Marcelo Denny, diretor teatral e professor da USP, morre aos 51 anos em São Paulo


Ele atuou como diretor e cenógrafo em mais de 20 espetáculos e era professor há 18 anos na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). O diretor teatral, cenógrafo e pesquisador paulista Marcelo Denny
Divulgação/www.marcelodenny.com
Morreu nesta segunda-feira (31) em São Paulo o diretor de teatro, cenógrafo, artista plástico e professor Marcelo Denny de Toledo Leite, aos 51 anos, vítima de infarto.
A informação foi confirmada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde Denny era professor há 18 anos no departamento de Artes Cênicas (CAC).
Segundo a instituição, o sepultamento – ainda sem data e horário confirmados pelos familiares – será realizado em Pindamonhangaba (SP), cidade natal dele.
Denny foi um dos fundadores dos grupos Cia Teatral “Cadê Otelo?”, Desvio Coletivo e da Cia Sylvia Que Te Ama Tanto, e Teatro da Pomba Gira – Coletivo de Criadores, onde atuou como diretor e cenógrafo em mais de 20 espetáculos. Denny foi também o responsável pela cenografia dos dois últimos espetáculos da Companhia de Teatro Heliópolis, Sutil Violento e (In)justiça.
“Denny destacou-se por conciliar sua produção artística com o trabalho acadêmico. Seus maiores interesses de pesquisa eram o corpo e as visualidades contemporâneas, navegando entre o teatro experimental, a performance e as artes visuais. Como cenógrafo e diretor de arte, criava silhuetas corporais que expressassem as angústias e os impasses de nosso tempo”, afirmou por meio de nota o departamento de Artes Cênicas da USP.
Marcelo Denny também atuou como curador e jurado-debatedor de festivais de teatro como o FESTE de Pindamonhangaba (SP), Festival de Teatro de Taubaté (SP) e o FESTIVALE Festival de Teatro de São José dos Campos (SP).
“Denny deixa um legado e muito admiradores, especialmente de gerações mais jovens. Como poucos, manteve-se atento às mudanças na contemporaneidade e soube transmiti-la para alunos e artistas iniciantes. Expressou o que há de melhor na Universidade: a busca pelo conhecimento aliada a uma ética pessoal e a vontade de ensinar”, diz ainda a nota da USP.
A diretoria da ECA também lamentou a morte do professor. “A Diretoria da ECA presta sua solidariedade aos familiares, colegas do CAC e amigos neste momento tão difícil.”
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