Menos é Mais prepara disco de inéditas e tem como meta repetir sucesso do Exaltasamba


‘Qual pagodeiro não queria ter o sucesso que eles tiveram, marcar tantas músicas? É nosso desejo sim ser o próximo Exaltasamba, mas do nosso jeito’, diz Jorge Farias. Primeiro single está previsto para final de outubro. Menos é Mais é o mais novo grupo queridinho das playlists de quem curte pagode. Ainda mais aquele estilo com tom de nostalgia dos anos 90.
Só o medley com “Melhor Eu Ir”, sucesso na voz de Péricles, “Ligando Aos Fatos”, do grupo Pique Novo, “Sonho de Amor”, do grupo Nosso Sentimento, e “Deixa Eu Te Querer”, de Gustavo Lins, tem mais de 213 milhões de visualizações no YouTube.
Com o sucesso na internet, o Menos é Mais entrou para o mesmo escritório de Mumuzinho e Dilsinho, assinou com a Som Livre e prepara o primeiro álbum com músicas autorais previsto para novembro.
Criado em 2016, o grupo de Brasília costumava fazer pagodes na cidade e os medleys com hits antigos sempre foram o carro-chefe do repertório.
“Pagode é a essência da gente, sempre ouvimos, então desde o começo a gente quis colocar as melhores músicas”, diz o vocalista Duzão em entrevista ao G1.
“Nós nos identificamos com esse pagode raiz, que a gente gosta de tocar e o pessoal gosta de ouvir desde Exaltasamba, Revelação”, completa Jorge Farias, um dos fundadores e percussionista do grupo.
O grupo ainda é formado pelos músicos Gustavo Góes, Ramon Alvarenga e Paulinho Félix. O último foi o responsável por fazer os arranjos que ficaram famosos.
O termômetro para escolher as músicas de cada faixa costumava ser as rodas de samba que o grupo fazia antes da pandemia.
“Paulinho entendia no palco o que realmente a galera gostava, a gente pontuava e ele fazia a união dos medleys”, explica Farias.
O percussionista e arranjador diz que preparava as músicas em casa e mandava para os meninos, e tinha sempre uma preocupação: “A gente tem a nossa identidade da percussão, né? Eu sempre procurei deixar isso bem na frente”, explica Paulinho.
Novo Exaltasamba?
Os grupos de pagode eram muito fortes nos anos 90 e começo dos anos 2000, mas nos últimos anos artistas como Ferrugem, Dilsinho e Mumuzinho foram os maiores destaques no gênero.
As comparações com grupos antigos, como Exaltasamba, começam a surgir, mas não incomodam o Menos é Mais – pelo contrário.
“A gente é muito fã e ser comparado como novo Exaltasamba é só felicidade”, diz Jorge Farias.
“Qual pagodeiro não queria ter o sucesso que eles tiveram, marcar tantas músicas? É nosso desejo sim ser o próximo Exaltasamba, mas do nosso jeito, com a cara do Menos é Mais”, completa.
Duzão, vocalista do Menos é Mais, grava primeiro disco do grupo de pagode de Brasília
Divulgação/Ricardo Ribeiro
O grupo tem as raízes fortes em Brasília e diz que a internet foi importante para a projeção fora da cidade.
Eles começaram a fazer shows fora do eixo Rio-São Paulo no começo do ano, mas a pandemia impossibilitou uma agenda lotada. Mesmo assim, o grupo viu os números do disco “Churrasquinho Menos É Mais” aumentarem mesmo com o público em casa.
“O pagode acaba sendo um gênero que é muito de se curtir em casa, com a família. O próprio ‘Churrasquinho’, a reunião que a gente fez no quintal de uma casa, era algo que a gente já fazia nas nossas casas”, explica Gustavo Góes, outro fundador do grupo.
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Para mostrar o rosto do pagode de Brasília, o “Churrasquinho”, lançado em abril, tem a participação do grupo conterrâneo Di Propósito e do Vou Zuar, de Niterói.
“A intenção era ser um pagode gostoso para o pessoal ouvir sem ter toda aquela produção. Pegamos ainda carona com o fato de unir os grupos e ter essa força dos grupos independentes juntos”, explica Farias.
Ao todo a banda já lançou quatro discos com medleys de pagodes e os singles autorais “Vai Me Dando Corda”, “Recaídas” e “Na Voz do Povo”.
1º disco de inéditas
O grupo e o produtor do disco Rafael dos Anjos, nome conhecido no samba por tocar com Diogo Nogueira, Hamilton de Holanda e Arlindo Cruz, começaram a procurar músicas para o repertório do disco de inéditas em junho.
Paulinho Félix, Gustavo Goés e Jorge Farias no estúdio em que o grupo Menos é Mais grava primeiro disco de músicas autorais
Divulgação/Ricardo Ribeiro
Xande de Pilares, Wilson Prateado, Diney e Thiago Soares estão entre os compositores das 16 músicas, que vão ser lançadas em EPs a partir do final de novembro.
O primeiro single está previsto para final de outubro, mas ainda não há data exata do lançamento.
“O álbum vai vir com muito pagode, muita alegria e muito amor, porque tem machucar um pouquinho o coração, tem que sofrer um pouquinho, tem que chorar, tem que lembrar do ex sim. A galera pode esperar que vai vir uma pedrada”, comenta Ramon Alvarenga.
“O pessoal não vai ver nada diferente do que já viram em outros vídeos, que é a percussão na frente, a batucada e muita música romântica, animada”, completa Gustavo Góes.
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