Leilão do 5G atrai seis novas empresas para oferta de serviço móvel

Isto não quer dizer que empresas se tornarão novas operadoras de telefonia móvel destinadas a oferecer serviços ao consumidor final. Empresas podem ‘alugar’ frequência arrematada. 5G: Segundo maior leilão da história movimentou R$ 46,7 bilhões
O leilão do 5G, a nova geração de internet móvel, atraiu seis novas empresas para atuar com serviço móvel no país.
Organizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o leilão começou na quinta-feira (4), com a licitação das faixas de frequência de 700 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz, e terminou nesta sexta, com os lotes da faixa de 26GHz.
As estreantes no mercado brasileiro são:
Winity (Fundo Pátria)
Cloud2U;
Consórcio 5G Sul (Copel Telecom e Unifique);
Brisanet;
Neko (Surf Telecom);
FlyLink.
As seis, contudo, não necessariamente vão virar novas operadoras de telefonia móvel destinada a oferecer o serviço ao consumidor final, conhecida como operadora de varejo.
Caso tenham interesse, as empresas podem “alugar” a frequência arrematada para que outras operadoras ofertem o serviço, atuando como intermediárias. Nesse caso, são chamadas operadoras de atacado.
É o caso da Winity, provedora de infraestrutura de telecomunicações do Fundo Pátria, que já informou ao mercado que atuará no atacado.
“Criamos a Winity com o propósito de prover infraestrutura de telecomunicações de alta qualidade para nossos clientes corporativos”, disse o presidente-executivo da Winity, Sergio Bekeierman, em nota.
Tecnologia 5G vai mudar trabalho, consumo e diversão
Repercussão
Em entrevista após o fim do leilão, o superintendente de competição da Anatel e presidente da comissão de licitação do 5G, Abraão Balbino e Silva, disse que o resultado do leilão, com as estreantes, vai mudar o cenário de prestação do serviço no país.
“Estamos falando de agentes que estavam no mercado, cada um no seu nicho, e estão ampliando seus horizontes, alguns para [cobertura] nacional”, destacou.
O movimento acontece após a Oi vender, no fim de 2020, a operação de telefonia móvel para uma aliança formada por Claro, pela TIM e Telefônica (Vivo). A venda ainda aguarda o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concluída.
O conselheiro da Anatel Emmanoel Campelo, relator da versão final do edital, disse que as estreantes devem gerar mais competição no mercado, que estava até então com três grandes operadoras.
“Novos entrantes, para nós, foi surpresa muito positiva. Gera mais competição no mercado, o que é sinônimo de melhores preços e melhor qualidade”, resumiu.
Para Balbino e Silva, o fato de o leilão ter sido não arrecadatório ajudou a atrair novas empresas. “Leilão focado em investimentos] incentiva os pequenos a entrarem aos poucos, ganham musculatura, vão crescendo e aumentam footprint de infraestrutura”, explicou.
O leilão movimentou R$ 46,8 bilhões, sendo:
R$ 39,5 bilhões em compromissos de investimentos já estabelecidos;
R$ 7,4 bilhões em outorgas.
Parte do valor das outorgas será transformada em mais compromissos de investimentos, que podem ser feitos ao longo do tempo.
Podcast
Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre “5G: o leilão e o que muda depois dele”: