‘Just Dance’ é boa opção de exercícios em casa: Daya Luz e campeã brasileira dão dicas


Cantora pop, que é ex-bailarina do Faustão, e Pâmella Ribeiro ajudam iniciantes; repórter do G1 tenta seguir passos em VÍDEO. Daya Luz e Pâmella Ribeiro dão dicas para ‘Just Dance’ em casa
No começo isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, vacilei e não consegui comprar a tempo pesos para me exercitar em casa. Sem muitas opções do que fazer, resolvi testar um plano B que tinha aqui em casa encostado há um tempo: o game “Just Dance 2020”.
Ao jogar com os amigos com quem divido o apartamento em São Paulo, percebi logo que se tratava de um grande exercício aeróbico, que ao mesmo tempo ajuda a distrair e a manter o clima leve entre pessoas que têm sido obrigadas a se ver de forma quase ininterrupta há um mês.
Como nunca fui do tipo mais desenvolto, resolvi então — com um empurrãozinho do meu editor — buscar conselhos de especialistas para melhorar minha técnica.
Com isso, convidei a cantora Daya Luz, ex-bailarina do “Domingão do Faustão” cuja música “Te dominar” faz parte do repertório do jogo, e a vice-campeã mundial e bicampeã brasileira Pâmella Ribeiro. Assista ao vídeo acima.
Daya Luz dá dicas para se dar bem em ‘Just Dance’
Arquivo pessoal
Para quem também está buscando uma forma de se divertir e se manter em movimento, mas ainda não conhece tão bem o jogo, abaixo estão algumas dicas delas — e outras minhas:
Onde jogar: com 11 edições ao longo dos anos, a mais recente é o “Just Dance 2020”, lançado para Wii, Switch, PlayStation 4, Xbox One e Stadia;
quem não tem video game não precisa ficar triste. O “Just Dance Now” é um aplicativo para celulares que pode ser sincronizado com o computador ou algumas smart TVs;
o “Now” ainda tem a vantagem de permitir jogo com amigos (ou qualquer outra pessoa) online;
a versão para consoles não multiplayer online, mas até seis pessoas podem jogar no mesmo lugar (dependendo do console);
fazer alongamento antes e depois;
beber bastante água durante;
fazer pausas entre algumas músicas;
respeitar os limites de seus corpos;
Pâmella Ribeiro ensina atalhos para a música ‘Hips don’t lie’, de Shakira, em ‘Just Dance’
Arquivo pessoal
prestar atenção nos bonequinhos que aparecem no canto inferior direito da tela. Eles indicam qual será o próximo passo;
tenha cuidado com os arredores, como um lustre um pouco mais baixo ou uma mesinha de centro traiçoeira;
tenha mais cuidado ainda ao jogar com os amigos. Quanto mais gente, mais trapalhadas;
se for usar o celular como controle, uma capa antichoque é importante, e ajuda a deixá-los menos escorregadios;
montar playlists é uma boa forma de lembrar quais as suas músicas ou coreografias favoritas, e separá-las por ritmo ou intensidade ajuda a ir diretamente naquelas que você está mais no clima para dançar;
o jogo oferece uma variedade bem interessante de ritmos, que vai desde clássicos dos anos 1970 e 1980 a latinidades e pops atuais. Encontre seu favorito, mas se arrisque também em desconhecidos.
Os primeiros passos
Nunca fui de frequentar academias ou exibir grande gingado nas pistas de dança, então o gosto game jogo é uma surpresa — talvez influenciado pela situação extraordinária em que vivemos.
Desde que comecei a dançar, no entanto, tenho tentado dedicar pelo menos uma hora ao game quase todas as manhãs, tempo suficiente para suar quase o triplo do que eu suava na academia.
No início, fui mais em músicas que gostava. A primeira grande favorita foi “You’re the first, the last, my everything” (eu criminosamente erro e falo “my last” no vídeo), de Barry White.
Além de pertencer ao mestre, sua coreografia que misturava clichês das discotecas, trabalho em equipe, passinhos do Carlton (de “Um maluco no pedaço”) e muita emoção me conquistou.
Há hits pop recentes também com a mistura perfeita de belas canções e coreografias animadas. Todas de Katy Perry (aqui em casa nos tornamos Katy Kats informais). “Sorry”, de Justin Bieber. “Uptown funk”, de Mark Ronson e Bruno Mars.
Nos últimos dias, no entanto, tenho me rendido ao ritmo latino e recomendo. As músicas são ótimas para soltar o quadril, o que ajuda em qualquer outro gênero.
Destaque para “Chantaje”, de Shakira com Maluma, “Calypso”, de Luis Fonsi e Stefflon Don, e a eterna “Despacito”, mais uma de Luis Fonsi, dessa vez com Daddy Yankee.
No fim, também sustento uma motivação secreta que é a de trucidar amigas minhas em desafios futuros na casa de uma delas. É importante ter objetivos na vida.