a Copa da Alemanha.
A celebração da vida e obra do humorista, famoso no programa “Casseta e Planeta”, é dirigida pelo amigo Claudio Manoel, pela filha Júlia Vianna e pelo também diretor Micael Langer.
Assista ‘Meu Amigo Bussunda’ no Globoplay
“Revisitar a vida e a obra do Bussunda foi um processo intenso, visceral, mas também necessário e revigorante. A dor de sua morte foi esmagadora, lidar com isso exigiu muito esforço e consumiu tempo”, lembra Claudio Manoel.
“Fazer essa série foi um jeito de voltar a estar perto, viajar e ‘conversar’ de novo com ele. E também revisitar a falta que ele faz”, continua.
Bussunda imita o jogador Ronaldo
Memória Globo
Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, sofreu um ataque cardíaco em 2006, na Alemanha. O ator estava no país a trabalho para as gravações do programa “Casseta & Planeta” na Copa do Mundo daquele ano.
O documentário tem imagens inéditas da Copa e também mostra a infância, a origem do apelido, a entrada na Globo e a criação do programa humorístico que fazia parte desde 1992.
A história é contada de forma cronológica em três dos quatro capítulos com entrevistas de parentes, amigos, colegas e integrantes da equipe do “Casseta & Planeta”.
A filosofia de vida e o legado do humor de Bussunda na comédia brasileira são discutidos na última parte. Vera Fischer, Maria Paula, Zico e Débora Bloch estão entre os entrevistados.
Júlia Vianna, filha do humorista Bussunda, dirige episódio da série documental “Meu Amigo Bussunda”; ela tinha 12 anos quando o pai morreu
Divulgação/Pepe Schettino
A reflexão é proposta por Júlia Vianna, filha do humorista, que assina a direção e o roteiro do quarto capítulo ao lado de Manoel e Langer. Ela tinha 12 anos quando o pai morreu.
“Foi muito emocionante e catártico revisitar lembranças, separar fotos e vídeos. Eu não assistia ao programa desde sua morte. Relembrei personagens, piadas. A discussão sobre o humor dele era um debate que eu precisava ter comigo mesma para tentar entender um pouco melhor o trabalho do meu pai. Por isso coloquei no quarto episódio”, finaliza Júlia.
Jornal Nacional: A morte de Bussunda (2006)