‘Legends of Runeterra’ leva heróis de ‘LoL’ a jogo de cartas para celulares e computadores


Responsável pelo desenvolvimento do game, lançado mundialmente nesta quinta (30), fala sobre mudanças ao longo dos anos: ‘jogamos fora talvez 20 ou 30 sistemas de regras diferentes’. A princípio, pode parecer simples desenvolver um jogo digital de cartas para quem fez “League of legends”, um dos maiores games do mundo nos últimos anos. Mas “Legends of Runeterra” termina seu lançamento mundial nesta quinta-feira (30) após passar por dezenas de mudanças desde o início.
Faz sentido. Afinal, o game que usa os heróis de “LoL” — e que faz parte da expansão de seu universo — enfrentou mais de oito anos de desenvolvimento até chegar a celulares e outros aparelhos móveis e computadores.
“Jogamos fora, não sei, talvez 20 ou 30 sistemas de regras diferentes, nos quais tínhamos algo que era tipo: ‘isso é muito bom, mas acho que podemos fazer um pouco melhor'”, conta em entrevista ao G1 o responsável pela equipe criadora do jogo, Greg Street.
Veja trailer de ‘Legends of Runeterra’
Tanto tempo de dedicação só foi possível graças à segurança dada por “LoL”, que até o final de 2019 ainda tinha cerca de 8 milhões de jogadores diários. Por outro lado, criou problemas, como o lançamento de um projeto parecido baseado em “Warcraft”.
“‘Hearthstone’ foi um grande chamado à realidade, principalmente por causa de seu nível de acabamento”, afirma o executivo conhecido como “Ghostcrawler”, que também é vice-presidente de Propriedade Intelectual e Entretenimento da Riot Games.
“Eles decidiram abraçar a noção de que elas são mesmo cartas, mesmo que seja um jogo digital. Você sente que elas são cartas físicas ao jogar. Tudo isso elevou o nível para todos nós que queríamos entrar nessa área.”
‘Legends or Runeterra’
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A mágica das lendas
As regras nunca foram muito parecidas ao concorrente da Blizzard, mas a equipe se viu forçada a prestar maior atenção aos detalhes de animação. Quanto à mecânica, Street compara seu jogo com outro clássico de cartas.
Lançado em 1993 como um jogo de cartas físicas, “Magic: The Gathering” é um dos pioneiros no gênero, e ganhou versão digital em 2019.
“‘Magic’ tem muita complexidade, muitas estratégias diferentes que você pode desenvolver. Então gostamos de pensar que ‘Runeterra’ é mais assim, do que alguns dos outros jogos digitais de cartas, que escolheram por simplificar a forma de jogar um pouco, para torná-lo mais acessível.”
Para aumentar a profundidade, a Riot faz com que o jogador enfrente diferentes estágios alternados com o adversário até o momento de atacar ou de defender.
“Isso pede um pouco mais de aprendizado do usuário, mas achamos que isso oferece muito mais estratégias para jogar. Não queremos de verdade que este seja um jogo a ser resolvido rapidamente”, diz Street.
‘Legends or Runeterra’
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Entrada para um universo
Apesar de tudo, “Legends of Runeterra” ainda é um game muito mais simples que o antecessor, com suas dezenas de heróis com poderes diferentes, itens e runas.
Por isso, a esperança da empresa é que sirva como porta de entrada para novos jogadores se interessarem pela franquia.
“‘Runeterra’ é um jogo de um contra um, então tem um pouco menos de pressão. E também acho que a natureza de um jogo de cartas é que você não espera ganhar sempre”, afirma o executivo.
“As partidas são relativamente curtas. Uma partida de ‘LoL’ pode durar até 45 minutos. Então se você for jogar uma partida durante seu horário de almoço e perder, isso é um sentimento ruim. Mas com um jogo de cartas você pode jogar vários, e talvez ganhe alguns.”
‘Legends or Runeterra’
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