Livro com história da gravadora Forma está pronto e sai em 2021


Legado do selo dos anos 1960 inclui álbuns fundamentais como ‘Coisas’, do maestro Moacir Santos, e ‘Os afro-sambas de Baden e Vinicius’. ♪ Idealizado e escrito pelo jornalista Renato Vieira, o livro sobre a história da gravadora Forma já está pronto e tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2021 pela editora Kuarup.
Gravadora fundada em maio de 1964 pelo produtor musical carioca Roberto Quartin (13 de agosto de 1941 – 25 de abril de 2004), ao qual se associou o também carioca Wadi Gebara Netto (1 º de dezembro 1937 – 1º de julho de 2019) em outubro daquele mesmo ano, a Forma surgiu no mercado fonográfico no Rio de Janeiro (RJ) no embalo da expansão da Bossa Nova e da abertura, em 1963, da gravadora Elenco, criada pelo produtor musical e compositor carioca Aloysio de Oliveira (1914 – 1995).
No livro, “dedicado a todos aqueles que sonharam e sonham fazer a melhor música do mundo”, Renato Vieira descortina os bastidores dos discos lançados pela Forma entre 1964 e 1967 – fase áurea da gravadora que quase contratou Chico Buarque e que, de 1968 a 1972, virou selo associado à gravadora Philips.
Entre estes discos, há álbuns históricos como Coisas (1965) – obra-prima do maestro Moacir Santos (1926 – 2006) – e Os afro-sambas de Baden e Vinicius (1966).
Provisoriamente intitulado A história da gravadora Forma, o livro aborda a gênese de álbuns como Dulce (1965) – gravado pela cantora carioca Dulce Nunes (1929 – 2020) com arranjos e regências do maestro Guerra-Peixe (1914 – 1993) – e Som definitivo (1965), disco que juntou o Quarteto em Cy com o Tamba Trio em gravações feitas com arranjos vocais do pianista Luiz Eça (1936 – 1992).